Festas de final de ano podem enfatizar sentimento de melancolia

Publicado em segunda-feira, dezembro 18, 2017 ·

Felicidade em época de final de ano não é uma obrigação. O sentimento não precisa ser somente de alegria para todas as pessoas, por mais que tudo conspire a favor, conduzido, principalmente, pela mídia, amigos e família. O contraponto, em relação a uma maioria eufórica, pode trazer questionamentos acerca da própria vida, com momentos de tristeza, que podem ser difíceis de lidar, principalmente, com conflitos familiares, doenças e perdas. É importante equilibrar a carga emocional e desfrutar das datas comemorativas de uma forma leve, encarando-as como mais um ciclo que se fecha e que, consequentemente, pode gerar tristezas que não necessariamente devem ser encaradas como um problema.

“Mesas fartas, festas e presentes, por exemplo, ainda estão presentes nessa época do ano. E quem segue essas regras pode, involuntariamente, impor ao outro o mesmo comportamento. Melancolia, raiva e solidão são comuns nessas datas, e o sentimento de tristeza, muitas vezes, se torna evidente”, comenta Sílvia Regina, psicóloga do setor de Medicina Preventiva do Hapvida Saúde.

Mas, não necessariamente, estar ou ficar triste significa depressão. Momentos tristes, neste período, podem ser passageiros e até úteis, se vierem acompanhados de reflexões e planejamentos para o novo ano que virá. “De uma forma geral, a tristeza, a melancolia, a raiva ou a frustração não configuram um quadro depressivo. Além do que, esses sentimentos podem fornecer subsídios importantes para as mudanças, por isso podem ser encarados de uma forma positiva”, ressalta a psicóloga.

Para quem perdeu um parente recentemente ou, por algum outro motivo, terá de passar esse período sem a presença do familiar, o momento pode se transformar em uma tristeza maior. Embora as pessoas associem o luto diretamente à morte, para a psicologia, ele é desencadeado por qualquer ruptura emocional forte, seja a perda de alguém querido, um divórcio ou um amigo que foi morar longe. O processo é dividido em cinco fases e todas as pessoas irão apresentar pelo menos duas delas: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.

“Para um pessoa que está passando por esta situação, é importante se respeitar, viver esse momento, mas com cuidado para não transformar o natal em uma época apenas triste”, orienta a psicóloga do ludo do Grupo Vila, Mariana Simonetti.  É importante que a pessoa enlutada encontre sua própria maneira para lidar com ausência: reproduzir algo que aquela pessoa querida costumava fazer no natal, olhar fotos ou compartilhar lembranças com familiares e amigos.

A terapia exerce o papel fundamental, no qual oferece suporte e auxílio para o paciente superar a dor, mostrando-se como uma ferramenta de reorganização psicológica. Com ela é possível encontrar sua própria maneira de lidar com os sentimentos, muitas vezes novos e conflitantes e compreender que não há certo ou errado na maneira em como se vive ou expressa a dor.

Pessoas próximas são um ponto de apoio importante para quem está vivenciando o luto. “É necessário que a pessoa enlutada sinta que seu ente querido não foi esquecido nesse ambiente festivo, pois isso é o que muitas vezes incomoda o enlutado”, explica Mariana.

Assessoria 

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