Campina Grande: AMA resolve não mais esperar pelo Poder Público e anuncia início de projeto social  

Publicado em quinta-feira, setembro 29, 2016 ·

vaniaO Projeto AMA – Amigos do Autista, do Instituto Brenda Pinheiro – IBP vai iniciar, em outubro próximo, seu projeto social, abrindo a sede do órgão, no bairro do Alto Branco, em Campina Grande, para atendimento a crianças autistas carentes. O anúncio foi feito durante evento beneficente que contou com a participação de vários convidados.

O Chá de Cozinha promovido pela AMA reuniu convidados que fizeram doações de utensílios de cozinha para as aulas de gastronomia ministradas pelos voluntários Layse Kyllyan (do projeto Cozinha Personalizada) e Chef Beto Urtiga (de Inácio Buffet) às crianças já atendidas e às que serão admitidas no projeto social. Segundo a presidente do IBP, Vânia Pinheiro, inicialmente o projeto social da AMA contará com duas crianças, no turno da manhã.

Ela informou que a intenção é ampliar esse número, gradativamente. “Vamos começar com essas duas crianças, que serão atendidas no turno da manhã, dois dias por semana, em dias alternados. Em pouco tempo esperamos ampliar para mais duas crianças, e depois mais duas, e mais duas, e o limite está nas mãos de Deus”, disse Vânia.

Sem apoio governamental – Durante o evento, Vânia disse que a decisão de começar o projeto social, mesmo sem apoio do Poder Público Municipal, foi tomada em reunião de pais. “O que encarece o tratamento para crianças autistas é que o atendimento é feito de forma individualizada, com um profissional para cada criança”, lembrou.

Ela afirmou que, como o Prefeitura de Campina Grande não atendeu a reivindicação da entidade de realizar uma parceria, via subvenção mensal, para o atendimento a crianças autistas cujos pais não podem custear um atendimento, esse custo será bancado pelos pais que já tem seus filhos sendo atendidos pela AMA atualmente.

“Nós pais decidimos em reunião e vamos custear o projeto social. Não vamos mais esperar pela Prefeitura. A subvenção mensal da AMA foi aprovada pela Câmara Municipal em fevereiro de 2015 e até hoje a Prefeitura não sancionou para que a entidade comece a receber esse recurso. Enquanto isso, crianças autistas carentes estão sem atendimento”, disse Vânia.

As primeiras duas crianças do projeto social da AMA sairão de uma seleção feita a partir de uma lista de espera com mais de 50 crianças, através de critérios, sobretudo sociais, definidos pelo IBP.

Vânia finalizou afirmando que espera do próximo gestor de Campina Grande que a parceria seja efetivada, entre Prefeitura e IBP, para que a estrutura da AMA seja aberta a mais crianças carentes, que precisam, com urgência, de atendimento. “Para crianças autistas, o tempo é ouro, pois quanto mais tempo elas passam sem tratamento, mais difícil fica de promover uma intervenção eficaz”, disse.

Ass.Com Comunicação & Marketing

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