Em novo vexame, Verdão leva seis em um tempo e perde para Mirassol

Publicado em quinta-feira, março 28, 2013 ·

Imagem reprodução TV Globo
Imagem reprodução TV Globo

Eram 11 jogadores de uniforme verde com o escudo da Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas não era o Palmeiras. Havia um goleiro, quatro zagueiros, mas “a defesa que ninguém passa” parecia uma caricatura. A torcida tentava cantar e vibrar – mas o alviverde imponente sofria.  A academia de outrora, o Palmeiras que distribuía goleadas pelo interior, não viajaria 453 quilômetros para receber uma surra de almanaque.  O Mirassol fez o melhor primeiro tempo de sua história. O Palmeiras… talvez o pior. E o placar final cravou mais uma adaga no sacrificado peito palmeirense em 2013: 6 a 2.

Seis gols do Mirassol. Dois gols do Palmeiras. O campeão do Século XX seguiu sua via-crúcis no Século XXI.

O revés do Verdão em Mirassol entra para um grupo de vexames históricos que inclui dois rebaixamentos no Campeonato Brasileiro e derrotas antes inconcebíveis, como os 7 a 2 para o Vitória, na Copa do Brasil de 2003.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Por outro lado, foi a primeira vitória em casa do Mirassol contra um dos quatro grandes de São Paulo na história. Ironicamente, até então, o time do interior só havia vencido uma vez como visitante – o próprio Palmeiras, ano passado, no Pacaembu.

A goleada alivia a barra do Mirassol, que entrou na rodada com apenas dois pontos à frente da zona do rebaixamento. Já o Verdão permanece em sétimo, longe de ter garantida a vaga no mata-mata. Outra ironia: o time de Kleina não perdia no Paulistão havia 11 rodadas.

Onze jogadores com o uniforme da Sociedade Esportiva Palmeiras voltarão a campo no sábado, contra o Linense, às 18h30, no Pacaembu. Já o Mirassol recebe o Penapolense, também no sábado, no mesmo horário.

Dos oito desfalques do Palmeiras em Mirassol, só Vilson e Maurício Ramos deverão estar em campo. Valdivia, Leandro Amaro, Souza, Kleber, Maikon Leite e Henrique seguem no departamento médico. O técnico Gilson Kleina, muito contestado por parte da torcida, segue prestigiado pela diretoria.

 

Defesa fraca, time entregue

O treinador do Palmeiras, Gilson Kleina, queria repetir a escalação do último fim de semana, mas não conseguiu. Com Maurício Ramos cortado no vestiário por conta de um desconforto estomacal, o técnico foi obrigado a promover a estreia de Marcos Vinícius, que, até janeiro, integrava o elenco da equipe B – Kleina já não tinha Henrique e Vilson, titulares, que estão lesionados. E o garoto de 21 anos deu um azar incrível – em seu primeiro toque na bola como jogador do time profissional do Palmeiras, fez gol contra, ao tentar cortar um cruzamento de André Luis, da direita. O cronômetro mostrava apenas 40 segundos de jogo.

O Palmeiras, desnorteado por ter sido vazado tão precocemente, tentava se acertar em campo. Mas não teve tempo para isso. O Mirassol chegou outras duas vezes ao ataque e ampliou o placar para 3 a 0. No primeiro, Caion recebeu na entrada da área – Marcos Vinícius dava condição – e marcou, com tranquilidade. Dois minutos depois, Caion ganhou na corrida de Márcio Araújo e “matou” Prass com um leve toque por cima.

Com 3 a 0 adverso no placar, Gilson Kleina mexeu no time – trocou o volante Charles pelo meia-atacante Ronny. E a mudança, a princípio, surtiu resultado – o Palmeiras conseguiu dois gols rapidamente, com Caio, aos 22, e depois com o próprio Ronny, aos 30.

Mas qualquer tentativa de reação acabou aos 39 minutos, quando Leomir acertou um chutaço de falta, fazendo 4 a 2. E tal qual um boxeador que “sente o golpe” e fica encurralado no córner, sem conseguir sair, o Palmeiras seguiu apanhando. Levou o quinto (aos 43, de Medina), o sexto (aos 46, de Tiago Luís), e só não tomou o sétimo porque foi “salvo pelo gongo” – o árbitro Vinícius Gonçalves de Araújo encerrou o primeiro tempo aos 48.

 

Jogando pela dignidade no segundo tempo

Os jogadores do Palmeiras voltaram do intervalo com uma única coisa em mente: honrar a camisa e evitar um vexame maior. Estavam claramente abatidos, é verdade, mas não deixaram de correr. Caio, um dos jovens da base, chegou a marcar de cabeça – gol anulado, por suposta falta no zagueiro adversário.

O Mirassol, por sua vez, já não parecia o Brasil de 1970, a Holanda de 1974, o Barcelona de 2011. O Mirassol voltou a ser o Mirassol – encolhido em seu campo de defesa, esperando o erro do time grande para tentar um contra-ataque. Conseguiu dois. Mas, já sem a sorte e a competência do primeiro tempo, não marcou.

Nem precisava. Os 6 a 2 já eram mais do que suficientes para entrar na história do Campeonato Paulista – como a maior glória de um time de uma cidade de 53 mil habitantes, e mais um vexame de um gigante que parece adormecido num sono cada vez mais profundo.

 

 

Globoesporte.com

Comentários

Tags : , , , , ,

REDES SOCIAIS











ARTICULISTAS
Ramalho Leite
Karlos Thotta
Padre Bosco





INSTAGRAM @focandoanoticia


Focando a Notícia - CNPJ: 11.289.729/0001-46
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627