Eduardo Campos defende união no NE e prega ‘paz e amor’ com Dilma

Publicado em quinta-feira, outubro 24, 2013 ·

Foto: Ascom
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O governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos (PSB), esteve ontem em Campina Grande, participando de um jantar com empresários, e defendeu a integração das fronteiras dos Estados do Nordeste para alavancar o seu desenvolvimento e atrair a presença do Governo Federal, e das políticas de incentivos fiscais. Ele destacou ainda a união da classe política da região para contribuir com esse crescimento. “Hoje o Nordeste tem uma geração de novos quadros políticos que percebe que precisamos fazer parte do desenvolvimento do país. Precisamos ter uma visão geral da nossa região, porque não podemos continuar sendo vistos como um problema para o país, como um peso, apenas urnas. Nós somos solução e queremos ser vistos como cidadãos que não querem privilégios, mas políticas públicas de oportunidades. Pensar o nosso problema como um todo e tentar buscar essas soluções é a nossa saída”, declarou.

Conforme Eduardo, o Nordeste tem pressa para crescer, já que a região é responsável por 28% da população brasileira. “Nós somos 13,5% do PIB brasileiro. Estudos do Banco do Nordeste mostram que se a região continuar crescendo 2% acima da média nacional, durante mais de 20 anos, nós vamos chegar a 75% da renda média brasileira. Por isso que nós temos pressa, temos que usar a força política do Nordeste para fazer valer um outro olhar de desenvolvimento regional, com política de integração que possa fomentar a nossa expansão”, disse.

Segundo o socialista, o Brasil conseguiu superar bem a crise econômica que atingiu o mundo, estimulando o crédito, o consumo e a redução tributária. No entanto, esses mecanismos se esgotaram, o país não se preparou para o período pós-crise, e hoje está estagnado. “Passou a impressão de que o país não tem uma estratégia a longo prazo, depois de ter apresentado crescimento de até 7,5% em 2008, se utilizando desses mecanismos, não foi possível mas avançar. Após a crise, começou a entrar em queda. A economia é uma ciência social, mexe com expectativa. Hoje temos essa crise de expectativas que só será vencida pós 2014, até porque o Governo Federal antecipou o debate político. Nesse momento os investidores estão esperando para saber qual será o jogo, para só então, decidir se entram”, disparou. Decisão sobre palanque só em 2014

Ao ser questionado sobre a formação de palanques, Eduardo Campos descartou o assunto, e disse que a prioridade no momento é a construção de conteúdo programático que conterá ideias do PSB e o Rede Sustentabilidade, a ser apresentado à sociedade brasileira. Segundo ele, a decisão de palanque duplo ou único nos Estados, só sairá em 2014. No entanto, deixou claro que nos estados em que já se tenha uma construção desse debate, como na Paraíba, entre PSB e PSDB, deve prosseguir, tendo ainda todo o apoio da direção nacional do partido.

“Ainda essa semana falamos com Aécio, colocando essas questões, porque não queremos fazer um debate que parta para o ataque, para os insultos, a guerra. Queremos um debate de como podemos ser melhores. O nosso desafio é pensar o semiárido, de como podemos reduzir esse grande fosso que ainda existe no desenvolvimento regional”, destacou.

Eduardo rebateu ainda a ideia de que com a saída do PSB do Governo Federal, os socialistas passaram a fazer uma oposição categórica à presidente Dilma Rousseff. Conforme destacou, o partido construiu um novo ciclo ao lado do PT desde a primeira candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 1989, e permaneceu na sua base de sustentação até o final do ano passado, quando o partido deu início a discussão de se retirar do governo, e poder oferecer uma alternativa ao Brasil.

“Saímos pela porta da frente causando até um certo susto na política tradicional brasileira. Não vamos e não queremos fazer um combate sistemático o um governo que ajudamos construir. Pelo contrário, o que o governo precisar, e que seja importante para o Brasil, vamos ajudar. Estive com Marina, e durante uma entrevista afirmamos que as nossas bancadas não serão utilizadas para que alguns conservadores coloquem o governo contra a parede”, enfatizou.

Eduardo afirmou também que ele e a ex-senadora Marina Silva estão tratando o assunto de candidatura a presidente com muito zelo, e disse que quem apostar que os dois vão ter algum um problema, aconselhou que apostem barato para não perder muito. “Se a Marina quisesse ser candidata por ser candidata, ela poderia ter ido para um partido onde não tivesse um debate como tem no PSB em torno de uma pré-candidatura. E se eu quisesse ser candidato por ser candidato, não filiaria alguém que já foi candidato a presidente do país e que teve 20 milhões de votos e mais de 20% nas intenções de voto”, disse O socialista afirmou que se eleito, vai dar continuidade aos programas sociais existentes no país, mas que todos deverão passar por mudanças radicais, e de forma que possam chegar aos que ainda não são assistidos por eles.

“Não podemos achar que o Brasil possa pensar nesse mesmo modelo de programa daqui 20 anos, e que as filhas do Bolsa-família sejam as mães do bolsa família. Temos que tê-lo turbinado, um programa 2.0 como estamos chamando, bem elaborados, complexos, com educação de qualidade, até superar o atraso que nos meterem os que nos antecederam, os que jogaram o Brasil num racha social”, destacou Eduardo Campos. (GB)

Ricardo: melhor nome para 2014

O governador Ricardo Coutinho (PSB) o acompanhou durante a visita que fez a Campina Grande e disse que ele tem se constituído como a melhor alternativa para o país no próximo ano. “Eduardo tem percorrido o país, não em função dele, nem do PSB, mas em função de uma expectativa de que esse Brasil possa gerar um novo debate, novo conceito para melhorar a condição de vida da população brasileira. É possível fazer isso agregando conhecimento, agregando inovações para que se saia de um estágio que já deu muito, mas já deu o que tinha de dar, e passe a outro estágio. Eu acho que Eduardo é a pessoa mais adequada para esse processo”, declarou.

Giovannia Brito, do Jornal Correio da Paraíba 

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