Comissão de Direitos Humanos investigará vídeo e armação contra José Dirceu

Publicado em quinta-feira, Maio 1, 2014 ·

dirceuA Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara decidiu oficiar a Justiça sobre o vazamento de imagens obtidas ilegalmente durante visita à cela do ex-ministro José Dirceu, no Complexo Penitenciário da Papuda, na última terça (29). As imagens ilegais foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo imediatamente após a visita e reproduzidas por vários outros órgãos da imprensa.

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Na quarta-feira (30), o Governo do Distrito Federal (GDF) abriu investigação para apurar o caso e já encaminhou à Corregedoria da Câmara a lista com todos os integrantes da comitiva. O objetivo, segundo a assessoria do GDF, é identificar e processar o autor das imagens ilegais.

De acordo com o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), a comitiva formada por ele e outros quatro colegas – Luíza Erundina (PSB-SP), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Arnaldo Jordy (PPS-PA))  e Mara Gabrilli (PSDB-SP) – foi proibida de realizar imagens no local pela juíza da Vara de Execuções Penais, Débora Valle de Britto, que autorizou a visita ao Complexo.

“Nós informamos a todos que não poderiam fazer imagens, nem mesmo levar o celular, mas não ficamos vigiando ninguém, porque presumimos que todos iriam respeitar o direito à privacidade do preso”, afirmou Nilmário.

Entretanto, alguém desobedeceu a ordem legal e expôs indevidamente a imagem do preso à imprensa. Segundo ele, só os deputados deveriam entrar na unidade em que ficam as celas, mas dois assessores, um de Jordy e outro de Mara, descumpriram a determinação.

Imagens feitas da comitiva à entrada do presídio mostram que o assessor de Jordy, Vicente Bezerra, vestia camisa com o mesmo padrão listrado usado pelo responsável pelo vídeo que, por descuido, deixou que a manga da camisa aparecesse na gravação. Mas, à Carta Maior, Vicente negou a autoria. “Eu nem pude entrar na unidade. Fiquei esperando na sala do diretor, com minha filmadora desligada. Só os deputados entraram”, justificou.

Nilmário afirma que a Comissão cumpriu estritamente as ordens da justiça, tanto que os fotógrafos e cinegrafistas da Agência Câmara, que acompanham a diligência oficial, não entraram na unidade em que ficam as celas. Segundo ele, apenas dois assessores descumpriram a ordem: o cuidador da deputada Mara, que é cadeirante, e o do Jordy. A deputada e seu assessor, entretanto, não chegaram a entrar na cela, porque a cadeira de rodas não passou pela porta.

A deputada Luíza Erundina, revoltada com as informações equivocadas que Jordy e Mara repassaram sobre a situação de Dirceu, questionou até mesmo a presença deles do grupo: Jordy é suplente da Comissão e Mara nem faz parte do grupo. “Eu não sei o que eles estavam fazendo ali com a gente”, questionou.

 

 

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