Mãe de menina que se disse abusada em cartas quer perdão

Publicado em sábado, Maio 28, 2011 ·

mãeA Polícia Civil de Itapuí, localizada a 258 km de São Paulo, começou nesta sexta-feira a ouvir familiares da menina de 9 anos que teria sido abusada pelo padrasto e pelo marido de sua avó com o consentimento da própria mãe. Segundo a polícia, a mulher, que disse não ter entregado o marido à polícia por medo de perdê-lo, quer pedir perdão à filha por sua omissão.

A mãe foi a primeira ser ouvida pelo delegado Tiago José Húngaro. Ela disse estar arrependida e, de acordo com o delegado, gostaria de rever a filha e pedir seu perdão. “Ela quer o perdão da filha pela sua omissão”, afirmou o delegado, que garante que o encontro não ocorrerá, já que ela é investigada e está detida pelos próximos 30 dias.

Húngaro ouviu ainda a avó da garota, que ontem afirmou não saber do que ocorria em sua casa. No entanto, o delegado garantiu que em nenhum momento a avó foi apontada como conivente com o caso. “Se estão divulgando isso, essa informação não existe, não saiu daqui e não foi dada por mim”, afirmou. Ela contou à polícia que mesmo vivendo na mesma casa que a garota nunca notou nada de estranho em seu comportamento. “Seu eu tivesse notado, teria denunciado os dois”, disse.

Após ouvir a menina por mais de 4 horas, a polícia divulgou ontem duas cartas escritas por ela e endereçadas aos suspeitos. Em uma delas, dirigida ao padrasto, ela diz que nunca se esquecerá do que aconteceu. Na segunda carta, a garota fala com o avô, com quem se diz muito decepcionada. “Nunca mais você vai ser o meu avô”, diz no bilhete. Ela teria afirmado ao delegado que os abusos aconteciam quase que diariamente.

Na próxima semana, Húngaro pretende ouvir o padrasto e o avô, além de amigos, vizinhos e parentes. “A partir de agora vamos dar uma acelerada no processo”, afirmou.

A mãe, padrasto e avô da garota foram presos ontem. De acordo com o delegado, o padrasto admitiu ter molestado a menina, mas negou ter consumado o ato sexual por medo de machucar a garota e ser preso, ao contrário do avô, que negou as suspeitas. Os três suspeitos tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias, período no qual o delegado pretende colher mais provas do crime enquanto todos permaneçam presos. A pena prevista para o crime de estupro de vulnerável vai de oito a 15 anos.

Terra

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