Dívida de R$ 2,6 bilhões da CBTU pode deixar Grande JP sem trens a partir de janeiro

Publicado em terça-feira, dezembro 15, 2015 ·

Divulgação/CBTU Sistema pode parar
Divulgação/CBTU
Sistema pode parar

As Regiões Metropolitanas de João Pessoa, Recife, Natal, Maceió e Belo Horizonte correm o risco de ter as operações das composições da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) suspensas a partir de janeiro. A medida pode ser tomada por conta de dívidas de R$ 2,6 bilhões da CBTU com a Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (REFER) e com outras entidades.

Segundo a CBTU, a REFER conseguiu uma ação cautelar na Justiça que garante uma penhora de R$ 7,5 milhões mensais dos cofres da companhia, o que representa um comprometimento de 54% da receita líquida operacional da empresa.

Além disso, outras penhoras estabelecidas na Justiça comprometem R$ 2,8 milhões mensais, ou 20% da receita liquida da CBTU. Somado a isso, a CBTU alega que o Grande Recife Consórcio de Transporte tem, desde 2013, uma dívida com a companhia que gira em torno de R$ 48 milhões, o que representa uma perda de receita para a companhia.

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Segundo o diretor-presidente da CBTU, Marco Fireman, a companhia vai participar, nesta quarta-feira (16), de uma audiência na Justiça para tentar diminuir a dívida com a REFER e salvar as operações no ano que vem.

“Ainda não foi transitado em julgado o caso da REFER, mas eles conseguiram uma cautelar de penhora de 54% do nosso orçamento por mês. Somadas as outras penhoras e a dívida do consórcio Grande Recife, nos restam apenas 10% de recursos para manter nossas operações em todo o país. Fica inviável manter o sistema funcionando dessa maneira, já que temos gastos com combustível, manutenção, pessoal, limpeza e outras necessidades e atendemos mais de 600 mil pessoas por dia em todo o sistema”, contou o presidente.

Para o diretor-presidente, caso não seja possível um acordo para diminuição da dívida, a CBTU vai procurar o governo federal para que ele assuma a dívida e que a CBTU tenha um prazo de 20 anos para o pagamento.

Outra alternativa levantada por Marco Fireman seria o aumento da tarifa cobrada para a população, que é de R$ 0,50 atualmente.

“Partindo da hipótese de não acordo nessa audiência, iremos buscar no governo federal a possibilidade de que ele assuma a dívida e nos conceda o prazo de 20 anos para pagamento. Se isso não for possível, temos como alternativa o aumento da tarifa, mas isso não somos nós que decidimos, já que as tarifas são definidas pelos estados e municípios, e não queremos trabalhar com a hipótese de aumento de tarifa.

Ainda segundo Marco Fireman, o processo de modernização das composições de João Pessoa, com a troca das locomotivas pelos VLT’s, não vai ser diretamente afetado pela situação financeira da CBTU, mas a chegada de novas composições pode ser prejudicada caso os serviços sejam suspensos.

“O investimento na modernização das composições não é afetada pela nossa situação financeira atual porque os recursos para a aquisição dos VLT’s são diretamente do PAC. Mas, caso novos VLT’s cheguem e nossa situação não melhore, eles serão indiretamente afetados, já que pode ser que estejamos com as operações suspensas”, concluiu o diretor-presidente da CBTU.

Por Halan Azevedo

 

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