Cientista político vê tendência de crescimento de RC, mas destaca que é ‘impossível antecipar resultado das eleições’

Publicado em quarta-feira, outubro 22, 2014 ·

jose-henrique-artigasA campanha política neste segundo turno entra na reta final e o cientista político José Henrique Artigas, destacou que tanto nacionalmente quanto na Paraíba há tendências, mas ainda é impossível antecipar um resultado. “As eleições vão ser definidas só no dia 26”.

Em entrevista ao portal paraiba.com.br nesta terça (21), o cientista político explicou que na Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) vem crescendo em intenções de votos e de forma estável, ‘em momento nenhum teve queda’, já Cássio Cunha Lima (PSDB) veio em uma campanha forte, perdeu um pouco, mas manteve estável. “Ricardo vem crescendo de forma linear e é natural que se não houvesse algum evento estemporâneo, seguir essa trajetória especialmente com a entrada do PMDB”, destaca.

Artigas lembrou que o ponto fraco de Coutinho foi Campina Grande, onde quando recebeu o apoio de Cássio na eleição passada foi sua maior vitória e agora no primeiro turno, contra o tucano, sua pior derrota. “O PMDB não entrou na campanha no primeiro turno, em Campina Grande, berço eleitoral, Cássio angariou praticamente todos os votos. No segundo turno o PMDB entrou na campanha e provavelmente vai diminuir a margem de Cássio”, prevê.

O cientista apontou que a liderança do PSB em Campina Grande é fraca, mas que o ex-prefeito da cidade e agora deputado federal eleito Veneziano Vital do Rego, o senador e terceiro colocado para governador, Vital do Rego Filho e o ex-governador e agora senador eleito José Maranhão são muito fortes e ‘certamente reverterão muitos votos’. “No primeiro turno Cássio tinha aliança com 14 partidos e não conseguiu praticamente nenhum outro, já Ricardo teve um enorme bônus que foi a aliança com o PMDB e essa aliança está se repetindo já”, conta.

 

Quanto às pesquisas, mesmo com Ricardo figurando à frente de Cássio na última realizada pelo IBOPE, o cientista afirmou que a margem de erro da pesquisa é mto grande, e com a campanha acirrada não deve haver uma margem entre um e outro candidato maior que 6 pontos, com isso, o percentual dos candidatos fica dentro da margem de erro. Além, disso, ele destacou que três pontos é uma margem muito grande e que a pesquisa utilizou apenas votos válidos descartando brancos, nulos e indecisos e não levando em conta as abstenções que no primeiro turno chegaram a 20%. “Três pontos cabe tudo aí dentro. Não indica nada, não tem essa capacidade e há um erro grosseiro: um veículo de comunicação divulgar inadequadamente o que é denominado como votos válidos (…) retiraram os brancos, nulos e  indecisos. É um erro crasso que altera a margem, indecisos não são votos inválidos, são que ainda não se decidiram. com 6 pontos percentuais com inclusão de indecisos e ainda levando em consideração a taxa de abstenção, as pesquisas não significam praticamente nada”, destaca.

 

Marília Domingues

Comentários

Tags :

REDES SOCIAIS




















Focando a Notícia -
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627