Use a pílula do dia seguinte só em caso de urgência

Publicado em segunda-feira, outubro 10, 2011 ·

pirula do dia seguineteO próprio nome já dá o senso de urgência: pílula do dia seguinte. Considerado um método contraceptivo de emergência, em pouco tempo ela se tornou muito popular, principalmente entre as adolescentes que fazem sexo sem preservativo ou uso regular de outro anticoncepcional.

Mas o que muita gente não sabe é que o uso indiscriminado pode trazer prejuízos sérios à saúde da mulher. Apesar de não apresentar contraindicação a nenhum grupo de pacientes, a pílula do dia seguinte pode desregular o ciclo menstrual e causar náuseas e mal-estar, influenciando, no futuro, até mesmo na capacidade de engravidar.

Quando tomar
Se utilizada com parcimônia, a pílula do dia seguinte, que é à base apenas de progesterona, pode evitar uma gravidez indesejada e adiantar a menstruação se for necessário por causa evento importante, como uma viagem de lua de mel ou de formatura. “Receito nos casos em que a menstruação precisa ser adiantada, como quando mulheres sabem que o período menstrual casará com uma viagem importante”, diz a Dra. Ana Paula Junqueira Santiago, ginecologista do Hospital São Camilo.

Em casos extremos, como violência sexual ou rompimento da camisinha, a mulher também deve optar pelo anticoncepcional de emergência. Lembrando apenas que a pílula não exclui o risco de se contrair uma doença sexualmente transmissível pela falta do preservativo em relações entre casais. “Em uma situação emergencial, a mulher pode recorrer à pílula do dia seguinte”, ressalta o Dr. Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês.

Neste caso, o medicamento deve ser tomado o mais rápido possível. Deve-se utilizá-la no máximo até seis horas após a relação, já que a eficácia diminui proporcionalmente à demora em sua administração. “Até 24 horas após a relação, o risco de falhar é menor, mas a paciente pode tomar o medicamento até 72 horas depois”, afirma o médico.

Usar com frequência faz mal
Mesmo nos casos importantes, as pílulas anticoncepcionais de emergência podem gerar desconforto às mulheres provocando náusea e mal-estar. Como o medicamento ingerido contém uma carga alta de progesterona, o organismo pode reagir negativamente. Mas o maior problema está no desequilíbrio do ciclo menstrual. “Em longo prazo, a mulher corre riscos, inclusive, de enfrentar dificuldades para engravidar”, alerta a Dra. Ana Paula.

Não há contraindicação para o uso do anticoncepcional de emergência, mas portadoras de diabetes, hipertensas e vítimas de trombose devem evitar. “Uma gravidez indesejada está em primeiro plano na decisão de tomar a pílula do dia seguinte, mas quem tem problemas de saúde deve redobrar os cuidados nas relações sexuais para não sofrer os possíveis efeitos do método emergencial”, alerta o Dr. Alexandre.

Há quem diga que o método seja abortivo, mas ginecologistas afirmam que o remédio é tomado antes que a concepção aconteça. Como o embrião ainda não chegou ao útero e a pílula atrasa a ovulação, a ascensão do espermatozóide à trompa é dificultada e, por não haver gravidez, portanto, não há aborto.

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Especial para o Terra

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