10 mitos da descoberta sexual

Publicado em sexta-feira, Fevereiro 7, 2014 ·

Puberdade é a época em que a gente descobre o próprio corpo e também do sexo oposto. Os pêlos começam a crescer, o corpo passa a mudar e dúvidas pipocam em nossa mente. “Vou ter pêlos nas mãos se eu me masturbar demais? Posso engravidar se eu dividir a toalha com o namorado?” E, por mais que estas perguntas persistam em assombrar, a gente pode ficar com vergonha de esclarecer com os adultos da família e acaba procurando os amigos, que podem não ser exatamente experts no assunto. Por isso, o iG Jovem procurou especialistas e desvenda os 10 mitos mais comuns que rondam esta fase da descoberta sexual.

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A garota fica com os quadris mais largos depois da primeira vez?

“Masturbação faz crescer pêlos nas palmas das mãos”
Mito. De acordo com o Dr. Gerson Lopes, sexólogo e ginecologista da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, as duas coisas são relacionadas, mas não são causa e efeito. “A descoberta da masturbação coincide com o aparecimento de pêlos em modo geral. Os dois fazem parte do fenômeno da puberdade”, explica o especialista. Mas pode ficar tranquilo que você não deve ganhar uma penugem na mão. “Apenas no dorso”, diz Lopes.

“É possível engravidar sem penetração”
Verdade. A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, fundadora da Associação Brasileira de Sexualidade, diz que, se as condições estiverem propícias, uma menina pode engravidar sem que haja ejaculação dentro da vagina. “Pode acontecer uma gravidez ‘nas coxas’”, afirma a médica. “O menino fica brincando ali perto da ‘portinha’, a menina está super lubrificada e está em período fértil. Ele ejacula ali e o espermatozóide tem líquido para se locomover até o óvulo. As chances são mínimas, mas pode acontecer.”

“Sexo anal engravida”
Mito. Carla diz que é impossível engravidar fazendo sexo anal. “Porque não tem como ter o contato do esperma com o óvulo, para ocorrer a fecundação”, fala a sexóloga. “Só se engravida mesmo através da relação vaginal.”

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Sexo anal engravida? “Não, porque não tem como o espermatozóide encontrar o óvulo”

“Absorvente interno pode tirar a virgindade”
Talvez. “Todo hímen tem um orifício que possibilita o uso do absorvente”, fala Dr. Gerson Lopes. “São raros os tipos de hímens que podem romper com o uso do tampão”. E, mesmo que rompa a película, Dra. Carla Cecarello defende que isto não significa que você não é mais virgem. “Virgindade é nunca ter tido uma relação sexual. Você introduz um absorvente interno. Fez sexo? Não. Então você não deixa de ser virgem, ainda é inexperiente”, diz.

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O uso de camisinha é recomendado mesmo durante o sexo oral

“Urinar depois do sexo evita gravidez”
Mito. “A gravidez só pode ser evitada se você impedir a fecundação. Não tem nada a ver com a urina”, afirma Carla Cecarello. “[No caso das meninas] não tem como acontecer porque a uretra e a vagina são duas coisas separadas”, diz Gerson Lopes. “No caso do homem, os canais não são diferentes. Por isso coito interrompido é ruim, porque, depois da primeira ejaculação, ainda há espermatozóides no duto”. Mesmo não evitando gravidez, fazer xixi depois de uma relação sexual ajuda a previnir infecção urinária. “A lubrificação pode agir na uretra e causar um problema e a urina ajuda a limpá-la”, esclarece Cecarello.

“O quadril fica mais largo depois da primeira vez”
Talvez. Lopes defende que o arredondamento dos quadris nada tem a ver com a primeira relação sexual. “A característica da pelve e do quadril feminino se consolida na puberdade, o que pode coincidir com a primeira relação sexual. A menina não tem um quadril mais largo porque já fez sexo ou não”, explica Gerson. Já Carla diz que as mudanças hormonais que ocorrem depois da primeira transa podem influenciar nesta característica. “Você estimulou hormônios diferentes quando fez sexo e isto pode causar o arredondamento do quadril”, conta.

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Usar a mesma toalha que o namorado não causa gravidez. “O espermatozóide vive 5 segundos fora do corpo”

“Usar a mesma toalha que o namorado pode engravidar”
Mito. “Não tem como o espermatozóide chegar à vagina por um canal destes”, diz Gerson Lopes. “O processo da fecundação é mais complexo”. Segundo a dra. Carla, o espermatozóide não viveria tanto fora do corpo humano. “Ele não resiste tanto tempo fora da corrente sangüinea — apenas cerca de 10 a 15 segundos — e ele precisa de um meio líquido para se locomover”, afirma.

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Engolir esperma não faz mal, mas pode transmitir doenças

“Faz mal engolir esperma”
Talvez. “É proteína celular, então não tem problema nenhum em engolir esperma”, defende o sexólogo Gerson. No entanto, Cecarello é categórica sobre o assunto: “Jamais”. De acordo com ela, o hábito pode causar, caso o parceiro sexual não seja confiável, problemas de saúde. “Pode passar doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS”, fala a especialista.

“O pênis pode quebrar durante a relação sexual”
Mito. “O que quebra é osso e pênis não tem osso”, diz Gerson. Ainda assim, quando o pênis fica muito rígido e, na hora H, a coisa fica muito “intensa”, pode acontecer uma contusão. “Músculo torce, entorta, então pode ter uma torção”, fala Carla. Mesmo assim, é bastante raro acontecer. “Em 25 anos de carreira, só vi um caso”, afirma Lopes.

“Sexo oral pode transmitir doenças”
Verdade. Aqui a opinião é unânime: sexo oral só com preservativo. Isto porque a prática pode transmitir doenças sexualmente transmissíveis. “Não só HPV, mas também a AIDS”, fala Gerson. Segundo o sexólogo, não é preciso ficar com medo, mas é bom se previnir. “Não é o caso de deixar de fazer, mas também não podemos ignorar que pode transmitir DSTs. Então deve se usar o preservativo”. Se o garoto é o receptor, é só usar uma camisinha. Mas se ele for fazer na menina, o jeito é improvisar. “Pode rasgar um preservativo masculino e colocar na frente do clitóris ou usar um papel filme”, diz Carla Cecarello.

 

 

iG

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