Deputado Luiz Couto diz que policiais abastecem crime organizado

Publicado em segunda-feira, abril 25, 2011 ·

Luiz Couto1O deputado federal Luiz Couto (PT), relator de diversas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) sobre o crime organizado e grupos de extermínio, afirmou que policiais possuem envolvimento com o abastecimento de armas do crime organizado na Paraíba. Ele cita a CPI do Tráfico de Armas, realizada em 2006, na qual foi relator para ratificar a afirmação. “O abastecimento de armas clandestinas que existe atualmente na Paraíba, e mais especificamente em João Pessoa, faz parte de um esquema que envolve os grupos de extermínio e o crime organizado”, explicou o deputado.

Pelo fato da oferta de armas ilegais ser maior em estados fronteiriços com outros países, os fornecedores do mercado negro paraibano precisam se deslocar até principalmente ao Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para conseguir grandes carregamentos de armas e munições clandestinas.

Em 2007, um capitão da Polícia Militar da Paraíba foi preso em Cascavel, no Paraná, quando trazia armas e munições do Paraguai. O capitão Neubon Nascimento estava acompanhado do ex-soldado paraibano, Joab Ferreira de Pontes Júnior. Os dois responderam a processo na justiça federal do Paraná pelo crime. Com eles os policiais rodoviários federais encontraram munições pesadas de calibre 36, 38, 357, 32, 765 e 380, além de uma bereta italiana. Meses depois o capitão foi preso, na Paraíba, acusado de integrar um grupo de extermínio.
A Ouvidoria da Polícia Militar da Paraíba informou que não poderia revelar se há ou não denúncias de policiais envolvidos alegando que colocaria em risco as pessoas que poderiam ter denunciado. Segundo o deputado Luiz Couto o combate ao tráfico e comércio de armas sem registro deve passar por uma maior fiscalização das fronteiras tanto dos estados, quanto do próprio país, uma vez que grande parte do armamento clandestino é advindo de países vizinhos. “A cooperação das polícias em todas as esferas, fato que ocorre timidamente, também dificultaria a ação dos criminosos que abastecem o mercado negro”, disse Luiz Couto. Outra alternativa seria a criação de campanhas educativas para que os cidadãos que possuem armas entregassem ao poder público, evitando assim que elas caiam nas mãos de bandidos em caso de assalto. “Se trabalharmos no combate ao tráfico de armas e munições estaremos diminuindo o número de armas disponíveis no mercado clandestino e afetando diretamente o poderio bélico dos criminosos. A diminuição da violência viria como consequência disso tudo”, finalizou o deputado.

Fonte: O Norte
Com André Resende
Focando a Notícia

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