Cepal revela aumento de gravidezes em jovens da América Latina e Caribe

Publicado em sexta-feira, Maio 11, 2012 ·

O maior número de gravidezes em adolescentes se registra em países da América Central como Nicarágua, Honduras e Guatemala, de acordo com um recente estudo realizado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL).

Um estudo realizado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) revelou nesta quinta-feira cifras sobre a situação de aumento da maternidade adolescente na região, onde entre 25 e 108 de cada mil jovens de 15 a 19 anos são mães.

De acordo com a CEPAL, a alta incidência de gravidezes em adolescentes na América Latina é superada apenas por países africanos e a maior proporção de jovens mães na região se registra em países da América Central como Nicarágua, Honduras e Guatemala.

Nicarágua encabeça a lista dos países afetados por este problema, devido a que 27% das adolescentes, entre 15 e 19 anos passaram pela maternidade. No caso de Honduras, 30% das mães são menores de 18 anos.

Sobre isso, a Fiscalia

Al respecto, la Fiscalía de la Niñez hondureña publicó un estudio en el que revela que el 50 por ciento de los embarazos en adolescentes tienen su origen en abusos sexuales y muchos de los casos, los violadores son parte del grupo familiar.

Situação parecida acontece em El Salvador, onde a maioria das gravidezes em jovens menores de idade está vinculada com violações. De acordo com as Nações Unidas, em 2010 do total de mulheres salvadorenhas vítimas de violência sexual, 84% foram crianças e adolescentes com menos de 20 anos e 16% menores de 10;

Os casos de gravidezes de adolescentes também aumentaram de forma alarmante na Guatemala nos últimos anos. Segundo a Pesquisa Nacional Materno Infantil 2008-2009, existem no país 114 mães de 10 a 20 anos, para cada mil habitantes.

Gravidez precoce na América do Sul

A lista de gravidez em adolescentes dos países do sul da América Latina é encabeçada por Venezuela, pelo que em dezembro passado o Governo iniciou oficinas de educação sexual nos colégios da nação.

O mandatário venezuelano, Hugo Chávez, qualificou de “alarmantes” as cifras de gravidez precoce e revelou que dos 591.303 partos registrados em 2010, 130.888 foram de menores de 19 anos e 7.778 de adolescentes que não ultrapassavam os 15 anos.

A este país segue Equador, onde mais de 17% das jovens entre 15 e 19 anos são mães. A respeito disso, o Governo presidido por Rafael Correa anunciou o investimento de 29 milhões de dólares neste ano na campanha “Fala sério. Sexualidade sem mistério”, com a qual busca criar consciência entre os adolescentes.

Na Colômbia, a alta mortalidade de mulheres gestantes menores de 15 anos preocupa as autoridades que indicaram que 90 de cada mil adolescentes resultam grávidas a cada ano.

Em Uruguai, a porcentagem de gestações adolescentes é similar a do resto da América do Sul. Entre 2000-2005 foi de 64 mil mulheres.

As jovens paraguaias entre 20 e 24 anos têm tido pelo menos uma gravidez, pelo que a nação registra uma alta taxa de maternidade precoce com 63 nascimentos para cada mil mulheres. Enquanto que no Peru 13,5% das adolescentes entre 15 e 19 anos estão no período de gestação e já são mães.

A notícia é de teleSUR-Efe/sa – FC

Adital

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