Advogado lança livro sobre divórcio: ‘importa é que sejam felizes’

Publicado em domingo, abril 7, 2013 ·

Foto: Divulgação
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A busca pela felicidade, não importando a configuração familiar, é um dos temas abordados no livro Divórcio: Teoria e Prática, escrito pelo advogado Rodrigo da Cunha Pereira, que buscou na psicanálise respostas para assuntos levantados com o surgimento de novas famílias diferentes do que estávamos acostumados a ver até bem pouco tempo atrás.

 

São casais homoafetivos com filhos, maridos que possuem duas famílias, casais que criam uma família sem ter relações conjugais. “Ela arruma alguém para ser o pai e esse pai, não necessariamente, é o seu parceiro sexual, conjugal, pode ser um amigo, alguém que ela escolheu. Têm alguns sites que promovem esses encontros, mas por que isso esta acontecendo? Porque a conjugalidade está cada vez mais desatrelada da parentalidade”, explica Pereira.

 

Segundo o autor, o Direito entra nessas histórias justamente para proteger essas novas configurações. “São novas formatações, novos arranjos ou representações sociais das famílias, que estão acontecendo. O que importa é que as pessoas sejam felizes, não tem que ser assim ou assado”, afirma.

 

Ele diz que a Justiça tem caminhado neste sentido, mas pondera que se trata de um processo histórico ainda em mudança, assim como ocorreu com a aceitação de uma mulher divorciada, que até 20 anos atrás era discriminada.  “A Justiça está caminhando para entender. É claro que estamos em meio a um processo histórico e por isso não temos toda a clareza que teríamos se isso já tivesse passado. Por exemplo, as uniões estáveis heteroafetivas passaram por esse mesmo processo histórico de preconceito. Até 20 anos atrás não se admitia família que tivesse sido constituída, que não fosse pelo casamento. Hoje a gente olha para trás e acha até graça, porque agora tem essa distância histórica que a gente começa a ter”, afirma.

 

Pereira diz que o diferente tem sido tão normal, que as crianças oriundas de formações familiares clássicas (pai, mãe e filho) passam ser vistas como diferentes entre elas mesmas. “Esses dias um filho meu chegou e me perguntou; ‘mas pai, você não vai separar? Porque eu queria duas casas, na minha sala todo mundo tem duas casas’. Ou seja, isso não é um problema para os filhos”, conta.

 

Para ele mais problemático do que o divórcio, é manter um casamento baseado em valores morais religiosos vivendo uma vida infeliz e de constantes conflito. Para ele, o fim do casamento não significa o fim da família. “Inclusive eu digo no livro que filhos de pais separados não são infelizes, mas sim os que são filhos de pais que brigam. É claro que, quem tem filho tem um responsabilidade maior com a manutenção do casamento, mas não quer dizer que tem que ficar casado a qualquer custo. O divórcio não é uma coisa necessariamente ruim, não quer dizer que é o fim da família”.

 

Serviço
Livro: Divórcio: Teoria e Prática
Autor: Rodrigo da Cunha Pereira
Editora: Saraiva
Lançamento no dia 16 abril, às 19h30, na Saraiva do Shopping Pátio Paulista (R. Treze de Maio 1947)

 

Terra

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