FHC diz que mensalão tucano foi ‘só caixa 2’

Publicado em quinta-feira, Janeiro 23, 2014 ·

Foto: Bruno Santos / Terra
Foto: Bruno Santos / Terra

No momento em que o mensalão tucano começa a prescrever para pivôs do esquema, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconhece que o caso foi “apenas caixa dois” do PSDB.

 

Em entrevista ao blog de Josias de Souza, FHC diz que episódio que ocorreu na campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo, em 1998, em Minas Gerais foi diferente do chamado mensalão do PT, que terminou com a prisão de dirigentes do partido como José Dirceu e José Genoino: “No caso de Minas Gerais, na época, eu fui dos poucos que disse que era preciso uma explicação. Agora, vamos qualificar. O que houve em Minas Gerais foi o que o Lula disse que era natural. Foi, eventualmente, desvio de recursos para campanha eleitoral. Não é perdoável, mas é diferente do mensalão. O mensalão foi compra sistemática de apoio para o governo no Congresso.” FHC disse esperar que o STF julgue o caso com o mesmo rigor que aplicou no julgamento da ação penal 470.

 

Ao ser questionado sobre o propinoduto, outro escândalo tucano em gestões do partido em São Paulo desde Mario Covas (1998), o ex-presidente também cobrou investigação, sem, no entanto, citar o vereador Andrea Matarazzo, que arrecadou milhões para a própria reeleição de FHC. Influente nome do PSDB-SP, ele foi citado em depoimento da Siemens e da Alstom como um dos beneficiários do pagamento de propina para garantir contratos de trem e metrô em SP. “Acho que tem que ser apurado. Se trata de surborno, parece óbvio, de funcionários. Qual é o elo disso com o governador ou com o partido? Eu não vi nem indício. É corrupção, é condenável, mas não foi para o PSDB. Não apareceu, pelo menos até hoje, nenhum dado que diga: esse dinheiro foi usado pelo PSDB. Não foi. É outra coisa. É corrupção, condenável. O PSDB tem que explicar isso. Roubou? Vai pra cadeia. Mas acho que no caso de São Paulo está havendo manipulação política…”.

 

Sobre as eleições de 2014, FHC diz torcer para qualquer candidato que derrote a presidente Dilma Rousseff, Aécio Neves (PSDB) ou Eduardo Campos (PSB): “Não estou pensando partidariamente, estou pensando historicamente. Está na hora. O Brasil precisa arejar”. Para ele, a população está sentindo que está na hora de mudar. “Essa eleição só será ganha pela oposição se alguém da oposição, seja quem vier a ser, tiver coragem de dizer as coisas como elas são, com simplicidade.”

 

Ele diz que, depois dos “postes” Dilma e Fernando Haddad, ele não receia que o ex-presidente Lula consiga fazer de Alexandre Padilha governador de São Paulo: “Eu tenho receio de outra coisa. Que o Lula, de botar tanto poste sem luz, acabe escurecendo o Brasil. É preciso evitar isso”.

Brasil 247

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