Violência de games preocupa especialistas quanto a sua influência nas crianças

Publicado em terça-feira, dezembro 11, 2012 ·

Cena do game 'Resident Evil 4'

Com o grande fluxo de informação existente na internet, está cada vez mais difícil para os pais controlar o acesso dos filhos a jogos violentos disponibilizados na rede. Segundo especialistas, estes tipos de games eletrônicos podem influenciar de maneira prejudicial o comportamento das crianças. Com medo que seus filhos brinquem ou façam downloads de jogos com conteúdo violento, a dona de casa Tuana Rodrigues não deixa que Sofia, de 8 anos, e Agamedes, de 5 anos, usem o computador sem a companhia de um adulto.

De acordo com Tuana Rodrigues, ela supervisiona os filhos porque tem medo que jogos violentos possam influenciar no modo como eles se comportam dentro e fora de casa.
“Meus filhos só podem ficar no computador com minha autorização. Cada vez mais a gente fica sabendo de casos de pessoas que brincavam com estes jogos e ficaram violentos. Sem falar no perigo que podem correr quando estão na internet, como a pedofilia. Não brinco com isto, estou sempre de olho neles”, afirmou a dona de casa.
A opinião da psicóloga especialista em educação inclusiva Cristiane Praxedes corrobora com a decisão de Tuana Rodrigues. A profissional explicou que os jogos violentos podem sim influenciar no comportamento das crianças. Segundo ela, os pais devem conversar com os filhos e explicar o motivo de não deixá-los brincarem com estes games.
“Eu acredito que o ambiente molda o ser humano. Se você traz ou deixa entrar a violência em sua casa através destes jogos, é claro que isto vai influenciar no comportamento das crianças. É comum no meu consultórios alguns pais relatarem que seus filhos ficaram mais ansiosos depois que começaram a brincar com o GTA, que é um jogo em que você tem que matar várias pessoas para adquirir um carro, por exemplo”, comentou a psicóloga.
A legislação brasileira pode ajudar aos pais na missão de decidir quais jogos os filhos podem brincar. De acordo com a portaria 1.643, os games podem ser classificados em seis categorias: livre, para maiores de 10 anos, para maiores de 12 anos, para maiores de 14 anos, para maiores de 16 anos e para maiores de 18 anos.
O artigo 5º do mesmo documento diz que “a informação da classificação indicativa deve ser exibida de forma clara, nítida e acessível nos meios que divulguem ou contenham produtos classificáveis, nos termos especificados no Guia Prático de Classificação Indicativa”.
E é nesta classificação que a dona de casa Tuana Rodrigues se baseia para deixar seus filhos brincarem. Ela afirmou que suas crianças só podem utilizar jogos que sejam liberados para todos os tipos de idades. “Eles só podem ficar cerca de 40 minutos em frente ao computador. Quando estão no micro, meus filhos só brincam com jogos como da Barbie, Sitio do Picapau Amarelo, enfim, só coisas para crianças”, finalizou Tuana Rodrigues.
Da Redação com Larissa Keren

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