Conheça as assessoras de imprensa especializadas no segmento erótico

Publicado em domingo, Maio 5, 2013 ·

patriciaNa edição deste mês de maio, IMPRENSA trouxe matéria de capa sobre os jornalistas que trabalham no segmento erótico no país. Confira abaixo o perfil de duas jornalistas especializadas que fazem assessoria de imprensa de marcas deste nicho.

SEXO… COM ESTRATÉGIA

 

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Junte tudo na mesma cena: a casa liberal Nefertitti, uma festa de fetiches, uma professora de pompoarismo, uma empresa de chocolates eróticos. O que dá? Os clientes mais recentes da carteira profissional da jornalista e assessora de imprensa freelancer Patrícia Gnipper.

Desde 2010, ela assumiu seu principal cliente, a Erótika Fair, maior feira erótica da América Latina e quarta maior do mundo. Apesar de ser reconhecida hoje pelo mercado como alguém com know how em comunicar para o segmento, sua aréa de atuação nem sempre foi esta. “Eu trabalhava em uma assessoria convencional que pegou uma boutique sensual. Como eu fazia mais bens de consumo, ficou para mim”, conta.

 

Por mais óbvio que possa ser, vale enfatizar: não, trabalhar com a temática do sexo não é sinônimo de farra, libertinagem ou o que mais possa passar pela sua cabeça. Além de trabalho duro – sem trocadilhos, por favor –, assessorar uma marca do tamanho da Erótika Fair exige planejamento sério, definição de público-alvo e estratégia de comunicação.

 

“Quando eu peguei a feira, meu objetivo foi o de divulgar não só para mulheres, mas para homens e casais. Além disso, focar não só editoria de comportamento, mas também de negócios, porque a feira é para negócios também, principalmente atacado.”

 

A considerar o cenário atual da feira, tudo indica que a estratégia é bem-sucedida. Mulheres solteiras, casadas, grupos de amigos, casais apaixonados, empresários, profissionais do segmento sensual (dançarinos, strippers, atrizes pornôs etc.). De tudo um pouco. Afinal, o tabu do sexo de hoje não é mais o tabu do sexo de ontem. “O público gay está também ampliando aos poucos, mas de uma forma um pouco tímida ainda. O mercado erótico é muito heterossexual ainda. Mas, tudo está andando lentamente”, destaca Patrícia.

 

Nesses três anos à frente da assessoria da feira, a jornalista vem acompanhando o aumento gradual de interesse da mídia tradicional. “No início, ouvia com muita frequência das redações que o nome da feira é pesado para colocar no noticiário. Muitos diziam que ‘Sensual Fair’ seria melhor. Mas, desde o ano passado, vários veículos acabaram cedendo”.

 

Nesta 20ª edição, realizada entre 4 e 7 de abril no Palácio de Convenções do Anhembi, a feira recebeu veículos como a TV Globo, a Record, o portal R7, revista Época Negócios, revistas segmentadas femininas, entre outros. Teve até a produção do “Programa Mulheres”, da TV Gazeta. “Esses programas que sempre foram mais conservadores estão mais atentos a esta temática. Cada ano que passa, mais gente se interessa”, finaliza a assessora.

 

POR UM BOM RELEASE, SIM, ELA TESTA OS ACESSÓRIOS

Crédito:Divulgação
Miriam Matos

 

Graduada em jornalismo pela Faculdade Metodista, de São Bernardo do Campo, Miriam Matos aproveitou a experiência adquirida em uma grande assessoria para, em 2007, fundar sua própria: a Notícia Expressa. Há cerca de quatro anos, pegou a conta de uma empresa de cosméticos sensuais, a porta de entrada para conquistar, depois, a Loja do Prazer, maior sex shop erótico da América Latina.

 

Hoje, é a principal agência especializada na área. Assessora ainda Adão e Eva Toys (maior fabricante de produtos eróticos do país), o Sexsônico (buscador virtual do segmento), a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico (Abeme) e a mais recente delas, a Lello, marca sueca de acessórios eróticos de luxo. “Eles fazem produtos bem caros, como vibradores de ouro. É para o público AAA.”

 

Para chamar a atenção dos jornalistas, ela garante que é essencial ter criatividade – e estratégias bem claras. O que inclui fugir do velho clichê de estimular o “tesão”, apimentar o relacionamento. “Aprendemos a usar emoção nos textos de releases. Além disso, usamos essa linguagem referente à saúde, que chama bastante atenção da mídia. Hoje, a maioria dos ginecologistas indica esses produtos em seus consultórios”, explica.

 

Aliás, falando em emoção, a assessora garante que para transmitir veracidade nos releases que dispara para a imprensa não abre mão de conhecer a fundo as sensações propiciadas por cada produto. De massageadores a… “Testo, sim, os vibradores (risos). Só dessa forma acho que vou conseguir passar essa veracidade”, garante. E a equipe toda – outras quatro assessoras, todas mulheres – têm que acompanhar o “test drive”?  “Elas testam produtos mais leves, como as bolinhas beijáveis, os óleos sensuais, coisas mais light (risos)”, esclarece.

 

Além da divulgação de produtos em si, outra estratégia é direcionar as pautas para mercado e negócios. Aí – ela garante – não há grandes resistências por parte dos coleguinhas. “Não tem limite. Já fizemos ótimas pautas no Estadão, na Folha, na Pequenas Empresas, Grandes Negócios. O pessoal tem acompanhado a mudança de comportamento do brasileiro.”

 

Segundo ela, revistas segmentadas como Sexy, Vip, Playboy e Nova permitem espaço frequente ao mercado. Entre as masculinas, diz que a Status vem gradualmente abrindo espaço, assim como as femininas ligadas à saúde, como Boa Forma e Women’s Health.

 

Por conta de seu cliente mais recente – a Lello – o desafio de Miriam, atualmente, tem sido cavar pautas em revistas de mailing A e AA, como Plantinum e  Cavallino (revista oficial da Ferrari e da Maserati no Brasil). “Nunca até então teve um produto desse patamar para esse mercado de luxo. É um trabalho que ainda tem que ser feito”, finaliza.

 

 

Guilherme Sardas

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