Estimativas do Gaeco apontam que cerca de 400 pessoas são assassinadas no Estado todos os anos, vítimas desse tipo de ação criminosa.

Publicado em quarta-feira, dezembro 14, 2011 ·

1910585-6866-atm17As mortes por pistolagem e que possuem característica de execução continuam protagonizando histórias de dor, ódio e violência na Paraíba. Estimativas do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público apontam que cerca de 400 pessoas são assassinadas no Estado todos os anos, vítimas desse tipo de ação criminosa. No ano passado foram registrados mais de 1,6 mil homicídios na Paraíba.
Na região de Catolé do Rocha, por exemplo, que congrega 16 cidades e onde a ‘guerra’ entre as famílias Suassuna e Oliveira já deixou quase 100 mortos nos últimos 30 anos, 15 pessoas foram mortas apenas este ano. Em toda a área foram 51crimes.
De acordo com o procurador-geral de Justiça do Estado, Oswaldo Trigueiro, o órgão vem desenvolvendo ações de forma integrada com as polícias Civil e Militar no combate a esse tipo de crime.
No caso da guerra entre as duas famílias, o trabalho resultou na prisão de 21 pessoas durante a ‘Operação Laços de Sangue’ e outras cinco, residentes em São Paulo, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Jeneton Alves Mesquita, Magnolia Alves de Mesquita, Francisco Alves Mesquita, Guimarães Alves de Mesquita e Uitenberg Vieira de Lima são considerados foragidos.
Segundo as investigações da polícia e do Gaeco, Jeneton seria o líder do grupo e contaria com a proteção de policiais civis e militares de São Paulo em um suposto esquema de propina.
“Todos os esforços estão sendo feitos para localizar e prender essas pessoas, mas há a proteção por parte de agentes públicos. Esse esquema envolve realmente na liderança policiais civis e militares do Estado de São Paulo, que a gente sabe dessa relação e a dificuldade está aí em retirar de circulação essas pessoas”, observou Oswaldo Trigueiro.
Para a polícia, o grupo desarticulado durante a ‘Operação Laços de Sangue’ seria responsável por grande parte dos homicídios registrados na região do Sertão, onde esse tipo de crime é mais comum. “As famílias se reuniam, contratavam pistoleiros, geralmente eram ex-presidiários ou presidiários que estavam no regime semiaberto. E além disso elas colocavam os seus integrantes no seguro de vida, já que se houvesse a morte de alguns, esse dinheiro era utilizado para financiar a morte como vingança. Era uma briga de famílias que já vinha há anos se arrastando, que o Estado se mantinha como verdadeiro espectador e nada fazia para conter. Mas agora foi dado um basta”, relatou o delegado Regional de Patos, Cristiano Jacques.
















João Paulo Medeiros
Do JP Online
Focando a Notícia

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