Família forma escudo vivo para proteger bebê de chacina na Paraíba

Publicado em sexta-feira, junho 8, 2012 ·

Pai, mãe e filha se uniram para proteger um bebê de um mês durante a chacina que aconteceu na madrugada desta sexta-feira (8) em um galpão invadido no bairro Mangabeira em João Pessoa. Quatro mulheres e um homem foram atingidos por tiros e morreram no local. Segundo a polícia, o galpão também serve como ponto de venda de drogas. A polícia suspeita que uma das mulheres mortas estava grávida, mas até as 10h15, a perícia ainda não havia confirmado esta informação.

Cinco pessoas foram assassinadas em galpão no bairro Mangabeira (Foto: Walter Paparazzo/G1)

O pai do bebê, que não quis se identificar, disse ao G1 que mora no local há três anos e que no momento dos disparos só pensou em proteger a família. “Eu me agarrei com o bebê. Eu, minha mulher e minha filha. A gente ficou segurando para ela não se assustar com os tiros. Ela não chorou porque a gente protegeu ela logo”, disse o pai do bebê de um mês.

Família protege bebê de um mês de vida durante chacina em Mangabeira, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)Família protege bebê de um mês de vida durante chacina em Mangabeira, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Antes funcionava no local a Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento da Paraíba. O galpão foi abandonado e hoje serve de abrigo para várias famílias. De acordo com o coronel Lívio Sérgio Delgado, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, os moradores contaram que, no momento dos tiros, viram pessoas em duas motocicletas e em um carro. A suspeita da polícia é que pelo menos cinco pessoas participaram da chacina. O comandante disse que uma outra criança também dormia no local na hora do crime e pela manhã uma avó esteve no galpão para resgatar o menino.

Pelas investigações, a polícia acredita que quatro pessoas estavam bebendo no galpão quando os criminosos chegaram atirando. A quinta vítima dormia em um dos cômodos, quando foi acordada e atingida pelos tiros. Segundo o comandante, o galpão era utilizado como ponto de venda de drogas. “Com as mulheres mortas a gente apreendeu drogas que estavam escondidas nas partes íntimas”, disse Lívio Sérgio.

Os corpos foram encaminhados para Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) em João Pessoa. A polícia acredita que o crime tenha sido motivado por conta da disputado por ponto de venda de drogas.

G1

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