Fotojornalista que trabalhava com radialista assassinado também é morto em MG

Publicado em terça-feira, abril 16, 2013 ·

No último domingo (14/4), o repórter fotográfico Walgney Assis Carvalho, de 43 anos, foi assassinado com três tiros em um pesque-pague, no bairro São Vicente, no Vale do Aço (MG). O crime ocorreu, exatamente 37 dias após a morte do radialista Rodrigo Neto, em Ipatinga, região próxima. Os dois eram especializados na editoria de polícia e trabalharam ao mesmo tempo no jornal Vale do Aço, na semana anterior à morte do radialista.

Crédito:Arquivo pessoal
Walgney Assis de Carvalho atuava com Rodrigo Neto, assassinado há 37 dias
O fotojornalista prestava serviços de freelancer para o jornal há cerca de cinco anos, na editoria de polícia. O radialista foi trabalhar no impresso uma semana antes de ser assassinado.
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Apesar de cobrirem o mesmo tema, os dois não trabalharam diretamente juntos ou em uma pauta específica, apenas cumpriram a rotina do dia a dia. “Mas é muita coincidência. Na mesma cidade, mesmo veículo, tema e em um espaço de tempo tão curto. Os dois levaram tiros em áreas vitais, como a cabeça”, comentou à IMPRENSA um funcionário do jornal, que não quis se identificar.

A equipe da publicação vive um clima de extrema preocupação e um sentimento muito forte de medo. As condições psicológicas de todos serão avaliadas.

“Fica também o sentimento de esperança que o Estado cumpra seu papel de dar uma resposta. Não para o jornal, não para os jornalistas, mas para a sociedade. O Estado tem o dever constitucional de esclarecer esses dois crimes e apontar quem são os culpados. Ele tem esse compromisso, essa responsabilidade, esse dever”, completou.

Morte do Walgney Carvalho

Segundo o portal G1, a Polícia Militar afirmou que um homem de moto se aproximou e disparou pelas costas do fotojornalista. A corporação não divulgou os motivos do crime e nem comentou sobre a possibilidade da morte de Carvalho ter alguma ligação com  o assassinato de Neto.
De acordo com o portal Terra, o fotojornalista foi morto por um homem encapuzado, que entrou homem entrou no pesqueiro e, sem falar nada, disparou à queima-roupa contra a vítima, sendo que um acertou a cabeça. Após os disparos, o homem saiu andando e depois pegou uma moto.

Testemunhas disseram que perceberam a movimentação de um homem próximo ao local durante a noite do crime. Suspeitos ainda não foram identificados.

Morte de Rodrigo Neto
No dia 8 de março, Rodrigo Neto e um colega estavam no “Baiano do Churrasquinho”, no bairro Canaã, local que ele costumava frequentar. Quando Neto abria a porta de seu automóvel, dois homens em uma motocicleta, usando luvas e capacetes fechados, se aproximaram, dispararam e fugiram.
De acordo com o portal R7, o delegado responsável pelo caso, Ricardo Cesari, afirmou que Neto foi atingido por cinco tiros.
Neto chegou a ser socorrido com vida e foi levado para o Hospital Municipal de Ipatinga, no bairro Cidade Nobre, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O jornalista era casado e deixa um filho.”
Jéssica Oliveira

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves

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