A 15 dias do julgamento do mensalão, José Dirceu busca refúgio no interior de Minas Gerais

Publicado em quinta-feira, julho 19, 2012 ·

Personagem central do julgamento do mensalão, que começa daqui a duas semanas no Supremo Tribunal Federal, o ex-ministro José Dirceu exilou-se na casa da mãe, Olga Silva, em sua cidade natal, Passa Quatro (MG). “Terra boa mineira, na serra, comida da mamãe”, afirmou Dirceu sobre as “férias” que ele tira da cena política até segunda-feira (23/07). Na cidade, de aproximadamente 15,5 mil habitantes, ele circula, desde o início da semana, num ritmo bem menos frenético do que o mantido em Brasília ou São Paulo.

Livre de assédio, conversa com moradores na rua principal de “P4″, como ele chama a cidade onde nasceu.

Usando um agasalho da seleção brasileira, faz caminhadas matinais e vai às compras no mercadinho.

Na terça-feira (17/07), chegou a tirar foto de um tucano – a ave símbolo do rival PSDB – que pousou na praça vizinha à casa.

No imóvel, que conta com um grande jardim e é pintado em tons pastéis, Dirceu costuma demorar-se na varanda. O casarão, com vista para a Serra da Mantiqueira, foi comprado por ele há cinco anos para a mãe -que tem 92 anos. Viúva, Olga morava antes numa casa alugada.

Na cidade também moram irmãos de Dirceu. Ontem (18/07), dia chuvoso, ele almoçou com um deles. Hoje, ficará com uma irmã em outra cidade do interior de Minas, Itajubá.

[I]Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão, acredita que será inocentado[/I]

[B]‘Não serei condenado’, diz Roberto Jefferson[/B]

Às vésperas do início do julgamento do mensalão, o presidente do PTB e ex-deputado Roberto Jefferson afirmou ontem (18/07) que não será condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Delator do esquema, Jefferson disse que não há provas que possam justificar sua punição. “Não serei condenado. Não há o menor cabimento nisso”, afirmou após ser reeleito para comandar o partido por mais três anos.

Um dos 38 réus da ação, ele é acusado pelo Ministério Público Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro -alegações que, segundo Jefferson, não fazem sentido.

Em junho de 2005, o então deputado deu entrevista à Folha denunciando o esquema de pagamento a membros da base aliada em troca de apoio no Congresso.

As declarações provocaram uma CPI e levaram a cassação do próprio Jefferson e de José Dirceu, ex-deputado e ex-chefe da Casa Civil.

O petebista admitiu ter recebido R$ 4,5 milhões do esquema. Segundo ele, o dinheiro foi distribuído entre candidatos do seu partido em troca de apoio a candidatos do PT nas eleições de 2004.

O Globo

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