Eleições 2016

Publicado em quinta-feira, setembro 29, 2016 ·

 
padre boscoEstamos nos últimos momentos para o dia das eleições. A cada dois anos acontece em nossas cidades esse tipo de mobilização. No dia das eleições, eleitores e eleitoras vão às urnas para votarem em seus candidatos, quase sempre os mesmos. Existem famílias que permanecem no poder por décadas. A proposta política é democrática, mas a prática não. Ainda se tem resquícios do coronelismo na política partidária, a partir de nossos munícipios até o congresso nacional.
Quando olhamos para a estrutura das nossas cidades, é de lamentar a situação. Municípios centenários que em quase nada avançaram. Péssimas condições de moradia, ruas sem calcamento; saneamento básico? Nem imaginar. Onde havia hospitais de porte médio foram fechados. Quando há um médico para atender uma urgência é um milagre. Sobre o dinheiro para a saúde não se sabe noticia dele. A educação que deveria ser uma preocupação deixa a desejar. A pessoa que está em sala de aula, lecionando, a cada quatro anos, corre o risco de ser perseguida e muito, sendo transferida para os lugares mais distantes, sobretudo se não estava naquele partido. No fantástico, nosso estado foi manchete nacional com a situação dos ônibus escolares que colocam em risco a vida de estudantes.
Se pode comprovar que nem a manutenção desses veículos é feita pelas prefeituras. Lamentável! Alguém se destaca de maneira péssima na administração. Após o período eleitoral, durante o primeiro ano, quem assume nada faz acusando o antecessor, como se as verbas não continuassem vindo para a saúde e a educação, por exemplo.
A população não cresce; às vezes até diminui porque as crianças vão nascer em municípios mais desenvolvidos. Como sofre o nosso povo nas mãos desses administradores!
Para não falar em culpa, conta muito a falta de consciência de nossos eleitores que desde o século passado mais remoto, se sentem na obrigação de votar nas mesmas pessoas, por causa de um favor certamente feito com o dinheiro público, isto é, com verba para os próprios beneficiados. Cria-se, assim, uma dívida entre candidatos e eleitores que nunca chega a ser paga.
A compra de voto é uma prática criminosa que não sai da moda. Até dizem que “eleição se ganha na véspera”; nem se dorme naquela noite uns tentando vigiar outros, pois na calada da noite os dinheiros são distribuídos. Por mais de uma vez já se apreendeu veiculo com material de propaganda e malotes de dinheiro. A corrupção em Brasília talvez seja mais visível uma vez que podemos assistir nas tevês as tendências e perceber quem se vendeu. Aqueles que tínhamos certezas de determinadas posturas, de repente nos surpreendem, mudam de lado. Quem não se lembra dos golpistas entre nós? Nas bases tudo acontece no anonimato, sem visibilidade.
O povo entra no esquema dos favores ou esmolas, sabendo que depois das eleições nem recebidos serão por aqueles que hoje estão em suas portas. Essa é a triste realidade da politica partidária. Não existe vocação politica; estamos sem lideranças; a atividade está relacionada com profissão em vista do dinheiro que se ganha através de acordos sem transparência. A politica em si não é ruim, mas necessária; o mal está em quem se utiliza dela para difundir a maldade e a corrupção.
pebosco@yahoo.com.br

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