Denúncia contra Rômulo, Ricardo e Aguinaldo volta à Globo

Publicado em sábado, julho 20, 2013 ·

jampaA conclusão, pela Polícia Federal, na última sexta-feira, 19, do inquérito referente ao programa Jampa Digital voltou a ser notícia na noite deste sábado no Jornal Nacional. A notícia levada ao ar acusou o vice-governador, Rômulo Gouveia (PSD) de ter montado um suposto esquema que desaguaria na campanha de Ricardo Coutinho (PSB) ao Governo do Estado em 2010. De acordo com o inquérito, em 2009, quando era deputado federal, Rômulo apresentou uma emenda propondo a criação de um projeto, o Jampa Digital, que deveria levar internet de graça para a população de João Pessoa a um custo de R$ 39 milhões.

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Segundo a Controladoria Geral da União na Paraíba, a licitação foi direcionada para que a empresa Idéia Digital ganhasse. A PF afirma que esta empresa desviou R$ 1,6 milhão e pagou R$ 1,1 milhão a outras duas empresas, a Brickell e a Rigusta. Estas duas teriam pago serviços do publicitário Duda Mendonça, que fez a campanha de Ricardo e Rômulo.
O Jornal Nacional procurou em São Paulo o endereço onde as duas empresas que receberam repasse deveriam funcionar, mas descobriu que elas não existem.
A Polícia afirma que a Idéia Digital tentou montar o mesmo esquema em Mato Grosso. A empresa é suspeita de ter pago R$ 235 mil como despesas de campanha do deputado Federal Valtenir Pereira (PSB). Há três anos o deputado apresentou uma emenda para projetos de inclusão digital no estado.
Agora a PF vai encaminhar o inquérito ao Ministério Público Federal com a recomendação de que seja apurada a eventual participação do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, e do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, que, na época, era secretário de Ciência e Tecnologia de João Pessoa.
O governo da Paraíba informou que as empresas investigadas não foram doadoras de campanha e que as contas das últimas eleições foram aprovadas pela Justiça Eleitoral e que desconhece que o governador tenha sido citado neste inquérito. A assessoria do governo disse ainda que Rômulo Gouveia já prestou todos os esclarecimentos sobre o caso e que ele não se envolveu em nenhuma fase do projeto.
Advogado contesta – De Paris, o advogado do publicitário Duda Mendonça, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, falou com a reportagem do Jornal Nacional e contestou as informações do inquérito da PF, chegando a classificá-la de “um nada jurídico”. Segundo ele, o publicitário não foi ouvido durante as investigações e não teria incorrido em qualquer irregularidade.
“É lamentável que a Polícia Federal, se é que fez, porque eu não tenho informação oficial, mas, se fez o indiciamento dele não vale nada juridicamente. Nada mais é que a impressão de um delegado. É um nada jurídico, mas é uma falta de respeito ao direito do cidadão que sequer foi ouvido. Temos como comprovar que ele prestou o serviço, emitiu a nota, recebeu o dinheiro e pagou o imposto”.
Ele emitiu, ainda, uma nota, a respeito do caso:
“Como advogado do Duda Mendonça quero esclarecer as questões que estão sendo veiculadas sobre o seu suposto indiciamento por lavagem de dinheiro, no caso referente a Paraíba. Duda não foi se quer ouvido, e se tiver sido indiciado sem ser ouvido, terá sido uma injustificável violência e arbitrariedade. A questão é simples: a Duda Propaganda e Associados LTDA (esta empresa é especializada exclusivamente em publicidade) nunca fez campanha politica em toda sua história.
Quem prestou apenas serviço de consultoria politica ao então candidato a governador da Paraíba foi a sua empresa JECM (escritório de consultoria politica) especializada nesta área. Por isso, emitiu nota para o comitê da campanha e recebeu, normalmente, a quantia de 500.000,00. Naquele momento, Duda Mendonça era objeto de toda a atenção da mídia, da PF, do MP, pois estava no centro do famigerado caso “mensalão”.
Seria inimaginável que naquele  momento o publicitário, que expontaneamente declarou a CPI sua participação no chamado mensalão, viesse a se envolver em qualquer ilícito, muito menos lavagem de dinheiro. Seria cômico, se não fosse trágico, pois , logo após a absolvição de Duda, já transitava em julgado, ele venha a sofrer a injustiça do envolvimento do seu nome, sem ter sido se quer ouvido, e sem ter tido oportunidade de mostrar, se quer, a nota fiscal do seu servico  e de falar sobre seu trabalho.
Estamos à disposição da Justiça para os devidos esclarecimentos, e mais uma vez,  mostrar a injustiça de envolverem, indevidamente, o nome de Duda em alguma irregularidade”.
Aguinaldo – Já a assessoria do ministro Aguinaldo Ribeiro (PP) afirmou que a licitação que resultou na contratação da Idéia Digital foi conduzida pela Secretaria de Administração de João Pessoa e que ele não licitou, contratou ou pagou essa empresa na época.
Com G1

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