Testes revelam que embalagens de katchup e mostarda podem estar contaminadas com fezes

Publicado em sexta-feira, novembro 4, 2011 ·

80962_W220Q60I2SASRFHFVRLRRCLCTCRCBPesquisadores do Laboratório de Microbiologia dos Alimentos da UFRJ descobriram um alto índice de contaminação em embalagens de molhos com ketchup e mostarda, e em recipientes com doce de leite e mel, coletados no Rio. Feita com orientação do professor Marco Antonio Lemos Miguel, da UFRJ, duas alunas – Priscila Paula Duboc e Carolina Beres – coletaram as embalagens fechadas em lanchonetes e bares cariocas para serem analisadas em laboratório. O resultado foi estarrecedor: na área externa dos invólucros, numa amostragem de 285 unidades retiradas dos balcões de bares e lanchonetes do Rio, mais de 70% apresentaram contaminação por fungos, 82% por bactérias, sendo 66% por estafilococos, um tipo de bactéria muito resistente. Em mais de 10% dessas embalagens foram encontrados coliformes fecais.

– São dados alarmantes para os consumidores, pois esses microrganismos podem causar infecção intestinal, vômitos e diarreia. Examinamos as embalagens de molho que muitos consumidores costumam abrir usando a boca. No caso do mel e do doce de leite, muitas crianças brincam com as embalagens na boca. O perigo para quem consome estes molhos e doces na rua é muito elevado – diz o professor Lemos Miguel.
Antes das embalagens plásticas, os temperos eram servidos em bisnagas, mas foram substituídas em definitivo em vários estados brasileiros por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isto porque um dos maiores índices de internação hospitalar por contaminação por fungos e bactérias era exatamente os que tinham origem em intoxicação alimentar proveniente das “recargas” de ketchup, mostarda e maionese, já que raramente existia uma limpeza da embalagem antes da reposição do produto.
Agora, em função do resultado apontado pelo estudo, o professor Lemos Miguel recomenda o uso de um abridor de sachês, que também foi posto à prova, a fim de verificar se também servia como agente de contaminação. Os testes com o abridor mostraram que os níveis de contaminação eram bem menores. Os abridores reduziram em quase 90% os riscos de uma infecção, pois a lâmina de corte elimina as bactérias instaladas nas embalagens.
– Avaliamos também o tempo de resistência das bactérias encontradas nas superfícies das embalagens e descobrimos que elas podem permanecer naquele ambiente por muito tempo. Isto serve de alerta para os cariocas que costumam se alimentar em lugares públicos usando embalagens de molhos que ficam expostas durante o dia inteiro e depois, durante a noite, são guardadas de forma inadequada. Todo cuidado é pouco, especialmente com as crianças – alerta Miguel.





FONTE: O Globo
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