Globo News pede desculpas por informação que foi ao ar “sem prova”; erro gerou protesto

Publicado em sábado, janeiro 19, 2013 ·

Na noite do último sábado (12/1), a Globo News desculpou-se por uma informação que foi ao ar na manhã do mesmo dia. O erro ocorreu em uma das edições do “Jornal Globo News” durante matéria sobre a polêmica com a Aldeia Maracanã, que ocupa o prédio do antigo Museu do Índio, no Rio de Janeiro. O local pode ser derrubado em reintegração de posse, como parte da preparação para Copa de Mundo de 2014 e Olimpíada[bb] de 2016.

Na reportagem da manhã, o do “Jornal Globo News” havia afirmado que homens que estavam com o rosto parcialmente cobertos no alto do prédio eram vendedores de drogas. Porém, no “J10”, o apresentador Eduardo Grillo (que substitui Mariana Godoy, de férias), corrigiu o equívoco .

“E aqui cabe uma correção. A Globo News errou hoje cedo ao afirmar que dois homens que estavam no alto do prédio do antigo Museu do índio eram vendedores de drogas. Não temos como confirmar essa informação. E, claro, pedimos desculpa”, disse o jornalista ao final de outra matéria sobre a polêmica questão. Assista ao vídeo aqui.

Porém, segundo Igor Citrangulo, do núcleo de comunicação da Aldeia Maracanã, e responsável pelo perfil do grupo no Twitter, o episódio gerou “revolta em todos”. “Não pode nem entrar com bebidas alcoólicas, por ordem dos pajés. Aí vem a Globo News e fala que estão vendendo drogas lá dentro? Aquilo gerou revolta em todos”, disse à IMPRENSA.

Para ele, o pedido de desculpa da emissora foi “cretino”. “Porque eles não desmentem? Eles deixam no ar. Achamos uma total falta de respeito”, explicou.

Citrangulo manteve as críticas à cobertura da Globo e comentou como os jornalistas têm tratado a questão. “A ocupação já existe há anos e essa polêmica começou em outubro de 2012. Mas a imprensa só passou a dar mais atenção a partir do momento que a tropa de choque esteve lá, fazendo todo aquele teatrinho”, disse.

Sobre alguns veículos[bb] que tem acompanhado o desenrolar da polêmica, ele elogiou a cobertura “excelente” do Jornal do Brasil. “É a melhor referência para acompanhar a causa”, explicou. Segundo ele, o jornal O Dia e o O Globo também têm feito um trabalho bom; Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, ele não soube afirmar se era uma cobertura mais profunda ou pontual, e Veja, ele “nem comenta”.
Apesar disso, Citrangulo afirmou que a Veja tem destratado a causa ao abordar o apoio que a aldeia tem recebido de outras etnias de forma irônica, como “a multiplicação dos índios”.

Protesto no YouTube

No domingo (13/1), um dia após a reportagem ir ao ar, um vídeo de protesto foi disponibilizado no YouTube. Até o fechamento desta nota, ele continua sendo compartilhado nas redes sociais, inclusive republicado na plataforma por outros usuários.

Nas imagens, o índio Ash, da etnia Ashaninka, uma das lideranças do local, critica duramente a emissora, acusando-a de “mentir” e só aparecer “no sensacionalismo”. Além de desmentir a informação sobre os supostos vendedores de drogas, ele pede ajuda às demais televisões para que digam a Globo que reporte-se e pare de fazer essas “malícias de acusações”.
“A Globo mente. Falou que tinha pessoas lá em cima e flagrou que estava usando drogas. Isso é mentira. Essas pessoas estavam se protegendo contra a Polícia de Choque, para a fumaça não entrar nos nossos narizes como eles fazem. […] A Globo News tem que representar e explicar isso. Porque ela só aparece no sensacionalismo. O sensacionalismo dela é maldoso, é prejudicial, só fala mentira. Nós queremos que todas as televisões do Brasil digam para a Globo reportar e parar de fazer essas malícias de acusações, ao qual não é verdade. E tem comprovação lá em cima. Nós vamos querer uma explicação da Rede Globo, que está muito desinformada”, afirma o índio.
Procurada, a Globo[bb]News não quis comentar o assunto.

Assista ao vídeo com o protesto.

Jéssica Oliveira

portalimprensa

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