Com muito sofrimento, Flamengo vira sobre o Bangu e respira na Taça Rio

Publicado em quinta-feira, março 28, 2013 ·

Imagem reprodução TV Globo
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O Flamengo respira na Taça Rio. Com o alívio da primeira vitória de Jorginho no comando da equipe, mas sem uma atuação convincente e que agrade ao torcedor. Na noite desta quarta-feira, o Rubro-Negro até que finalizou muito (24 vezes), mas sofreu para virar o jogo sobre o Bangu. O placar de 2 a 1 ameniza o clima, a pressão e dá mais tranquilidade para os próximos desafios. E mais moral para Rodolfo, de 19 anos. Ele entrou no segundo tempo no lugar de Carlos Eduardo e foi o responsável por dar nova cara ao time, que esteve modificado nesta quarta: não contou com Léo Moura e Ibson, teve Luiz Antonio improvisado na lateral direita, e Gabriel titular no setor de criação.

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Rodolfo, com uma bomba na gaveta, fez seu primeiro gol no time principal rubro-negro. Desta vez, Hernane não estava junto para roubar a bola açucarada, como fez contra o Nova Iguaçu, na quinta rodada da Taça Guanabara. João Paulo, já no finzinho, também fez seu primeiro pelo Fla, em falta batida para a área que Ives desviou contra a própria meta. A arbitragem, porém, deu o gol para o lateral-esquerdo. Sérgio Júnior havia anotado o gol do Bangu, logo no início do jogo.

A renda somou R$ 23.630, para um público pagante de 1.222 pessoas (1.660 presentes). Com a vitória, o Flamengo chegou a quatro pontos no Grupo B da Taça Rio e aparece na terceira colocação. O Bangu é penúltimo, com dois.

– As coisas não estavam acontecendo. A equipe veio de derrota na semifinal, perdeu o primeiro jogo, jogou razoavelmente na minha estreia. Estávamos mandando no jogo, tomamos um gol bobo. E é típico do Flamengo a raça. Esse é o espírito. Mas teve qualidade, tivemos oportunidades. Só faltou a conclusão final, mas a coisa vai acontecer – avaliou o técnico Jorginho, logo após o jogo.

O Flamengo volta a campo neste domingo, como mandante, em Moça Bonita. O adversário será o Audax Rio às 16h (de Brasília). No mesmo dia e horário, o Bangu visita o Resende, no Estádio do Trabalhador.

Gol relâmpago, falha de Luiz Antonio e vaias

Tabelinha, cruzamento, gol. De Sérgio Júnior, do Bangu. Com três minutos de jogo, o primeiro tempo começou mal para o Flamengo. Para piorar, com uma falha de marcação justamente envolvendo uma das modificações feitas por Jorginho na equipe. Com Léo Moura poupado, Luiz Antonio ganhou uma chance improvisado na lateral direita. Mas o volante demorou a se acostumar na função e não acompanhou o atacante alvirrubro no primeiro lance em que foi exigido na marcação. Hugo cruzou da direita, e Sérgio Júnior desviou a bola para o fundo da rede de Felipe.

Com defensores que jogam há mais de um ano juntos, o Bangu mostrou organização defensiva e deu trabalhou ao ataque do Fla, pouco criativo quando precisa furar barreiras. Com Rafinha bem marcado pelos adversários, Carlos Eduardo apagado e Hernane recuando excessivamente para buscar o jogo, coube a outra aposta do técnico aparecer. Gabriel se movimentou bastante dos dois lados do campo e criou as melhores chances. Faltou acertar a pontaria. Em duas oportunidades, saiu na cara de Getúlio Vargas, mas tirou demais do goleiro. Para fora, aos 14 e aos 41. O cenário da estreia de Jorginho se repetiu, e as vaias surgiram já no intervalo.

Rodolfo muda o jogo, e Fla vira com gol contra

O descontentamento da torcida foi o mesmo do comandante rubro-negro. Logo de cara no segundo tempo, trocou Luiz Antonio por Renato e deslocou Elias para a ala direita. Sem lateral-direito de ofício no banco, novo improviso. Outro que deixou o campo, sem ser notado, foi Carlos Eduardo, que deu vaga a Rodolfo. E o jovem foi o responsável por acordar um Fla que agonizava por criatividade em campo. Aos 20, ele recebeu de Rafinha na entrada da área, de costas para o gol, girou e colocou a bola no ângulo de Getúlio Vargas. Foi o primeiro gol do meia-atacante no time principal do Flamengo. E foi um golaço.

Como um passe de mágica, o Rubro-Negro cresceu no jogo. Virou pressão. Mas a única coisa que não mudou foi a pontaria. Debaixo do gol, Renato chutou por cima do travessão após escanteio. Rafinha invadiu a área e finalizou à direita da meta alvirrubra. E Nixon, que entrou no lugar de Hernane, perdeu a chance mais clara: livre na área, recebeu ótimo passe de Rafinha, mas concluiu para fora na saída de Getúlio Vargas.

O único que acertava o gol era Rodolfo. Aos 24, ele aproveitou um arremate cruzado de Renato e escorou na área, mas Getúlio fez grande defesa com os pés. E quando o jogo encaminhava-se para um empate, João Paulo cobrou falta para a grande área, Ives raspou a cabeça na bola e marcou contra. Na súmula, o árbitro deu o gol para o lateral-esquerdo. Desespero alvirrubro, festa rubro-negra. Sem vaias.

 

Globoesporte.com

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