Dados comprovam falhas na educação de Minas

Publicado em quarta-feira, outubro 22, 2014 ·

Roberto Parizotti
Roberto Parizotti

Uma conversa com a presidenta do Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) e da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, e aos poucos vai se conhecendo a realidade da educação no estado de Minas Gerais.

Beatriz foge do discurso subjetivo. Traz um conjunto de informações que retrata apenas os fatos e as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da educação, alunos e alunas do ensino público.

Desde 2003 o Sindicato promove campanhas para conscientizar a sociedade sobre o descaso dos governos do PSDB com a educação. O tão endeusado ‘choque  de gestão’ representou um profundo corte nos gastos públicos com consequências diretas na área educacional.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Ao invés de trabalhar pelo diálogo buscando uma melhora na qualidade da educação estadual, o governo utiliza uma série de ferramentas para amordaçar o Sindicato e propaga em peças publicitárias e na mídia tradicional inverdades sobre a gestão tucana em Minas.

No governo do PSDB, compromisso com a população fica só no discurso – em todos os anos na gestão Aécio Neves (2003-2010), Minas Gerais deixou de investir o mínimo estabelecido pela Constituição Federal em educação (25%) e saúde (12%). Por isso, o Estado teve de assinar um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) com o Tribunal de Contas do Estado, sendo obrigado a aumentar progressivamente os repasses para os dois setores.

O relatório de 2013, já finalizado pelo Tribunal de Contas, aponta que Minas deixou novamente de investir o mínimo constitucional em educação (23,90%). Somado todos os anos, o Estado apresenta um déficit na casa dos R$ 8 bilhões. “É um prejuízo não somente para o professor, mas para toda população”, condena Beatriz.

Como resultado desse corte nos investimentos, dados comprovam que a educação de Minas Gerais é ruim. Números inclusive do próprio governo confirmam essa realidade.

O Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), elaborado pelo estado, revela que no período em que Aécio deixou o governo (2010), o percentual de alunos do 3º ano do ensino fundamental com nível adequado de proficiência em leitura foi de 86%, ou seja, quase 15% não conseguiu ser alfabetizado.

Do 5º ano do ensino fundamental mais da metade não possui nível recomendado em língua portuguesa. Em matemática a situação se repete.

Somente 31% dos alunos do 9º ano do ensino fundamental possuem proficiência em língua portuguesa. Em matemática, 18,6%.

No 3º ano ensino médio menos de um terço dos alunos têm nível recomendado em língua portuguesa. Em matemática o resultado é ainda pior: 9,4%. “Se estamos falando que a melhor educação do País é ter menos de 10% dos alunos com nível recomendado em matemática, se é esse o nível de qualidade que Aécio identifica, temos um grave problema”, apontou Beatriz.

 

Cut

Comentários

Tags :

REDES SOCIAIS




















Focando a Notícia -
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627