Em jogo fraco e com muita chuva, Bahia e Santos ‘B’ não saem do zero

Publicado em segunda-feira, Maio 21, 2012 ·

A forte chuva que atinge Salvador desde a última quinta-feira já dava o tom de uma partida feia no Estádio Pituaçu. Gramado molhado, pesado, muita correria, pouca criatividade e, principalmente, pontaria falha. Bahia e Santos castigaram os pouco mais de 9 mil corajosos torcedores que encararam o temporal para assistir à partida, que terminou 0 a 0, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

Com um time totalmente reserva, o Peixe sofreu com a falta de entrosamento. Foram cinco estreantes: o zagueiro David Braz, o lateral-direito Galhardo, os volantes Ewerton Páscoa, Gérson Magrão e o meia Bernardo. Quando as chances surgiram, Borges, que parece ter perdido o faro, desperdiçou. Já o Bahia teve mais volume de jogo, chegou a encurralar o Santos em vários momentos, mas também falhou na hora dos arremates.

O Peixe volta a campo na próxima quinta-feira, às 22h, dessa vez com todos os seus titulares, para enfrentar o Vélez Sarsfield-ARG, na Vila Belmiro, pelas quartas de final da Taça Libertadores. O Bahia encara o Grêmio, quarta que vem, no Estádio Olímpico, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Pelo Brasileirão, os dois times voltam a jogar no próximo domingo. O Alvinegro Praiano recebe o Sport, em Santos,  e o Bahia encara o São Paulo, no Morumbi. Ambos os jogos serão às 16h.

Jogo aberto, mas fraco tecnicamente

Além de enfrentar a chuva, os torcedores também sofreram com o futebol apresentado no primeiro tempo entre Bahia e Santos. Até houve momentos de empolgação e certa emoção, mas o nível técnico foi muito baixo.

Borges Santos x Bahia (Foto: Romildo de Jesus / Ag. Estado)Chuva forte atrapalha o jogo no Pituaçu (Foto: Romildo de Jesus / Ag. Estado)

A ótima drenagem do estádio secou todas as poças d’água ainda antes da bola rolar, mas não impediu que o gramado ficasse encharcado. Com isso, a faixa lateral esquerda do ataque baiano foi prejudicada.

Fabinho, pela direita, e Gerley, na esquerda, eram os mais acionados do Tricolor. Dos pés dos laterais saíram as poucas jogadas de perigo do time mandante, quase sempre equivocadas no passe final.

Desentrosado, o Santos ainda teve lampejos de criação. Muricy posicionou Ewerton Páscoa como um “cão de guarda” à frente da zaga. O treinador deslocou Felipe Anderson para jogar pela direita e cobrou auxílio do meia na marcação, para deixar Bernardo, aniversariante do dia, e Gerson Magrão livres na armação.

Pelo alto, o Peixe ganhou todas no ataque e criou suas melhores chances. Nas tabelas entre Galhardo e Bernardo também saíram bons lances pela direita, enquanto Gerson Magrão praticamente não jogou, exceção feita a dois bons lançamentos.

Em um dos bons cruzamentos de Bernardo, David Braz subiu mais do que todos da zaga e cabeceou na trave de Marcelo Lomba – o zagueiro estreante sentiu lesão na coxa direita e acabou substituído por Vinicius Simon.

Enquanto isso, o Tricolor levantou sua torcida quando Gerley soltou a bomba de falta para defesa de Aranha. No rebote, Ciro desperdiçou chance importante.

No mais, sobrou chuva e faltou futebol no primeiro tempo.

Bahia martela, e Santos se encolhe

Ao menos nas chances criadas, o segundo tempo começou bem melhor do que o primeiro. Logo de cara, o Bahia assustou o Santos, com Fabinho quase surpreendendo Aranha em uma tentativa de cruzamento que desviou em Léo e quase enganou o goleiro santista. Na sequência do lance, após escanteio da direita cobrado por Gabriel, Lulinha aproveitou rebote da zaga e emendou um voleio bonito, mas sem tanta força.

Pelo lado do Santos, dois lances certamente envergonharam o torcedor do Peixe. Primeiro Gerson Magrão tentou fazer lançamento pela esquerda, chutou o vento e saiu com bola e tudo. Depois, após bom passe de cabeça de Borges, Rentería se atrapalhou e perdeu ótima chance de abrir o placar. O colombiano, aliás, teve atuação pífia.

Os dois times seguiam errando mutios passes, mas quando Fahel encontrou Ciro livre dentro da área, o centroavante do Bahia parou em Aranha. Falcão, então, substituiu o atacante por Júnior, ex-jogador do arquirrival Vitória. Também trocou Lulinha por Zé Roberto, ex-Botafogo, Flamengo e Internacional.

Pelo lado direito, o Peixe perdeu boa parte do apoio ao ataque quando Galhardo, cansado, deu lugar a Maranhão. E o time se limitou a ficar encolhido, esperando um contra-ataque certeiro para tentar matar o jogo.

Martelando, o Bahia perdeu mais oportunidades. Magno, disparado o melhor  do Tricolor, comandava as melhores articulações. Em duas delas, surpreendeu a zaga alvinegra. Primeiro com passe por cima da zaga para Júnior finalizar com estilo pra fora. Depois em jogada individual pela esquerda, em que chutou cruzado para defesa de Aranha.

De tanto esperar, o Santos enfim teve a esperada chance para matar a partida e Borges perdeu de forma inacreditável. Sozinho, o camisa 9 escolheu o canto esquerdo de Marcelo Lomba e finalizou pra fora. Revoltado com o lance, Muricy atirou o boné ao chão. Borges ainda desperdiçaria outra chance ao arrancar pelo meio, fica frente a frente com Lomba e errar o alvo tentando o toque por cima.

E o zero não saiu do placar em Salvador.

Globoesporte.com

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