‘Laços de Sangue’: três acusados são condenados a 62 anos; rixas teriam matado 95

Publicado em quarta-feira, agosto 14, 2013 ·

Raimunda Ednalva - Nalva
Raimunda Ednalva – Nalva

A denominada operação “Laços de Sangue”, que levou a Júri popular cinco acusados da morte de Aldo Suassuna de Sousa, chegou ao fim na noite desta terça-feira (13), no 2º Tribunal do Júri, no Fórum Criminal de João Pessoa.

 

Três dos acusados foram condenados e as penas determinadas alcançam 62 anos e 9 meses de prisão. Raimunda Ednalva de Mesquita foi condenada a 24 anos e 3 meses, por homicídio e formação de quadrilha;  Raimunda Cleide Batista de Oliveira, 20 anos, por homicídio e formação de quadrilha; e Vinícius de Mesquita Sousa, 18 anos e 6 meses, por homicídio.

 

Os demais acusados, João Lustosa de Sousa e Raimunda Cleonice de Mesquita Sousa, foram absolvidos dos crimes de homicídio e formação de quadrilha.

 

Aldo Suassuna foi assassinado no dia 25 de agosto de 2006, em frente ao Bar ‘Espetinho do Raniere’, na cidade de Patos. A operação “Laços de Sangue” foi deflagrada em 2011 e desarticulou um rixa envolvendo as famílias Suassuna, Oliveira e Veras, que perdurava há mais de 20 anos, nos municípios de Catolé do Rocha e Patos.

 

A Operação ‘Laços de Sangue’ pôs fim a uma briga entre famílias resultou em diversas mortes e investigou a atuação de pistoleiros em homicídios que seriam motivados por rixas entre famílias das cidades de Catolé do Rocha e Patos, no Sertão da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará.  Durante as investigações, um esquema de segurança especial foi montado para proteger delegados e magistrados que vinham sofrendo ameaças de morte.

Relembre o Caso – A primeira parte da operação Laços de Sangue aconteceu em setembro de 2011 e prendeu pelo menos 15 integrantes dessas famílias com 18 armas, entre pistolas, escopetas e espingardas supostamente utilizadas nos assassinatos. Na época, o delegado André Rabelo disse ainda esperar prender mais suspeitos de envolvimento nos crimes. Após a realização da operação, juízes e delegados envolvidos nas investigações passaram a receber ameaças de morte, o que motivou o Tribunal de Justiça a solicitar reforço na segurança.

 

Em novembro de 2011, a segunda parte da operação cumpriu quatro mandados de prisão na cidade de Catolé do Rocha, localizada a 411 km de João Pessoa e três homens e uma mulher da mesma família foram presos, todos suspeitos de integrar grupos de extermínio.

 

Em dezembro de 2011, o Ministério Público da Paraíba denunciou nove suspeitos de participação em dois grupos que seriam responsáveis por 95 homicídios, todos motivados por uma rixa entre famílias. A denúncia foi apresentada por promotores do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

 

A primeira audiência da Operação Laços de Sangue aconteceu no dia 12 de abril de 2012 no Fórum Miguel Sátiro, em Patos, cidade do Sertão paraibano. Cinco testemunhas de acusação foram ouvidas e, devido à ausência de uma testemunha que estava sob proteção judicial, uma outra audiência foi marcada para ouvir também dezesseis testemunhas de defesa.

Redação com TJPB

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