Cheques revelam R$ 1,3 milhão para empresas fantasmas no Esporte

Publicado em segunda-feira, outubro 24, 2011 ·

Orlando-Silva-fev2011-size-598Dezenas de cheques de um convênio do Ministério do Esporte mostram que o descontrole no uso do dinheiro público não atinge só o programa Segundo Tempo. Pelo menos R$ 1,3 milhão do ministério foi parar no ano passado na conta de empresas fantasmas ou sem relação com o produto vendido para o programa Pintando a Cidadania.

Há cheques, por exemplo, de R$ 364 mil, R$ 311 mil, R$ 213 mil, R$ 178 mil, R$ 166 mil e R$ 58 mil. O dono de uma empresa destinatária dos cheques disse ao Estado que desconhece o que foi vendido, alegando ter “arranjado” a nota fiscal para um amigo receber dinheiro do ministério.

No dia 31 de dezembro de 2009, o secretário de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro, assinou convênio de R$ 2 milhões com o Instituto Pró-Ação, com sede em Brasília.

Ex-presidente da UNE e filiado ao PC do B, Wadson é homem de confiança do ministro Orlando Silva e assinou, nos últimos anos, boa parte dos convênios sob suspeita. Segundo o Portal da Transparência, o convênio com a Pró-Ação foi encerrado em abril deste ano e está em fase de prestação de contas.

O Pintando a Cidadania atua em parceria com outros projetos do ministério. para “fomentar a prática do esporte por meio de distribuição gratuita de material esportivo e promover a inclusão social de pessoas de comunidades reconhecidamente carentes”.

‘Tenho quase certeza de que isso não é verdade’

O presidente e dono do Instituto Pró-Ação, Zilmar Moreira da Silva, disse ao Estado que as empresas contratadas no programa Pintando a Cidadania foram escolhidos porque fizeram a melhor oferta.

“Elas ofereceram o menor preço”, disse. Questionado sobre o esquema de notas fiscais e empresa fantasmas no convênio de sua entidade com o Esporte, ele afirmou: “Tenho quase certeza de que isso não é verdade”.

Ele ainda defendeu a escolha de uma cooperativa dirigida por sua mulher para receber recursos do projeto. “Não adianta criar qualquer coisa e botar gente de fora. Primeiro, a família, é onde a gente pode ter a confiança. A gente vai mexer com dinheiro”, argumentou Zilmar.

Do Estadão

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