Após decisão sobre ilegalidade, professores podem acabar greve hoje

Publicado em quinta-feira, junho 2, 2011 ·

foto34Os professores da rede estadual podem acabar hoje (2) à tarde com a greve que já dura cerca de um mês. A categoria realiza uma assembléia no auditório do Lyceu Paraibano a partir das 15h, onde será analisada a situação do movimento após a decisão da Justiça pela ilegalidade.

A quebra de braço com o governo do Estado, que não negociou com a categoria enquanto ela esteve parada, causou um impasse sem perspectiva de desfecho para o caso, deixando 400 mil alunos sem aula e o ano letivo ameaçado.

O governo alega que já deu aumento e que está pagando o piso nacional. Os professores, no entanto, dizem que o governo só incorporou as gratificações, por isso não houve aumento.

Paulo Tavares, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado – Sintep, explicou que proporcionalmente o piso na Paraíba por 30 horas semanais é de R$ 890 e com as incorporações das gratificações feitas pelo Governo, o vencimento dos professores ficou em média em R$ 926, ou seja, R$ 36 a mais.

Mesmo sem aumento e só com a incorporação das gratificações, os professores no entanto, querem a isonomia, porque, de acordo com Paulo Tavare, os salários ficaram com diferenças de valor numa mesma categoria funcional e quem não tinha gratificação ficou com salário abaixo do piso. “São essas questões que apresentamos na proposta apresentada ao governo do Estado que se quer foram lidas”, reclamou.

Quanto à questão da bolsa desempenho criada através de medida provisória, o sindicalista informou que ela foi usada contra a greve, porque ainda não foi criada a comissão que irá analisar o desempenho dos docentes e no entanto quem estava participando do movimento recebeu o valor integral.

Outro questionamento do sindicalista sobre a bolsa desempenho é de que a comissão que criará os critérios da gratificação será formada por três representantes da Secretaria de Educação e dois representantes dos trabalhadores, sendo um do Sintep e outro da Associação dos Professores em Licenciatura Plena – APLP. “Com isso, as decisões sempre ficarão nas mãos da Secretaria”, reclamou.

Luciana Rodrigues

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