Dia Mundial da População: a saúde reprodutiva um elemento indispensável para o desenvolvimento sustentável

Publicado em sexta-feira, julho 13, 2012 ·

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Os problemas de saúde reprodutiva seguem sendo no mundo inteiro a principal causa de morbidade e mortalidade entre as mulheres em idade de procriar, é por isso que o lema para o Dia Mundial da População para este ano é “Acesso universal aos serviços de saúde reprodutiva”.

Segundo a informação, cerca de 222 milhões de mulheres que querem evitar ou adiar a gravidez não têm acesso a um planejamento familiar efetivo e quase 800 morrem a cada dia durante o parto, enquanto que cerca de 1,8 milhão de jovens estão iniciando sua etapa reprodutiva, muitas vezes sem informação, os conhecimentos e os serviços que necessitam para se proteger.

De acordo com Ban Ki-moon, Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial mais que triplicou desde a criação da entidade em 1945, com mais de sete bilhões de pessoas no planeta, na atualidade se enfrenta uma demanda cada vez maior de recursos compartilhados e há considerável dificuldade para alcançar os objetivos de desenvolvimento acordados em nível internacional.

Ki-moon disse que as múltiplas crises produzidas, como as alimentares, financeiras e de combustíveis, ocasionaram importantes sofrimentos e advertem a necessidade de prestar mais atenção ao estabelecimento das bases para um desenvolvimento sustentável.

A saúde reprodutiva é um elemento indispensável da equação do desenvolvimento sustentável, pois se as mulheres e as jovens gozam de boa saúde e têm a capacidade e os meios para tomar suas próprias decisões sobre o número de filhos e filhas que desejam ter e quando tê-los, estão em melhores condições de contribuir ao desenvolvimento e avanço de suas sociedades, indicou o funcionário.

O Secretário Geral da ONU disse que na atualidade somente uma de cada três mulheres rurais nos países em desenvolvimento recebe uma atenção adequada durante a gravidez, os partos em menores de idade seguem sendo habituais na maior parte do mundo e com frequência são resultado da pobreza e da falta de educação.

Mais de 200 milhões de mulheres adultas e adolescentes não têm acesso a anticoncepcionais e os programas de planejamento familiar voluntário estão muito necessitados de recursos em praticamente todas as nações, destacou Ki-moon.

O funcionário internacional fez um chamado aos Estados a adotar com urgência medidas concentradas para reduzir a disparidade que existe entre a demanda e a oferta de serviços de saúde reprodutiva, já que a saúde e estes direitos são essenciais para um desenvolvimento sustentável e para a redução da pobreza.

Finalmente, Ki-moon destacou que investir no acesso universal à saúde reprodutiva é um investimento crucial para conseguir sociedades saudáveis e um futuro mais sustentável.

Dados da Associação Pro Bem Estar da Família (Aprofam) revelam que 53% das mulheres casadas, entre 15 e 24 anos de idade, têm uma necessidade insatisfeita de anticoncepção moderna, mulheres do mais baixo nível socioeconômico têm uma demanda ainda mais alta, que chega a 64%.

A notícia é do Cerigua.

Adital

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