Assembleia decide pela manutenção da greve dos Servidores do IFPB

Publicado em terça-feira, setembro 20, 2011 ·

ifpb1Em assembleia ocorrida na segunda, dia 19, na capital, servidores do IFPB votam pela manutenção da greve. Por 35 votos contra 25, ganhou a proposta de continuação da greve, que completou 50 dias. Professores e técnicos administrativos, através do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba (SINTEFPB), darão continuidade a programação do comando de greve.

Apesar do caloroso debate na assembleia sobre a proposta de radicalização da greve, que consistiria na não manutenção dos 30% dos técnicos administrativos para os serviços essenciais, a ideia não foi aprovada. De acordo com o coordenador geral do SINTEFPB, Arilde Alves, a manutenção da greve significa o avanço das negociações. Mas a radicalização neste momento atrapalharia as negociações em nível estadual. Pois o fechamento das propostas temáticas, que é pauta local, já está garantido para o dia 22 deste mês. E a reunião do colegiado, com dirigentes dos Campi e o Reitor, para apresentação e avaliação destas propostas será no dia 23. Mesmo dia da Assembleia Estadual do SINTEFPB, que reunirá servidores dos nove campi em João Pessoa.

“A mesa de negociação foi formada há um ano e a indicação de greve para agosto foi informada desde março deste ano, mas só depois da greve é que conseguimos pressionar para uma evolução mais ágil no fechamento das negociações, comenta Conceição Castro Cordeiro, também coordenadora geral do SINTEFPB. “Lamentamos muito os transtornos que uma greve causa, mas este foi o único instrumento viável que encontramos para resolver a situação atual.

O IFPB possui 1.400 servidores nas nove unidades (João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Cajazeiras, Patos, Picuí, Princesa Isabel, Monteiro e Sousa) e 14 mil estudantes. A mobilização, que completa 50 dias hoje, é considerada um avanço político pelos coordenadores do SINTEFPB. O entrave tem sido na pauta nacional, que esbarra na intransigência dos representantes do governo federal que insiste em não aceitar o acordo de aumento mínimo também para os técnicos administrativos. Os sindicatos nacional e local, que atendem dois segmentos, não concordam com essa discriminação que contemplaria com 4% de aumento apenas os professores.

Texto e fotos Fabiana Veloso para o Focando a Notícia

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