Ao lado do papa, Dilma pede política sem privilégios e regalias

Publicado em segunda-feira, julho 22, 2013 ·

Presidenta ressalta vontade de mudança manifestada pelos jovens brasileiros em junho e reforça necessidade de que classe política dê resposta às reivindicações. Francisco cobra atenção aos mais novos
Roberto Stuckert Filho/Planalto
francisco_stuckert.jpgFrancisco fica no país até o próximo domingo, quando será encerrada a Jornada da Juventude

A presidenta Dilma Rousseff aproveitou o discurso de recepção do papa Francisco para reiterar a necessidade de mudanças na política como forma de atender às necessidades dos jovens, expressadas nas manifestações de junho. “Querem que a política atenda a seus interesses, aos interesses da população, e não seja objeto dos privilégios e das regalias. Os jovens querem viver plenamente”, disse nessa segunda (22), no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. “A juventude brasileira está engajada numa luta legítima por uma nova sociedade. Este é um momento muito especial para a realização da Jornada Mundial da Juventude. Potencializa o que os jovens têm de mais revigorante.”

O discurso de Dilma teve como foco os avanços sociais dos últimos dez anos, reconhecendo, porém, que existe necessidade de se fazer mais e mais rápido. “Democracia gera desejo de mais democracia, e inclusão social provoca cobrança de mais inclusão social. Qualidade de vida desperta anseio por mais qualidade de vida. Para nós, todos os avanços que conquistamos são só um começo. Nossa estratégia de desenvolvimento sempre vai exigir mais, tal como querem todos os brasileiros e as brasileiras. Exigem a aceleração e o aprofundamento das mudanças que realizamos nos últimos dez anos.”

Para Dilma, ela e o papa lutam contra um inimigo comum, a desigualdade, e a primeira visita oficial do novo chefe da Igreja Católica renova a busca por justiça social. O discurso da presidenta recordou as críticas feitas por Francisco, desde que assumiu o cargo, em março, às receitas impostas pelos líderes da União Europeia contra a crise que assola o continente desde 2008, com corte de direitos sociais e aumento do desemprego.

“A crise econômica que desemprega e retira a oportunidade de milhões nos obriga a um novo senso de urgência”, afirmou. “A crise econômica que desemprega e retira a oportunidade de milhões nos obriga a um novo senso de urgência.”

Breve no primeiro discurso no Rio de Janeiro, Francisco enfatizou a necessidade de cuidar dos jovens, a quem considera os “olhos” da humanidade. “O que vai ser de nós se não tomarmos conta de nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente?”, questionou.

“Aprendi que para ter acesso ao povo brasileiro é preciso ingressar pelo portal de seu imenso coração. Por isso, permitam-me que nesta hora possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo. Venho em seu nome para alimentar a chama de amor fraterno.”

Redação RBA

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