Irritado e de ‘saco cheio’, Felipão abre mão de multa no Palmeiras

Publicado em sexta-feira, setembro 2, 2011 ·

felipao_palmeiras_ae_60Luiz Felipe Scolari assegura que não quer deixar o Palmeiras, mas se mostra cada vez mais irritado com as pressões e picuinhas dentro do clube. A última delas, nesta sexta-feira, foi uma faixa de autor desconhecido com a inscrição “Fora, Felipão”, colocada bem na entrada do CT pela manhã e retirada por funcionários do clube horas depois. O técnico diz que não viu o protesto, apenas soube por terceiros, mas avisou que sequer precisa de sua multa rescisória se tiver de deixar o Palmeiras em um futuro próximo. Seu contrato vence em dezembro de 2012.

– Já trouxe minha família e montei toda minha situação aqui, mas precisa ter saco para aturar todos os dias as mesmas bobagens. Pior é que eu sei quem faz isso, já estou de saco cheio. Se o Palmeiras quiser, não precisa me pagar nada, zero, e eu saio. Mas quero tudo isso no papel – disparou Felipão.

Quando chegou ao clube, em julho de 2010, Luiz Felipe Scolari fechou contrato com multa rescisória estipulada em R$ 5 milhões, valor que cai conforme o tempo de vínculo cumprido – quanto maior a proximidade do fim do contrato, menor a multa. Mas Felipão diz não ligar para valores. O presidente Arnaldo Tirone e o vice Roberto Frizzo já demonstraram apoio público ao técnico, mas sofrem diariamente com a pressão de conselheiros e membros da diretoria que acham os gastos com o técnico altos demais.

– Dizem que tenho uma multa muito grande no Palmeiras. Tenho multa se eu pedir para sair ou se o Palmeiras me mandar embora, mas isso é definido no início de contrato. Chega um determinado momento que você oferece a multa para ficar à vontade e livre para sair. Podem ficar livres amanhã, desde que eu também fique livre. É a maior barbada, é só redigir. Eu estou contente no Palmeiras. Se não estiver, também não preciso pagar, é só me dar a mesma oportunidade – avisou o técnico.

Em sua primeira passagem pelo clube, entre 1997 e 2000, Felipão também teve sua multa descartada em 1999, e nenhuma das partes precisaria pagar em caso de demissão.

– É como fiz em 1999. Técnico que não se sente à vontade, com pessoas que não gosta, por que vai ficar no clube? – indagou.

Na ocasião, o técnico só deixou o Verdão na metade de 2000, rumo ao Cruzeiro. O clube mineiro, aliás, é o próximo adversário do Palmeiras, neste domingo, às16h (de Brasília), no Pacaembu.

Globoesporte.com

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