Empresários e políticos envolvidos em esquema de turismo sexual na Paraíba; MPF investiga o caso

Publicado em quinta-feira, abril 21, 2011 ·

Procurador federal do trabalho Eduardo Varandas
Procurador federal do trabalho Eduardo Varandas

O Ministério Público Federal do Trabalho na Paraíba recebeu esta semana da Polícia Federal um inquérito policial sobre o tráfico internacional de travestis. A informação foi repassada na tarde desta quinta-feira (21) durante entrevista do procurador federal do trabalho Eduardo Varandas no Programa Rede Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação. Sem citar nomes, o procurador afirmou que políticos, empresários e autoridades de outros poderes estariam envolvidos no esquema.

De acordo com o procurador adolescente pobres com idades entre 15 e 16 anos estariam sendo recrutados nas cidades de Araçagi, Rio Tinto e Baia da Traição para, ao completarem 18 anos serem traficados para a Itália e trabalharem como escravos de uma situação sexual. Esses adolescentes eram iludidos com a garantia de uma vida promissora e muitas vezes sofriam violência física e eram maltratados pelos aliciadores. Eduardo Varandas disse que muitos conseguiram embarcar e permanecem na Itália e outros conseguiram voltar para o Brasil.

O procurador afirmou que o inquérito corre em segredo de justiça, mas garantiu que o Ministério Público do Trabalho está tomando todas as providências não com relação a esse caso. Ele lembrou que o Ministério Público há quatro anos tem realizado campanhas de cunho pedagógico para orientar a sociedade no combate ao turismo sexual à exploração sexual infanto-juvenil na Paraíba lembrando ainda as ações efetivas realizadas em parcerias com outros órgãos.

Varandas se mostrou preocupado com esta situação e enfatizou que os poderes públicos e a sociedade civil organizada precisam se unir para combater esse tipo de crime na Paraíba. “A Copa do Mundo está chegando e nós temos que mostrar para os turistas que passarão pelo nosso Estado, que criança paraibana não é carne de açougue para ser vendida, temos que mostrar que ela não é atração turística na modalidade sexual, afirmou o procurador.

De acordo Eduardo Varandas a Paraíba inda não tem uma política efetiva organizada articulada de combate ao turismo sexual infantil, “se é que podemos chamar isso de turismo quando na verdade é crime”, completou. Temos juízes promotores e desembarcadores compromissados, mas precisamos no unir e formar uma rede estatal e isso depende de uma macro estrutura pública, pois a existente é precária e ineficaz”.

“Sou a favor do turismo e não do crime praticado por meio do turismo e o trabalho escravo e sexual em pleno século XXI é completamente inadmissível ”, finalizou o procurador chefe do Ministério Público do Trabalho.

Paraíba.com

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