Aprenda a blindar as fotos de seus filhos de pedófilos nas redes sociais

Publicado em domingo, outubro 11, 2015 ·

criançaSe você entrou no Facebook na última semana deve ter visto uma série de fotos de crianças que tomaram o lugar das imagens de perfis na rede social. Mesmo antes, não é preciso passar muito tempo no serviço para encontrar fotos do bebê daquela sua amiga, do fim de semana na praia com ou de aniversários infantis. Todas essas imagens ganham curtidas e compartilhamentos, mas podem acabar nos computadores de pessoas mal intencionadas.

Um relatório da Children’s eSafety Commissioner, uma instituição australiana para proteção das crianças revela um dado assustador: milhões de fotografias publicadas no Facebook ou no Instagram são encontradas em fóruns de compartilhamento de imagens para pedófilos. O estudo, divulgado no início de outubro, indica que cerca de 45 milhões de imagens foram encontradas nesse tipo de site. Delas, quase 50% foram retiradas de redes sociais.

Acesso restrito

Redes sociais como o Facebook e Instagram são proibidas para menores de 13 anos, mas os pais também precisam ter noção do mal que podem fazer ao expor suas crianças, indica o períto em segurança e crimes digitais Wanderson Castilho. O especialista afirma que é preciso ter muito cuidado com as imagens de seus pequenos na internet.

— É preciso deixar o acesso às fotos de seus filhos o mais restrito possìvel em redes sociais, ou seja, apenas visível para amigos e familiares próximos.

É possível restringir o acesso aos momentos das suas crianças no FacebookReprodução/Facebook

,No Facebook, é possível definir quem vai poder visualizar suas fotos no momento da postagem. No caso do Instagram, a dica é tornar o seu perfil restrito caso você vá compartilhar fotos de suas crianças. É possível até mesmo criar um perfil separado para postar suas fotos do dia a dia e outro para que os familiares acompanhem os momentos dos pequenos.

Castilho ainda explica que existem centenas de softwares parentais, para os diversos tipos de aparelhos. Mas, é importante escolher aplicativos com instalação simples e que não precisem alterar o sistema operacional, os chamados roots para android ou jailbreak para iOS da Apple.

Não há controle na internet

O especialista ainda ressalta que não há controle sobre o que é postado na internet. No levantamento da Children’s eSafety Commissioner, várias fotos de crianças foram encontradas acompanhadas de textos de cunho sexual em páginas com milhares de visualizações.

Portanto, a única pessoa que pode garantir a segurança das imagens de seus filhos são os pais ou responsáveis. Castilho ainda afirma que é possível proteger dados que não foram postados nas redes sociais.

— Existem programas que criptografam um ou vários arquivos de sua escolha, tornando-os inacessíveis para pessoas que não tenham a senha de acesso. Centenas de soluções existem, basta escolher a que mais se adeque ao que você precisa.

A responsabilidade das plataformas

A advogada especialista em direito digital Cristina Sleiman comenta que processos que envolvem de alguma forma pornografia infantil ou tem relação com crianças correm em segredo de justiça, por isso, não há uma quantidade de de dados para estudo.

— No meu ponto de vista, uma vez certificado que há imagens que caracterizam pornografia infantil, não há embasamento para que se tenha negado pedido judicial para exclusão de tais conteúdos pelos provedores. No entanto, muitos sites estão hospedados fora do Brasil o que pode trazer certa dificuldade, quando não há acordos internacionais para cooperação nesse sentido.

A especialista afirma que quando a ocorrência envolve redes sociais conhecidas, muitas já possuem escritórios no Brasil ou pertencem à grupos econômicos com ao menos uma empresa que possua escritório em território nacional, facilitando a identificação de pessoas envolvidas.

 

 

R7

Comentários

Tags :

REDES SOCIAIS


















Focando a Notícia -
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br