Golpe: Pastor usa documentos de fiel que vira funcionária fantasma no Paraná

Publicado em quinta-feira, Maio 28, 2015 ·

pastorUm assessor do deputado estadual Pastor Edson Praczyk (PRB) pediu os documentos de uma fiel que passava por uma crise financeira com o pretexto de abençoar a mulher. Depois de entregar a documentação, ela passou a ser funcionária fantasma do gabinete do parlamentar. Esta é uma nova denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o deputado, revelada pelo Paraná TV nesta quinta-feira (28).

O MP-PR investiga a contratação de mulheres de pastores evangélicos como servidoras comissionadas no gabinete de Praczyk. Segundo os promotores, as mulheres eram funcionárias fantasmas, ou seja, recebiam sem trabalhar.

De acordo com a nova denúncia, o assessor levou ao deputado os documentos da fiel e, então, Praczyk teria feito a contratação da mulher como funcionária do gabinete dele, sem que ela soubesse.

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Ao longo de cinco anos, a funcionária fantasma foi nomeada e exonerada, sendo nomeada por três vezes. O dinheiro do salário dela caía nas contas do então assessor do deputado. No total, com essa manobra, o parlamentar e o assessor ficaram com R$ 35 mil desviados do dinheiro público.

Ataque
Na quarta (27), ao se defender no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, Praczyk negou as suspeitas, além de agredir verbalmente jornalistas. A primeira denúncia veio à tona na terça-feira (26).

O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná repudiou as declarações de Praczyk, que atacou profissionais da categoria que cumpriam o dever de questionar as irregularidades apontadas pelo MP-PR. O sindicato informou que vai estudar medidas a serem tomadas contra o parlamentar, que ocupa a presidência do Conselho de Ética da Casa.

No dia anterior, o deputado estadual se negou a responder os questionamentos feitos por um repórter.

Denúncia
Conforme a primeira denúncia, o deputado estadual é suspeito de receber os valores em nome das mulheres contratadas por ele na Alep. O caso investigado aconteceu entre os anos de 2001 e 2003, quando ele cumpria o primeiro mandato na Casa.

Para manter a fraude, conforme a promotoria, o deputado usava uma funcionária da Assembleia, que trabalha com ele até hoje, embora esteja lotada em outro gabinete. Ela possuía autorização e procurações para movimentar as contas bancárias de todos os servidores do gabinete do deputado, incluindo os fantasmas.

Dentre os poderes que a funcionária detinha estava a solicitação de extratos, conferência de saldos e juros, alteração de senhas, retirada de cartões de débito, requisição e assinatura de cheques, além e de depósito e saque de qualquer quantia.

Defesa
O deputado negou que haja controle dos salários de servidores por qualquer funcionário. “Foi um caso isolado, de que uma funcionária, enquanto amiga, fez uma solicitação para que ela auxiliasse na solicitação de cartões de crédito da sua conta bancária”, justificou.

Praczyk também disse que a colaboradora apontada pelo MP-PR como ser a responsável em administrar as contas das fantasmas não é funcionária fantasma. Entretanto, a Ministério Público não diz que esta mulher é fantasma, mas sim que ela administrava por meio de procuração as contas das demais funcionárias fantasmas do pastor.

Ainda na defesa feita por ele na quarta-feira, o parlamentar citou apenas de uma procuração, sendo que a denúncia do MP-PR inclui nove.

Durante o pronunciamento feito na Casa, os professores que acompanhavam a sessão se manifestaram, e o deputado olhando para a plateia disse: “Lembrem-se que eu votei por vocês antes de falar, por favor”. Os professores da rede pública estadual estão em greve há mais de um mês e têm um impasse com o governo: a categoria pede reajuste de 8,17%, enquanto o Governo do Paraná oferece aumento de 3,45%.

Conselho de Ética
O presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), afirmou na quarta-feira que espera que o deputado Pastor Edson Praczyk peça para sair do cargo de presidente do Conselho de Ética da Casa. “Nós vamos conversar com o parlamentar, e eu espero que a iniciativa, quem sabe até de uma própria demissão, possa ocorrer”, afirmou Traiano.

No Plenário, Praczyk afirmou que, caso seja solicitado, deixará o Conselho de Ética. Ele ainda negou que tenha cometido quaisquer irregularidades. “Por acaso, alguma delas deixou de trabalhar? Todas trabalhavam e recebiam normalmente pelo que faziam”, disse o deputado.

G1

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