Interditado por tempo indeterminado, Engenhão ainda não tem solução

Publicado em terça-feira, março 26, 2013 ·

Paes observou ser inadmissível que um estádio construído inaugurado há apenas seis anos apresente um problema estrutural desse porte Foto: JP Engelbrecht / Divulgação
Paes observou ser inadmissível que um estádio construído inaugurado há apenas seis anos apresente um problema estrutural desse porte Foto: JP Engelbrecht / Divulgação

Interditado a partir desta terça-feira, o Engenhão ainda não tem qualquer previsão de reabertura, e nem mesmo há qualquer solução definida para sanar o problema da cobertura do estádio. Segundo o prefeito Eduardo Paes, três laudos respaldaram a decisão de fechar o estádio, porque havia risco de danos aos frequentadores. Paes não deu detalhes técnicos do problema do estádio, mas informou que há falhas estruturais e de projeto na cobertura do Engenhão.

 

“Já amanhã não poderemos realizar nenhum jogo no estádio. Temos o problema diagnosticado, mas ainda não foi apresentada solução. Há ideias conceituais, e pedi que haja uma solução na maior brevidade possível”, afirmou Paes, em entrevista coletiva, após reunião com dirigentes dos clubes do Rio.

 

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“Se nos derem uma solução que dure um mês, vamos aguardar esse tempo. Se levar um ano, vamos esperar isso”, acrescentou.

 

O prefeito observou ser inadmissível que um estádio construído inaugurado há apenas seis anos apresente um problema estrutural desse porte, e informou que vai apurar as causas do problema para que culpados pelos problema sejam apontados.

 

Se for verificado realmente que o problema é estrutural, a responsabilidade seria das construtoras. Se a falha for estrutural, a prefeitura será apontada como responsável. “Isso tudo vai ser apurado para que pessoas possam responder pelos eventuais equívocos”

 

O Engenhão começou a ser construído em 2003, pela construtora Delta. No final da obra, quando a cobertura seria colocada, a construtora alegou que não teria condições de complementar a obra, e abandonou a obra. A Delta é a construtora do empresário Fernando Cavendish, acusada de ligações com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

 

As construtoras OAS e Odebrecht assumiram, então, a obra. Segundo Paes, elas colocaram, no contrato, uma cláusula de que não se responsabilizariam pelo projeto. “A responsabilidade seria do município. Isso foi acertado pelo meu antecessor [o ex-prefeito Cesar Maia]”, comentou Paes.

 

Ainda não está definido se os jogos entre Fluminense x Macaé e Botafogo x Friburguense, agendados, respectivamente para amanhã e quinta-feira, no estádio, será adiado, ou alterado para outro dia, assim como toda a rodada. Dirigentes dos clubes se reunirão agora à noite, na federação de Futebol do Rio (Ferj) para definir o que será feito.

 

“Vamos nos reunir na federação para traçar estratégia para ver qual é o melhor caminho. Se vai adiar rodada, se vai transferir o jogo. Existem várias possibilidades”, explicou o presidente da Ferj, Rubens Lopes.

 

 

Terra

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