Encontro feminista fará análise de movimento e traçará estratégias de luta

Publicado em quinta-feira, novembro 17, 2011 ·

feministas2Cerca de 1.200 feministas participarão do 12º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe, intitulado 30 anos de Feminismo Latino-americano e do Caribe: desatar, desnudar e renovar. O evento ocorrerá entre os próximos dias 23 e 26, em Bogotá, Colômbia, após três décadas da última vez em que foi realizado no país. Como objetivos, fazer balanço do movimento feminista na região, incitar debates sobre temas relevantes e traçar estratégias de luta.

“É a proposta de observar o caminho percorrido com o fim de desatar os nós que fomos amarrando, recomeçar os debates e diálogos encerrados, desnudando os corpos, as consciências e as apostas políticas por uma vida digna, livre e autônoma para as mulheres; exercício política que, esperamos, nos permitirá pensar juntar sobre o horizonte das lutas feministas na região”, pontua convocatória.

De acordo com Miriam Cotes, integrante da Comissão de Comunicação do Encontro, as principais demandas feministas a ser tratadas no evento dizem respeito à garantia de direitos das mulheres e à necessidade de mudanças culturais na sociedade, para além de avanços nas leis.

“Um enfoque de direitos de acordo com o qual se demanda que os direitos das mulheres sejam plenamente reconhecidos pelos Estados e que, neste sentido, promulguem leis em cada país, no marco de convênios internacionais e nacionais, para que às mulheres se garantam, protejam e restabeleçam seus direitos”, assinala.

Já as mudanças culturais teriam impacto mais intenso nas relações sociais, incidindo em instituições como família, escola e serviços médicos, favorecendo o reconhecendo das mulheres como cidadãs, sujeitos de direitos.

“Esta mudança cultural passa pela desconstrução e reconstrução de conhecimentos, atitudes, práticas, imaginários e representações sociais que favoreçam o bem-estar das mulheres como cidadãs. Dita em poucas palavras, a questão é que as leis são uma condição necessária mas não suficiente para a transformação que o feminismo demanda”, destaca.

Com 30 anos de movimento trilhado em torno do Encontro, Miriam avalia que a situação das mulheres mudou, mas ainda há muito por fazer, tanto com relação às leis como à cultura. “Por exemplo, no tema da violência contra nós, as cifras continuam sendo alarmantes e as respostas aos motivos destas violências são mais alarmantes ainda”, cita.

Mais informações sobre o 12º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe –30 anos de Feminismo Latino-americano e do Caribe: desatar, desnudar e renovar podem ser encontradas no endereço http://www.12encuentrofeminista.org/pagina.php?p_a=1&d=inicio–12-encuentro-feminista-latinoamericano-y-del-caribe

Fonte: Adital
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