Fernanda Ellen

Publicado em segunda-feira, abril 15, 2013 ·

artigobosco
>
> Fernanda Ellen ficou desaparecida aqui em João Pessoa por um pouco
> mais de três meses. Seus pais sempre mantiveram a esperança de
> encontrá-la viva. De fato, é fundamental a esperança na vida do ser
> humano. No entanto, a esperança de tê-la de volta acabou. O Conselho
> Estadual de Direitos Humanos, ao contrário do que setores da imprensa
> estão falando sobre a sua ausência,(que ficou calado) é negação da
> verdade, pois o mesmo esteve presente por várias vezes visitando e
> dialogando com os pais de Fernanda Ellen.
>
> A atuação do Conselho continuará cumprindo o seu papel. Onde houver
> desrespeito ao ser humano e o Conselho for procurado para o apoio, com
> toda certeza o mesmo se manifestará, para cumprir a sua missão. Os que
> falam do Conselho não fazem o que também deveriam fazer. A luta pelos
> direitos de todos é dever também de todos.
>
> Em nota, o Conselho já manifestou a sua solidariedade aos familiares,
> o que fizera antes pela presença, como também depois do corpo ter sido
> encontrado.
>
> Quanto à Fernanda, lamentamos profundamente o ocorrido por se tratar
> de uma criança, portanto, indefesa, vitima de um vizinho. É algo
> profundamente inaceitável do ponto de vista humano.
>
> O fato nos traz algumas questões fundamentais para quem orienta a sua
> vida pela fé.
>
> Permanece para sempre aquela recomendação: Não Matarás. Ninguém pode
> se apropriar da vida de ninguém. Qualquer ofensa ao outro é
> desobediência ao mandamento. Portanto, não pode haver incoerência. Não
> posso defender a vida de uma pessoa pedindo a morte de outra. A
> recomendação é para que não se mate ninguém e nada de ofensivo seja
> praticado contra o outro. A vingança gera sempre uma longa escalada de
> violência. É isso que estamos assistindo em nosso estado. Quem se
> lembra de numero de mortos na semana santa? Mais de vinte? Os
> adolescentes e as mulheres estão sendo vitimas da violência e morte.
>
> Ninguém tem o direito de julgar e condenar. Tenho todo direito de
> externar as opiniões, mas não tenho autoridade para julgar, condenar,
> matar, etc. A mim não me foi dado o direito de fazer justiça. Ao
> tentar fazer justiça me torno tão criminoso quanto à outra pessoa.
> Para isso temos uma justiça estabelecida para aplicar as penas
> merecidas a quem fez o delito. A apologia ao crime em nossos dias é
> visível em setores dos Meios de Comunicação Social e, nas redes
> sociais se manda matar. Por incrível que pareça isso é verdade. Isso
> também é crime. Incentivar é ser coparticipante da ação.
>
> A fome não pode combater a fome, o veneno não pode combater a doença,
> a violência não pode combater a violência.
>
> Para além de todas as causas que se possa imaginar para explicar a
> criminalidade, sem duvida alguma, uma das causas determinantes é uma
> sociedade sem Deus. A pessoa humana que carrega Deus na sua vida e no
> seu coração, em consciência, jamais matará ou fará qualquer coisa para
> destruir o seu semelhante.
>
> A pessoa que assumiu Deus em sua vida, tem na consciência a certeza de
> que o outro é imagem de Deus, independentemente de sua condição.
>
> De diversas formas a humanidade tem escolhido o caminho da violência,
> da destruição e da morte. Deus nos quer no caminho da vida.
>
> Quem defende a pena de morte esquece que de forma direta ou indireta
> poderá ser vitima dela.
>
>
>
> pebosco@yahoo.com.br / peboscofn@gmail.com

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