Disputa entre irmãos: Eleição no município de Casserengue-PB é destaque no jornal O Globo

Publicado em terça-feira, outubro 9, 2012 ·

 

Carlinhos e Orlando

A disputa entre dois irmãos no município de Casserengue foi destaque no Jornal O Globo. Em matéria intitulada “Uma eleição com um pouco de tudo”, a ‘briga’ entre Carlinhos e Orlando da Galinha ganhou espaço no jornal de circulação nacional.

Confira a matéria na íntegra.

Celebridades instantâneas, disputas familiares, empates e quase empates, prefeito nascido no exterior, estreantes empolgados e até mortes. Teve de tudo nas eleições de 2012. Confira algumas das curiosidades trazidas pelas disputas nas urnas:

A professora do Youtube

A professora Amanda Gurgel (PSTU), que fez sucesso com um vídeo postado no site Youtube em que denuncia as más condições do ensino em Natal (RN) foi a vereadora campeã da disputa na cidade, com 32.819 votos. Gravado em uma audiência pública sobre a educação na cidade, em 10 de maio do ano passado, o vídeo já tem mais de 2,2 milhões de visualizações — o que rendeu a ela convites para participar de programas de TV de rede nacional.

A vez dos ‘novinhos’

O prefeito mais novo do país, o estudante Pacheco Neto (PSD), de Chaval (CE), tem 21 anos (nasceu em 4 de setembro de 1991) é filho do ex-prefeito da cidade, Paulo Sérgio de Almeida Pacheco, condenado por desvio de verbas públicas federais. A vereadora mais jovem do país é de Ipê (RS). Gislaine Zillioto, de 17 anos, foi a mais votada do município, com 335 votos. Ela completa 18 anos em 1º de janeiro de 2013, o que permitiu que concorresse.

Os mais velhos primeiro

Com empate nas urnas, duas cidades — Nova Balsa (PR) e Bananal (SP) — tiveram eleição decidida por critério de idade. Na primeira venceu Luiz Costa (PMDB), de 59 anos, contra 41 do adversário. Cada um teve 3.869 votos. Na outra, onde a votação ficou empatada em 1.849 votos para cada candidato, a antiguidade favoreceu Mirian Bruno (PV), de 63 anos, contra 49 anos do adversário.

Brigas de família nas urnas

Em Casserengue (PB), Luís Carlos Francisco dos Santos, o Carlinho (PSD), venceu a disputa contra o irmão, Orlando Francisco dos Santos, o Orlando da Galinha (PSDB) por apenas 152 votos. Briga de irmãos nas urnas também em Rodolfo Fernandes, onde Monteiro Neto (PR), derrotou o irmão Lilito (PSD), por diferença de 638 votos. Em Jardim de Angicos (RN), Suely Fonseca Bezerra de Lima (PMDB), derrotou o sogro, Paulo Amaro de Lima (DEM), com 63,24% dos votos válidos. Em Lindoia (SP), José Justino Lopes (PSDB) obteve o indeferimento da candidatura do filho, Luciano Lopes (PDT), devido ao parentesco, em decisões confirmadas no TRE-SP e no TSE. O complô contra o filho não ajudou: ele perdeu a disputa por 66 votos.

Bicampeã alagoana

Candidata a presidente da República em 2006, quando obteve 6,5 milhões de votos, Heloísa Helena (PSOL) é, pela segunda vez, a candidata mais votada para a Câmara Municipal de Maceió. Ela teve 19.216 votos, quase o dobro do total do segundo colocado na disputa. Há quatro anos, ela teve 29.516 votos.

100% renovação na Câmara

Insatisfeita com a atuação do Legislativo, a população da pequena Pradópolis (SP) trocou 100% da Câmara Municipal. No mês passado, os nove vereadores aprovaram este ano aumento de quase 60% nos salários, que passaram de de R$ 3.700 para R$ 5.900, e foram castigados nas urnas. Só um vereador, Antônio Paulo Fonzar, o Binão (PSC), havia votado contra o aumento salarial acima da inflação, mas não concorreu à reeleição.

Casos de polícia

O delegado do caso Eliza Samúdio, Edson Moreira, foi eleito em Belo Horizonte (MG) com a terceira maior votação. Ele diz que a repercussão sobre o caso Eliza Samudio influenciou o resultado, mas não foi o único fator que levou eleitores a escolhê-lo. Já o advogado do goleiro Bruno, Ércio Quaresma, acusado do assassinato da modelo, não conseguiu se eleger. Os pais de duas vítimas de crimes brutais de repercussão nacional foram eleitos vereadores em São Paulo: o empresário Masataka Ota, pai do menino Ives Ota, de 8 anos, sequestrado e assassinado em 1997, e o advogado Ari Friedenbach, pai de Liana Friedenbach, de 16 anos, estuprada e morta em 2006.

Menor cidade do país

Na menor cidade do país, Borá (SP), Luiz Carlos Rodrigues, o Luiz do Açougue (PT), se reelegeu com 783 votos. Os votos do adversário, Nelson Celestino Teixeira (PSDB) foram anulados por impugnação da candidatura. Se fossem válidos, não mudariam o resultado: a cidade só tem 905 eleitores.

Melhor e pior no IDH

A cidade com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, 0,467, segundo a Organização das Nações Unidas, Manari (PE) será comandada por Van de Otaviano (PSDB), que teve 5.528 votos, o equivalente a 66,5% dos votos válidos, contra 2.785 votos (33,5%) de Cícero do Sindicato (PSB). Já em São Caetano do Sul (SP), que está no topo do ranking, com o maior IDH brasileiro (0.919), venceu Paulo Pinheiro (PMDB), com 61.136 votos (63,35% dos válidos), batendo Regina Maura (PTB), com 33.594 (34,81%).

Prefeito ‘hermano’

A capital do Tocantins terá como prefeito um colombiano naturalizado. Carlos Amastha, empresário do ramo de shopping centers que concorreu pelo PP, foi eleito em Palmas com 59.680 votos (49,65% do total). Marcelo Lelis ficou em segundo, com 51.979 votos (43,24%).

Voto a voto

Três municípios tiveram uma disputa eleitoral mais do que emocionante. Em Correntes e Exu, ambas em Pernambuco, e Caiçara (PB), a eleição só foi decidida no último voto. Edimilson da Bahia de Lima Gomes (PSB) venceu em Correntes, com 4.621 votos, e Léo Saraiva (PTB) teve 10.023 votos em Exu. Em Caiçara, Cícero Francisco da Silva (PSB), venceu com 2.136 votos.

‘Xarás’ da presidente

Pegar carona no nome da primeira presidente mulher do Brasil não ajudou em nada 67 candidatas a vereador pelo país. Apenas duas “xarás” da presidente Dilma Rousseff conseguiram se eleger: Adilma de Jesus Santos, em Pedra Mole (SE), e Dilma Alves Lopes (PRB), em Mirangaba (BA).

Mais votado no Rio

O prefeito de Arraial do Cabo, Wanderson Cardoso de Brito (PMDB) se reelegeu com maioria esmagadora: 94,22%, o maior percentual obtido por um prefeito no Rio de Janeiro. Ele teve quase 30 vezes mais votos do que o segundo colocado na disputa, Pedro Pinto (DEM), que teve 539 votos (3,62%).

Redação/Focando a Notícia

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