Campina Grande

UEPB reduziu 100% dos vigilantes no campus, afirma Sindicato

Publicado em quinta-feira, abril 4, 2019 ·

O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Campina Grande, Edmir Bernardo, mostrou preocupação com a diminuição dos postos de trabalho para a categoria na cidade.

Segundo ele, em entrevista nesta quinta-feira, 4, as empresas estão optando por trocar os vigilantes por porteiros, por ser mais barato, já que o vigilante recebe 30% do risco de vida, um salário de $R 1.050 e ticket alimentação em cartão, e o porteiro só recebe de benefício a cesta básica.

Além disso, conforme Edmir, há uma diferença entre a função do porteiro do o vigilante. Enquanto o porteiro/vigia não pode portar armas e não tem treinamento de proteção, o vigilante tem o treinamento no Centro de Formação da Polícia Federal e possui o porte de armas.

Em relação ao ocorrido no campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) esta semana, quando um bando armado assaltou um carro-forte, que iria abastecer uma agência bancária no local, e que resultou em um tiroteio, Edmir frisou que o vigilante que foi baleado na ação foi um herói.

Ele destacou que a diminuição no número de vigilantes da UEPB foi de 100%, pois antes havia cerca de 18 vigilantes no campus, mas que hoje só há apenas seis.

– Tinha 18 vigilantes no turno, hoje apenas seis. Na Central de Aulas [onde ocorreu o assalto] só ficam três. Havia vigilante na UAMA, na parte de trás do campus, na guarita principal, na reitoria, mas agora houve uma redução. Com todo respeito que eu tenho ao reitor Rangel Júnior, pois toda vez que o Sindicato o procurou ele nos atendeu, mas houve uma redução sim. Eles tiraram os vigilantes e houve uma seletiva para colocar o vigilante desarmado, que o pessoal chama lá de ‘azulzinho’. Inclusive, o Sindicato entrou na Justiça pedindo que fosse cancelada a contratação, pois não havia nenhum vínculo e eles não recebiam nenhum benefício, mas foram contratados como vigilantes. A decisão saiu após dois anos, eles cancelaram, mas ano passado eles fizeram outra modalidade e contrataram porteiros. E nós entramos na Justiça novamente – explanou.

Por fim, Edmir frisou que na Paraíba há cerca de 26 empresas de vigilância regulamentadas e alertou às pessoas que forem contratar esse tipo de serviço, afirmando que estas devem pesquisar o CNPJ junto à Polícia Federal, que é o órgão fiscalizador.

*Informações da Correio FM.

paraibaonline

Foto: Paraibaonline

 

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