Curso formará multiplicadores para prevenção ao tráfico de pessoas

Publicado em sexta-feira, Maio 6, 2011 ·

trafico_pessoasO tráfico de seres humanos é uma das atividades criminosas mais lucrativas e que envolve milhares de pessoas em todo o mundo. Para aprofundar as discussões sobre esse tipo de crime, a Rede Um Grito pela Vida promoverá, neste mês, em Fortaleza (CE), o Curso de Formação de Multiplicadores para a Prevenção ao Tráfico de Pessoas.

O curso será dividido em dois encontros: os participantes se reunirão entre os dias 13 e 15, e nos dias 21 e 22 na Casa Yolanda (Rua Eurico Medina, 1260 – Henrique Jorge). Baseada na metodologia do “Ver, Julgar e Agir”, a formação discutirá a definição de tráfico de pessoas, as causas, o perfil das vítimas, assim como as formas de atendimento às vítimas, e de enfrentamento e prevenção ao crime.
O curso é destinado a “pessoas que tenham compromisso” com a questão social e com combate ao tráfico de pessoas. Segundo irmã Gabriella Bottani, integrante da Rede Um Grito pela Vida, a turma será formada por 25 pessoas. Quem não conseguir se inscrever para o curso deste mês terá a oportunidade de participar em setembro, quando a Rede formará outra turma. Irmã Gabriella comenta que é importante formar uma “rede bem articulada” de enfrentamento ao tráfico de pessoas por este ser um crime que ainda apresenta uma realidade “escondida”. “Precisamos formar uma rede para quebrar o silêncio”, afirma.
De acordo com ela, o Brasil é um país de origem, destino e trânsito, que apresenta tráfico tanto interno quanto externo. Realidade que também acontece em Fortaleza. As vítimas podem tanto ir para o exterior quanto permanecer no país, sendo levadas para outras cidades e estados.
O Protocolo Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças, complementar à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, considera como tráfico de pessoas: “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração”.
A integrante da Rede Um Grito pela Vida revela que está crescendo o número de homens jovens e de travestis traficados. Entretanto, a grande maioria das vítimas segue sendo as mulheres. “O perfil das vítimas é mulher jovem, de baixa renda”, afirma, comentando que, além da questão de gênero, a etnia também está presente no tráfico de pessoas. Segundo ela, a maioria das vítimas é afrodescendente.
Irmã Gabriella ressalta que o enfretamento ao tráfico deve levar em consideração tanto a “oferta” quanto a “demanda”. Para ela, a prevenção deve atuar para reduzir a demanda e para sensibilizar e informar as vítimas. Ela lembra que também é importante trabalhar na redução das causas que levam essas pessoas a se tornarem vítimas do tráfico, como questões de gênero e condições econômicas.


Fonte: Adital
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