Vital relata que Doenças Crônicas atingem 29,5% dos paraibanos e analisa plano de combate

Publicado em segunda-feira, setembro 26, 2011 ·

vitalzinho1O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), membro da Subcomissão Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde – CASSAUDE, analisou os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que mostram que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) afetam 59,5 milhões de brasileiros (31,3% da população do país). Na Paraíba, 29,5% da população declararam ter alguma doença crônica, sendo o maior número em pessoas de 50 a 64 anos de idade (8,3%).

Vital alerta que de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), em uma década, o número de óbitos relacionados a casos cardiovasculares, respiratórios, diabetes e câncer aumentou consideravelmente na Paraíba.

De acordo com dados do Departamento de Informática do SUS (Datasus), de janeiro a julho deste ano, as quatro doenças crônicas acima priorizadas pelo MS levaram à internação 35.930 paraibanos: 11.362 com doenças do aparelho circulatório, 18.005 com doenças do aparelho respiratório, 1.976 com diabetes mellintus e 4.587 com algum tipo de câncer. Segundo o SIM, este ano, 8.651 paraibanos faleceram em decorrência de alguma dessas DCNT: 4.421 por problemas do aparelho circulatório, 1.310 no aparelho respiratório, 1.064 por diabetes mellintus e 1.856 devido a alguma neoplasia.

Recentemente o senador comentou sobre a importância do lançamento do plano para reduzir taxa de mortalidade prematura por doenças crônicas, nesta quinta-feira (18) em Brasília. O lançamento aconteceu no Fórum Nacional de Apresentação do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), cuja meta é diminuir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura por enfermidades como câncer, diabetes, doenças respiratórias e cardiovasculares.

Vital que é médico disse que para esse plano dar certo é necessário haver o engajamento de todos os setores sociais desde a indústria, escola e, principalmente, o papel das famílias é que é primordial. “Temos que mudar velhos hábitos de vida: mostrando a população a importância de uma alimentação saudável e exercícios físicos. Por isso louvo a iniciativa do Ministério da Saúde que está desenvolvendo medidas relevantes para promoção da saúde e no seu tratamento integral”, afirmou.

O peemedebista relatou que atualmente no país a taxa de mortalidade prematura – até os 70 anos – por este tipo de doença é de 255 a cada grupo de 100 mil habitantes. Com a proposta, segundo o senador espera-se chegar a taxa de 196 por 100 mil habitantes em 2022. “O Plano, que reúne ações para os próximos dez anos, é a resposta brasileira a uma preocupação mundial: estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham ocorrido por DCNT; um terço delas, em pessoas com menos de 60 anos de idade”, disse.

OMS vê gravidade

As quatro doenças crônicas consideradas de maior impacto mundial segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas têm fatores de risco em comum: tabagismo, inatividade física, alimentação não saudável e álcool. O pneumologista Sebastião Costa informou que, no aparelho respiratório, as duas doenças mais comuns são enfisema pulmonar e bronquite crônica.

O tabagismo, a queima de lenha e a poluição ambiental são fatores de risco em comum nas duas doenças. Sebastião contabilizou que em torno de 90% dos pacientes com enfisema pulmonar adquiram a doença por fumar. Ele ainda informou que existe o tratamento medicamentoso, mas o mais eficaz é parar totalmente com esse hábito. “O paciente com enfisema fica totalmente sem fôlego. Tenho paciente que não consegue terminar uma frase sem parar para respirar. Muitos não conseguem tomar banho sozinho, calçar o sapato”, contou.

De acordo com a OMS, em termos de mortes atribuíveis, os grandes fatores de risco globalmente conhecidos são: pressão arterial elevada (responsável por 13% das mortes no mundo), tabagismo (9%), altos níveis de glicose sanguínea (6%), inatividade física (6%) e sobrepeso e obesidade (5%).

Redação iParaíba com Ascom

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