CPB coordena reunião de monitoria do PAN Mamíferos da Mata Atlântica Central

Publicado em domingo, outubro 16, 2011 ·

logo CPBComo parte do evento em comemoração aos seus 10 anos de fundação, o CPB (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros) coordena, entre este domingo (16) e a próxima segunda-feira (17), no Hotel Ouro Branco, em João Pessoa (PB), a primeira reunião de monitoria referente ao Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central, que abrange os Estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte de Minas Gerais e atende a 27 espécies – incluindo 13 primatas – ameaçadas de extinção.

Aprovado em dezembro de 2010 após uma oficina de planejamento realizada em Ilhéus (BA), com 60 representantes de instituições nacionais e internacionais, governamentais e não governamentais, o PAN tem o objetivo de executar ações de conservação que contemplem todas as espécies ameaçadas pela interferência humana em sua área de abrangência, ampliando a qualidade e a extensão de seus hábitats e revertendo o declínio populacional e a perda da biodiversidade consequentes da caça, do tráfico ilegal e da expansão rural e urbana.

Atualmente envolvido em outros dois PANs (dos Muriquis e do Saguinus bicolor), o CPB é encarregado, em parceria com a Coordenação Geral de Espécies Ameaçadas do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), de coordenar a implementação do PAN Mamíferos da Mata Atlântica Central, que entre os primatas assistidos inclui as quatro espécies de micos-leões (Leontopithecus spp.) e dois dos mais ameaçados macacos do Brasil: o muriqui do norte (Brachyteles hypoxanthus) e o guariba (Alouatta guariba guariba).

Na reunião de monitoria, serão apresentados os resultados parciais das ações atribuídas a cada entidade envolvida no Plano, que conta com a participação de órgãos estaduais como o INEA (Instituto Estadual do Ambiente); universidades como Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e UFG (Universidade Federal de Goiás); autarquias federais como o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis); e ONGs como IESB (Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia), Instituto Pri-Matas, Associação Pró-Muriqui e AMLD (Associação Mico-Leão-Dourado).

“Nesse encontro, iremos analisar, junto às instituições parceiras do Plano, o andamento das ações definidas para cada uma delas”, explica o biólogo Leandro Jerusalinsky, chefe do CPB. “A reunião é importante para o futuro do PAN porque proporciona um balanço do que já foi feito até o momento e nos permite constatar se serão necessários ajustes para sua efetiva implementação, como ampliação de prazos ou reatribução de funções”, explica.

Victor Souza

Setor de Comunicação e Marketing – CPB

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