Debate promovido pelo Sistema Correio esquenta ‘briga’ dos candidatos; confira os detalhes

Publicado em terça-feira, setembro 9, 2014 ·

debate_rctv03O Sistema Correio de Comunicação realizou, na noite desta segunda-feira (08), o primeiro debate das emissoras que integram a rede. E a RCTV foi âncora mediando o confronto entre os seis candidatos ao governo do estado, juntamente com o Portal Correio.

1º bloco

Tárcio Teixeira pergunta a Antônio Radical e Ricardo Coutinho comenta

No primeiro bloco do debate o candidato Tárcio Teixeira (Psol) perguntou a Antônio Radical sobre a falta de diálogo que, segundo ele tem existido por parte do atual governo que estaria sendo truculento com os servidores e como ele, Radical, pretende agir caso seja eleito.  “Minha prática militante, caso eleito, será completamente diferente. Defendo a construção de uma mesa permanente de negociação com as entidades dos servidores públicos, deixar aberta e transparente as contas do estado”, respondeu Radical.

O governador e candidato à reeleição, Ricardo Coutinho (PSB), comentou a resposta de Radical rebatendo a afirmação de falta de diálogo e truculência. “Acho isso uma injustiça. Não se pode dizer isso de um governo que criou a data base, servidor não precisar entrar na fila pra fazer empréstimo, convocamos mais de 11 mil concursados, criamos o Orçamento Democrático. Fomos o governo que mais recebeu entidades, mas não podemos receber todas porque um governador não faz só isso”, rebateu.

Vitalzinho pergunta a Cássio e Major Fábio comenta

O candidato Vital do Rêgo Filho (PMDB) perguntou a Cássio Cunha Lima (PSDB) se o tucano é favorável a terceirização da saúde a exemplo do que, conforme ele, foi feito com o Trauma de João Pessoa. “Aplicamos sim os recursos na saúde como manda de 12%. Tanto que nossas contas foram aprovadas, porque se não houvesse o TCE rejeitava. Quanto ao modelo de terceirização é algo grave. Denúncias de malversação de recursos, de desvios no hospital que é referência. No Trauma de Campina Grande são gastos R$ 90 mil por leito, em João Pessoa é de R$ 590 mil”, considerou Cássio.

Em seu comentário, Major Fábio (PROS) disse que “Cássio passou três anos com Ricardo e a coisa acontecia desde o começo do governo. As pessoas sabem que falta de equipamentos. Vamos apresentar propostas que possam melhorar a vida dos paraibanos”, retrucou.

Radical pergunta a Vital e Cássio comenta

Radical aproveitou a questão da privatização na saúde e também se dirigiu a Vitalzinho lembrando que no governo do PMDB vários patrimônios foram privatizados, a exemplo da Saelpa e Paraiban. “Não tenho fobia contra privatizações, mas defendo o setor público. Vamos auditar a terceirização do Trauma, tenho esse compromisso de atualizar os PCCRS, instalação do Trauma em Patos e, na educação, tenho orgulho de ser o relator do plano nacional de educação. Vamos universalizar o ensino fundamental e aqui na Paraíba vamos adaptar porque sei onde buscar recursos para reimplantação de gratificações”, falou Vital.

Cássio foi o responsável por comentar a resposta. “O que vem acontecendo com o Trauma com a terceirização, não podemos confundir a Cruz Vermelha com os médicos, vamos conduzir pessoalmente sentando com as categorias para que nesse ambiente de diálogo e negociação possamos discutir. Não será com intolerância que a Paraíba vai avançar”, ressaltou.

Ricardo pergunta a Major Fábio e Vital comenta

Ricardo Coutinho perguntou a Major Fábio sobre investimentos para idoso. “Toda atenção é boa, mas é preciso dar atenção aos reformados, aos aposentados, que recebem 40% menos do que recebiam na ativa. Eles precisam de mais e o senhor trata mal. Fala do Cidade Madura, mas são apenas 30 idosos. Eles precisam de tratamento na saúde. Como está a saúde dos seus funcionários? O senhor sucateou o IPEP. É preciso ter mais que um cartão postal”, enfatizou.

Vitalzinho, em seu comentário para o assunto disse que o seu programa “é pra acolher e fazer bons projetos. O senhor não paga a pessoas que deixaram de trabalhar, a paridade. Precisamos que esses funcionários recebam o mesmo salário, vamos melhorar os bons projetos. Estou cansado de ver idoso na fila tentando marcar consultas, precisamos ter um olhar carinhoso lá também na marcação da consulta”.

Cássio pergunta a Tárcio e Radical comenta

Segurança e redução do efetivo das policias foram a pergunta de Cássio para Tárcio Teixeira. “A problemática da segurança, que é tido como um dos principais problemas, se resolve com a garantia dos direitos sociais. Se garantir educação, saúde, esporte, lazer e habitação, os índices de violência vão cair, mas o efetivo também precisa existir. Ele fala em 17 mil policiais, mas a evasão é tremenda, porque vão buscar melhores salários em outros estados. Falar em segurança é falar em direitos sociais, lembrar das delegacias fechadas e não foram estruturadas, é falar da Cachoeira dos Índios, onde a delegacia fica fechada porque o delegado tem que atender outros municípios”, disse.

No comentário, Radical endureceu o discurso e disse que “existem três pessoas que acham que a segurança está boas: Ricardo Coutinho, o secretário Cláudio Lima e o desembargador que manteve as delegacias fechadas. A insegurança é a regra, hoje todos os lugares são perigosos porque os policiais não recebem risco de vida”, citou.

Major Fábio pergunta a Ricardo e Tárcio comenta

Major Fábio foi direto e quis saber de Ricardo Coutinho se ele poderia ter deixado de investir mais de R$ 150 milhões em publicidade para investir em setores como saúde e educação. “Esse número (da publicidade) não é verdadeiro. Não é só publicidade, é anúncio de campanha para matrículas, rede de cardiologia pediátrica, que fizemos duas caravanas. Dizer que a PM está pior do que era antes é brincar com a inteligência. Antes não tinha viatura, salário era 1.125, hoje está quase 3 mil. Hoje tem investimentos. A violência que existe é produto de toda uma década e que os governos não tomaram providências”, respondeu.

2º bloco

Cássio pergunta a Radical e Vital comenta

Cássio se dirigiu a Radical indagando sobre os números do Ideb, que segundo ele não alcançou os índices ideais. “Sou professor, essas notas do Ideb é o reflexo da política educacional que não paga o piso nacional aos professores, que fez uma maquiagem no salário acabando com uma gratificação para colocar bolsa desempenho, que não conta para aposentadoria. Quando concluir especialização vamos receber gigantescos 60 reais a mais. Os índices do Ideb são frutos dessa falta de investimento. Tem recursos para comunicação e feiras gigantescas na Granja Santana”, citou.

Vitalzinho fez o comentário. “Esses índices são resultado da péssima política educacional do governo. Um estado onde temos 19% de analfabetos e que o governo fecha escolas. Vamos investir em escola em tempo integral e trazer a universidade e pagar o PCCR”.

Ricardo pergunta a Cássio e Tárcio comenta

O governador e candidato à reeleição perguntou a Cássio sobre investimentos em cultura. “O governo dele (de Ricardo) foi o que mais gastou em publicidade, sim. Na cultura fizemos o Fit, onde investimos milhões de forma transparente com controle social e tivemos conquistas importantes no esporte. Agora mesmo estamos passando vergonha com o Almeidão com goteiras. Nós investimos no Bolsa Atleta”, falou.

Radical comentou o assunto com números. “Em 2009 foram aplicados, em culturas, R$ 11 milhões. Em 2013, R$ 13,6 milhões. Esse é o valor simbólico que esses partidos dão a cultura”.

Tárcio pergunta a Vital e Major Fábio comenta

Tárcio continuou o assunto cultura afirmando que, os últimos três governos não cumpriram o Fundo de Incentivo a Cultura. “Aprendi a valorizar a cultura ainda criança. Não entendo como se pode fazer educação sem esporte, cultura e lazer. Devemos fazer a meã culpa. Nosso fundo de investimentos tem pequeníssima parcela de contribuição. Vamos quadruplicar isso”, respondeu Vitalzinho

No seu comentário, Major Fábio disparou: “A Paraíba não pode ser conhecida pela violência e sim pela sua beleza e cultura. Vamos valorizar os artistas da terra. Até o hino da Paraíba, porque o povo da Paraíba não sabe cantar. Vamos buscar o coco, o marakatu, o frevo, incentivar as coisas locais”.

Radical pergunta a Major Fábio e Vital comenta

Radical perguntou a Major Fábio sobre segurança e lembrou que Cássio defendeu a polícia Nota 10, Vital o soldado temporário e Ricardo diz que está tudo bem. Quais as propostas de tárcio para a área foi a indagação. “Vital teve 10 anos pra fazer isso, Cássio 7, e o atual 4. Prometeu o PCCR, mas não cumpriu vamos pagar piso digno é isso que os funcionários precisam. Vamos contratar soldado efetivo temos que fazer concurso porque o cidadão está preso como se fosse bandido com cercas elétricas.  Reforçar efetivos nas divisas, vou fazer com que as coisas aconteçam de forma correta nesse estado”, falou Major.

Tárcio comentou, dentro do tema segurança, a questão da violência que ocorre por conta do preconceito. “Major, o que acontece na Paraíba é não morremos por ser homens. Temos visto índices de mulheres, negros e LGBT e, por isso, as delegacias especializadas precisam ser abertas 24 horas”, ressaltou.

Major Fábio pergunta a Tárcio e Ricardo comenta

Major Fábio perguntou a Tárcio se ele ficaria envergonhado com os números do Ideb, se ele fosse governador. “Não conseguir cumprir é, no mínimo, ficar envergonhado. Quem prioriza educação não fecha escolas, elas precisavam ser reformadas. As de tempo integral não têm estrutura para garantir a permanência desses estudantes, para garantir de fato essa estrutura precisa ser garantida esse processo e os professores precisam de respeito”, enfatizou Tárcio

O comentário de Ricardo foi o seguinte: “Por mais que aqui não queira, é importante dizer que não tem um só estudante sem ter escola pra estudar, a maior redução de analfabetismo dos últimos anos, foram investimentos de R$ 121 milhões programados até dezembro. Não dá para esconder que a Paraíba está avançando por mais que vocês continuem com essa ladainha”, finalizou.

Vital pergunta a Ricardo e Cássio comenta

Vital mostra dados que mostram crescimento no número de crimes. “Procure outra fonte, porque na essência em Campina Grande o resultado não foi o que queríamos, caiu um por cento. Em Mangabeira caiu muito por conta do Distrito Integrado. Você conhece não é só com relação a um homicídio ou um roubo. Na Paraíba não tinha operação de repressão, no ano passado mais de 80. Essas pessoas estão melhores”, respondeu Ricardo.

Cássio foi o responsável por comentar. “Minha proposta para segurança é concurso para recuperar o contingente. Revisão salarial, entender que propaganda não resolve segurança. Temos que fazer investimento nos homens e mulheres e tem gente que acha que é só homicídio, mas é assalto”, falou.

3º bloco

Major Fábio pergunta a Radical se o governo realmente aumentou o número de leitos na Paraíba. “Quem frequenta o SUS não está para brincadeira. Os dados do Ministério da Saúde dizem que havia 9,2 mil leitos e hoje só tem 7,8 mil. O governador fica rindo quando damos dados oficiais, quando ele lembra de uma fonte que lhe convém ele cita. Em janeiro de 2011 tinha 734 leitos em UTI. Em 2014 são 747. Se formos para os dados somente do SUS eram 136 leitos de UTI e 146, em 2014, um aumento de dez leitos em quatro anos”, respondeu Radical.

Tárcio Teixeira perguntou a Cássio sobre o processo de cassação que ele enfrentou. “Minha cassação foi decisão da justiça que acatei, mas não concordo. O programa social teria interferido na eleição. Tenho ficha limpa e uma vida limpa. Nunca tive condenação por improbidade, nunca tive conta rejeitada, mais de 55 mil casas quitadas, programa do leite da Paraíba, cheque moradia, que acabou, Ciranda de Serviços, Paraíba em suas mãos, obras estruturantes. Deixamos o governo ajustado e uma herança bendita com projetos e recursos para adutoras, estradas e construção de casas”, falou Cássio.

Ricardo Coutinho se dirigiu a Vitalzinho perguntando sobre ciência e tecnologia. “Nosso programa é um tripé baseado em infraestrutura integrada, com estradas, aeroportos, transposição. Integrar o desenvolvimento e dar um choque de tecnologia. Temos um celeiro para qualificar o pessoal. Temos fundação de pesquisa, rede de conhecimento, estrutura tecnológica. Vamos estender rede de fibra ótica para todo o sertão. Só com ciência e inovação vamos poder dar melhoria na educação, saúde e empreendedorismo”, ressaltou.

Cássio perguntou a Major sobre o efetivo da polícia. “Queremos uma polícia forte. Vamos respeitar o policial, o aposentado, o pensionista. Igualar a um salário digno. Quanto a Polícia Civil, não podemos igualar as investigações, porque ninguém quer ser constrangido. Vamos investir na inteligência, impedir que o crime aconteça. Temos que procurar o cidadão. Tem gente que está deixando de ser frentista, motorista, cobrador porque não aguenta mais”, citou.

Vitalzinho perguntou a Tárcio sobre política para servidor público. “O artigo 39 da Constituição Federal trata da criação de um conselho pra tratar da política salarial. Apresentamos a comissão de política salarial é pela necessidade de valorizar o servidor. Quando a gente trata das questões dos servidores não é algo corporativo, mas que as pessoas tenham um bom serviço público. O funcionalismo vem penando há vários anos com míseros 3%”, disse Tárcio.

Radical encerrou o debate requerendo de Ricardo números oficiais sobre a violência. “A violência é um problema nacional. Agora, esse processo ocorreu quando não tinha gestão pública. O aumento do efetivo ele conta com os bombeiros. Os policias têm autoestima, ninguém é transferido por perseguição. Dei reajuste, colete balístico e dei dignidade. Acabei com a perseguição na PM”, concluiu.

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