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Eleições x Pandemia no Brasil

Publicado em segunda-feira, novembro 23, 2020 ·

A pandemia que assola o mundo, principalmente nosso país, não só trouxe dificuldades. Veio com ela também oportunidades. E uma dessas oportunidades foi a de alinhamento das eleições. Poderíamos ter postergado o pleito desse ano, prolongando o mandato atual em dois anos e igualado com as eleições para Presidente, Senadores, Governadores e Deputados. Assim, teríamos uma redução nos gastos absurdos que uma eleição tem e conseguiríamos não ter um acréscimo nos casos de Covid-19.

Como essa opção não foi empregada pelo TSE e tinham que ter eleições a todo custo, os políticos foram forçados a realizarem uma campanha atípica. Mesmo pedindo para que a população adotasse as medidas sanitárias, a pandemia foi tratada como se fosse algo que desse uma pausa no período eleitoral. Na minha opinião, um protocolo sanitário deveria ter sido elaborado junto com as regras eleitorais para se evitar principalmente visitas, passeatas e carreatas em todo o país. O que não entendemos foi que comício presencial foi proibido, com a informação de evitar aglomerações. Realmente, os comícios iriam aglomerar muita gente, porém, em tempo reduzido, pois ninguém faz um comício o dia inteiro. As visitas “liberadas” foram mais perigosas que comícios, pois o ato de se entrar casa por casa e ter o contato direto com as pessoas se transformaram em momentos que a disseminação viral fosse extremamente intensa. Sem contar que muitas delas duravam horas e com aglomeração também. As carreatas e passeatas também colaboraram para uma possível contaminação em massa.

Então, fez-se surgir a pergunta: “Por que durante o período eleitoral os casos positivos eram baixos”? Simples! As pessoas envolvidas no calor da emoção das eleições se esqueceram de todas as medidas sanitárias e se encontravam encantadas com os movimentos de seus candidatos, ao ponto até de não usarem nem as máscaras de proteção. Os sintomas eram encobertos muitas vezes pelo cansaço desses momentos e pela “ressaca” do dia seguinte. Isso fez com que até quem sentisse sintomas gripais, achasse ser normal e não procurasse os setores da saúde. Imagine você realizar o teste, dar resultado positivo e não poder ir mais para as festas e correr o risco de não votar?

Passado o período eleitoral o que mais se vê são pessoas querendo realizar testagem, pois os sintomas estão aflorados e o medo da doença veio à tona outra vez. E a mídia, que antes só destacava pesquisas eleitorais, se empanturra de conteúdos para sua pragmática programação.

Agora estamos vendo os Hospitais cheios de novo, a tão sonhada normalidade, essa sim, foi postergada e o comércio com o sentimento de incerteza de como serão os próximos dias.

Corremos o risco de ter um sobrepreço de EPIs, testes rápidos e equipamentos médico hospitalares.

O Governo Federal enviou muitos recursos para os municípios. E quem planejou e não gastou esses recursos desordenadamente, tem “munição” para combater a pandemia. Porém, quem gastou desordenadamente, pode sofrer nessa “guerra”. Vimos hospitais de campanha sendo desmontados, como se a redução dos casos fossem sinal do fim da pandemia. Ora, nem vacina nós temos.

Agora, nos resta juntarmos os cacos de um processo eleitoral, voltarmos a nos cuidar e saber que o uso de máscaras e o distanciamento social salvam vidas.
Ainda temos tempo para retornarmos ao controle, mesmo que momentos delicados nos aguardam em breve. Juntos somos mais!

João Elísio da Rocha Neto
AbraSUS!

 

 

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