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Zico vai à Fifa, pede mudanças a Blatter e é ironizado por Platini

 Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo
Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Zico visitou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, em Zurique, na tarde desta quinta-feira. O ex-jogador foi falar sobre candidatura para suceder o dirigente na eleição de 26 de fevereiro. O ex-jogador brasileiro entregou a ao atual comandante da entidade uma carta na qual sugere mudanças no processo eleitoral da entidade.

-É um absurdo, tenho 45 anos de futebol, como jogador e técnico, em vários continentes, e preciso do apoio formal de cinco federações nacionais, que sofrem pressão das respectivas confederações e por isso não vão me apoiar – declarou.

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As críticas de Zico ao processo eleitoral foram recebidas com ironia por Michel Platini, presidente da Uefa e o favorito a suceder Blatter no comando da Fifa. Enquanto segurava o elevador para subir a seu quarto no hotel Baur Au Lac, em Zurique, o mesmo onde foram presos vários dirigentes da Fifa no dia 27 de maio.

– Ah, Zico não tem as cinco cartas? Eu lamento. Regras são regras – declarou o francês, abriu os braços e virou as palmas das mãos para cima.

Para ser candidato a presidência da Fifa, é preciso ter o apoio de pelo menos cinco das 209 federações nacionais de futebol. Zico diz ter o apoio da CBF, mas a confederação ainda não lhe entregou a carta. Marco Polo Del Nero afirmou que, se Zico conseguir as outra quatro, lhe dará a quinta.

O ex-jogador da seleção brasileira e do Flamengo está especialmente decepcionado com a federação do Japão – país onde atuou como jogador do Kashima Antlers e foi técnico da seleção nacional. O Japão deve apoiar o príncipe Ali, da Jordânia, também candidato a suceder Blatter. Nos próximos dias, o atual técnico do Goa F.C., da Índia, deve se encontrar com o presidente da Federação dos Estados Unidos, Sunil Gulati. Zico também tenta uma reunião com Domenico Scala, presidente do comitê de reformas da Fifa.

Por Martín Fernandez

Em João Pessoa jogo festivo vai reunir Zico e Viola no dia 26 de março

zico-flamengoDe um lado, Zico, o eterno ídolo flamenguista. Do outro, Viola, o tetracampeão mundial que fez história em grandes clubes do Brasil. É este o aperitivo do Jogo dos Famosos, que vai ser realizado no Estádio Almeidão, em João Pessoa, no dia 26 de março. A partida vai começar às 21h e a expectativa dos organizadores do evento é convidar para o duelo uma série de outros craques do passado do futebol brasileiro.

Dos outros nomes, inclusive, um já está certo: o do zagueiro Ronaldão, com passagens por São Paulo e pelo futebol japonês e que também foi tetra mundial pelo Brasil em 1994.

O duelo vai ser entre a Seleção de Zico e a Seleção de Viola e ambos ainda estão montando suas equipes. A partida idealizada para João Pessoa surgiu depois que Zico fez um primeiro jogo festivo no Nordeste, em 2014, quando seu time jogou contra a Seleção de Ronaldo Angelim, em Juazeiro do Norte, que marcou a despedida de Angelim dos gramados.

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A última vez que o ex-jogador esteve na capital paraibana foi no dia 15 de agosto de 2010 na partida entre a Seleção Zico 10 Master x Seleção Master da Paraíba. Nomes como Ailton, Júnior Baiano, Djair, Nélio, Djalminha, Cláudio Adão e Piá jogaram no time do Galinho de Quintino.

A organização do evento, no entanto, ainda não definiu valores dos preços dos ingressos, e destacou que isto só será definido mais perto do jogo.

GE

 

Zico agradece apoio da torcida, mas descarta possibilidade de treinar a Seleção Brasileira

zico-selecaoO eterno ídolo do Flamengo e um dos maiores jogadores do Brasil, Zico, manifestou-se na noite de ontem no Facebook para dizer que não aceitaria treinar a Seleção Brasileira.

O ‘Galinho’ justificou que não treina equipes brasileiras e por isso não seria qualificado para o cargo de técnico da CBF.

“Tomei conhecimento há pouco de uma pesquisa nacional que me coloca como o segundo na preferência do torcedor para assumir a Seleção. Agradeço a confiança e o carinho de todas essas pessoas que acreditam em mim, mas mantenho minha posição de que, por não treinar equipes brasileiras, não me candidataria ao cargo de treinador da Seleção”

 

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Pedro Callado

 

Sem convite para jogar, Zico fica fora de reabertura e aprova mudanças no Maracanã

Alguns dos momentos mais marcantes da carreira de Zico foram vividos no Maracanã. O maior ídolo da história do Flamengo conquistou vários títulos e marcou mais gols do que qualquer outro jogador no estádio considerado o templo do futebol brasileiro.

Apesar da inegável ligação sentimental com o estádio, onde entrou pela primeira vez aos 8 anos como torcedor, Zico, que não estará na reabertura (leia mais abaixo), defendeu a polêmica reforma completa para a Copa do Mundo de 2014, que resultou num Maracanã bem menor e completamente diferente daquele onde o ex-jogador brilhou tantas vezes dentro de campo.

Mohammed Dabbous-29.fev.2012/Reuters
Zico, quando ainda era técnico do Iraque
Zico, quando ainda era técnico do Iraque

“O estádio está muito bonito, mas por dentro é um outro estádio, totalmente diferente do antigo Maracanã. Do Maracanã mesmo só ficou no mesmo lugar e com a mesma parte de fora. Quem vê o Maracanã por dentro não tem nada a ver com o antigo”, disse Zico, que marcou 333 de seus mais de 800 gols no Maracanã, em entrevista à Reuters por telefone.

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“Eram mudanças necessárias. Houve tempo de 100 mil, 120 mil torcedores no Maracanã, mas hoje o futebol exige um conforto e uma segurança maiores. A perda da capacidade é uma consequência quando se precisa aumentar a segurança para o próprio torcedor, especialmente num estádio que foi construído há muito tempo”, acrescentou.

Zico, 60, jogou a maior parte da carreira no Flamengo, entre 1967 a 1989, com uma interrupção de 1983 a 1986, tendo o Maracanã como sua casa. Foi lá que ele liderou a equipe que conquistou quatro títulos nacionais entre 1980 e 1987 e venceu a Copa Libertadores de 1981, na chamada “Era Zico”.

Nos tempos de Zico, era comum o público passar da casa dos 100 mil torcedores, boa parte concentrada na área chamada de geral –um local onde se via o jogo de pé, abaixo do nível do gramado, com ingressos vendidos a preços baixíssimos.

Mesmo antes da reforma de quase R$ 900 milhões para a Copa do Mundo, o Maracanã já não comportava mais públicos de 100 mil torcedores, e a geral foi extinta na reforma realizada para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Agora, a capacidade do estádio caiu novamente, de 90.000 para 78.639.

 

 

Folha

Aos 60 anos, Zico relembra dramas e alegrias e descarta cargo no Fla

Foto: Mauro Pimentel / Terra
Foto: Mauro Pimentel / Terra

3 de março de 1953. Para alguns, uma data normal. Mas para a maior torcida do Brasil, é como se fosse praticamente uma dia santo. Nascia na casa 7 da Rua Lucinda Barbosa, em Quintino, zona norte do Rio, Arthur Antunes Coimbra, caçula da família Antunes. Apelidado por uma prima de Zico, cresceu nas ruas de bairro, onde começou a bater bola, e depois ganhou o mundo, se tornando o maior ídolo da história do Flamengo e um dos principais jogadores da história da Seleção Brasileira.

 

Ao longo de pouco mais de 20 anos de carreira, Zico encantou os torcedores com seu futebol vistoso e objetivo. Em 970 jogos como profissional, fez 699 gols. A maior parte deles com a camisa 10 do rubro-negro carioca. No Flamengo, Zico marcou 508 gols em 731 jogos. É, de longe, o principal artilheiro da história do clube.

 

Zico projeta futuro e programas de televisão; assistaClique no link para iniciar o vídeo
Zico projeta futuro e programas de televisão; assista

Mais do que ser artilheiro, Zico liderou o Flamengo nas grandes conquistas dos 117 anos de existência do clube. Ele estava à frente dos títulos do Mundial Interclubes (1981) e Libertadores (1981). Dos seis campeonatos brasileiros obtidos pela equipe, Zico participou de quatro (1980, 1982, 1983 e 1987). Ganhou ainda seis campeonatos estaduais pelo time rubro-negro carioca.

 

Na Seleção Nrasileira, Zico fez 52 gols. Trata-se do 4º maior artilheiro com a camisa canarinho. Faltaram, no entanto, as grandes conquistas. Zico disputou três Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986), e a melhor posição obtida foi o terceiro lugar em sua Copa de estreia. Em 82, o Brasil era franco favorito, mas sucumbiu à Itália de Paolo Rossi. Em 86, Zico tinha operado o joelho meses antes, e foi para a Copa sem condições clínicas ideais. Acabou eliminado pela França, em um jogo em que perdeu um pênalti no tempo normal.

 

Na Copa de 1998, Zico fez parte da comissão técnica da Seleção Brasileira treinada por Zagallo Foto: AFP
Na Copa de 1998, Zico fez parte da comissão técnica da Seleção Brasileira treinada por Zagallo
Foto: AFP

Em entrevista ao Terra, Zico relembra os pontos mais marcantes de sua carreira e fala do futuro. Diz que só volta a treinar algum time se receber uma boa proposta, em algum grande centro. Sobre o Flamengo, ressalta que sua passagem frustrada em 2010, como coordenador de futebol na gestão Patricia Amorim o ensinou que assumir qualquer cargo não cabe mais dentro de sua biografia no clube. Até mesmo a ideia de assumir a presidência é prontamente descartada por Zico.

 

“Não fui feliz em 2010, mas fiquei conhecendo e tendo a certeza de que não devo ter cargo oficial nenhum no Flamengo. Não participo de mais nada no Flamengo. A não ser usando minha imagem”, afirma.

 

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Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Zico:

 

Terra – Você cresceu numa família de boleiros, na qual três dos seus irmãos mais velhos jogaram de forma profissional. Você sempre pensou ser jogador? Chegou a imaginar fazendo outra coisa que não fosse o futebol?
Zico – Quando eu era criança, não sabia o que ia fazer. Meus irmão jogavam, e tinha aquela coisa de você ver que joga bem também, é muito solicitado. E lógico que pensei em querer jogar. Mas naquela época a gente ia para o futebol sem as aspirações de que um garoto vai hoje. Era uma coisa mais de lazer, de coração. Tanto que eu estava acertado para ir para o América, e houve um convite para o Flamengo. Era meu time de coração, e optei pelo Flamengo.

 

Terra – Então seu destino estava traçado para o América? Quando houve a mudança que colocou o Flamengo no seu rumo?
Zico –
 Cheguei a jogar uma partida na escolinha do América, lá no Andaraí. Tinha 12 para 13 anos. Na semana que ia começar a treinar lá, o Celso Garcia (radialista, morto em 2008) tinha ido me ver jogar futsal no River (clube situado na Abolição, zona norte do Rio). Ele gostou, foi na minha casa, e pediu ao meu pai para me encaminhar para o Flamengo. Preferi o Flamengo.

 

Terra – Seu irmão, Edu, jogava no América. Você iria para lá por influência dele?
Zico –
O América era pelo Edu. Eu não saía do América, vivia vendo os treinos, participando, brincando com os jogadores. Aprendi a bater pênalti e falta lá nos treinos. Batia para os goleiros profissionais. Tanto lá quanto no Fluminense, onde meu outro irmão, o Antunes, jogava. Brincava muito com o Carlos Alberto Torres quando o Antunes era do Fluminense. Já gostava de bater na bola. Nas peladas de rua, eu já batia. Quando fui para cima, desenvolvi mais ainda. Talvez se meus irmãos não tivessem ido para o futebol, eu não teria tido tanta motivação. Meu pai era muito rigoroso quanto aos estudos. Só deixou o Antunes ir quando ele prometeu que não ia parar de estudar. Depois aconteceu com o Edu, com o Nando. Todo mundo cumpriu, e eu não ia ser diferente.

Zico é clicado ao lado do rei do futebol Pelé, em evento em 1996 Foto: AFP
Zico é clicado ao lado do rei do futebol Pelé, em evento em 1996
Foto: AFP

 

Terra – Mas fora o futebol, havia alguma outra atividade que você fazia que poderia levar a outro caminho?
Zico –
O futebol foi o caminho natural. A única profissão que eu poderia ir seria para o piano. Estudei um ano de piano. Minha mãe gostava de piano. Nenhum filho quis saber antes. Então, ela colocou o caçula para aprender. Estudei, aprendi, toquei na televisão, inclusive no programa do Ted Boy Marino com a Célia Biar, na Globo. Era um quadro em que alguém de outra profissão fazia outra coisa. O Edu e o Antunes, que jogavam, foram lá cantar. Cantaram Tristeza, do Zé Keti. Devia ter uns 11 anos.

O futebol foi o caminho natural. A única profissão que eu poderia ir seria para o piano

Zico Ao falar qual profissão poderia seguir fora o futebol

 

Terra – Mas você gostava de tocar piano? Era um bom pianista?
Zico –
 Aprendia por música, e não conhecia realmente as músicas que tocava. Tocava realmente só lendo partituras, aquelas serenatas antigas. Não saber o que está tocando não dá muita motivação. Talvez se aprendesse com músicas da época, pudesse me motivar mais, né? Aí larguei, comecei a deixar de ir às aulas para jogar bola na rua.

 

Terra – E nas peladas, quando você era garoto, você já sobrava tecnicamente em relação aos outros jogadores?
Zico –
 Jogava com os garotos maiores. Tinha 12 anos, e disputava contra os de 14, 15. Para os meninos de 12, realmente ficava muita disparidade, mesmo eu sendo franzino. Era uma diferença grande.

 

Terra – No Flamengo, quando você chegou, essa diferença persistiu?
Zico –
Não. Trilhei o caminho certo lá. Inclusive, no dia que eu fui, até cheguei no dia errado. Com 14, fui no time de juvenil, que era 17. Me colocaram lá para treinar, e não foi a mesma coisa. No dia seguinte foi que voltei. Fiz o teste na sexta-feira, fui aprovado e chamado para um jogo no domingo, na Gávea. Ganhamos de 4 a 3 e fiz dois gols já. Entrei de cara para jogar. Ainda dei sorte que, naquele dia, os profissionais jogavam à tarde, e muitos estavam lá vendo o jogo. Muitos ficaram impressionados.

 

Terra – Como foi a chegada ao time profissional?
Zico –
Estreei em 1971 no profissional. 70 foi o último ano de escolinha e parte de 71 no juvenil. Joguei o Campeonato Brasileiro inteiro. Acabei indo para a Seleção Olímpica, e não fui à Olimpíada.

Zico se queixa da imprensa por mágoa após ser diretor do FlaClique no link para iniciar o vídeo
Zico se queixa da imprensa por mágoa após ser diretor do Fla

 

Terra – Foi uma grande frustração não ter sido convocado para a Olimpíada de 72?
Zico –
 Foi uma tristeza grande, foi a única hora que eu quis parar de jogar futebol. Quando terminou 71, eu tinha feito o gol da classificação, a gente tinha sido campeão do Pré-Olímpico lá na Colômbia. Daí, entramos de férias. Tinha mudado tudo no Flamengo. O Solich (Fleitas Solich, paraguaio que treinava o time) saiu, veio o Zagallo, que me chamou e me disse que eu era muito jovem, e achava que não ia contar comigo. Se eu quisesse continuar treinando lá, não teria problema. Só que como eu não participava do grupo, a gente não treinava. Ia para a Gávea, mudava de roupa, e se precisassem, chamavam. Se não, ia embora para casa. E nisso, o Antuninho, que era técnico da Seleção, foi à Gávea falar comigo, para que jogasse e treinasse e tivesse condições de ser convocado. Voltei para o juvenil, todos ficaram felizes. Fui artilheiro de novo, fomos campeões e o cara não me convocou.

 

Terra – Você chegou a abandonar o Flamengo quando não foi convocado?
Zico –
No dia da convocação, fui embora para casa e não voltei mais, falei que ia parar de jogar, falei com meu pai. Meus irmãos vieram conversar comigo. Fiquei uns dez dias sem ir ao Flamengo.

Era um time com qualidade técnica maravilhosa, de todos. Era um time altamente solidário, altamente profissional

Zico Ao lembrar o vitorioso time do Flamengo da década de 80

 

Terra – Foi o único momento em que pensou em abdicar de jogar futebol? Nem na grave contusão do joelho?
Zico –
Não. Quando machuquei o joelho, eu só queria que o médico me desse um percentual de chances para que eu voltasse a jogar. Se ele me dissesse que não tinha como jogar mais, aí tudo bem. Mas se ele desse uma chance, ia tentar. Não queria parar por causa de uma contusão.

 

Terra – Sobre aquela equipe do Flamengo que fez história, gostaria de saber quando deu o estalo de que vocês estavam formando uma equipe que iria marcar época no futebol?
Zico –
Acho que quando  ganhamos o Brasileiro de 1980, deu para ter uma noção de que se a gente se mantivesse naquela linha, iríamos alcançar os títulos que o Flamengo ambicionava, que era a Libertadores e o Mundial. O Mundial não é o mais complicado, o mais difícil é a Libertadores. Talvez o Brasileiro seja mais difícil ainda, porque havia 10, 12 equipes que poderiam ser campeãs. Era muito time bom, era só clássico.

 

Terra – Quais os grandes times que você enfrentou?
Zico –
Acho que Atlético-MG e Grêmio, né? O Grêmio também era uma paulada, era um timaço, forte. O Atlético-MG tinha Luisinho, Cerezo, Reinaldo, Éder, João Leite… O Grêmio tinha Paulo Roberto, De León, Leão, Renato, Paulo Isidoro, Batista, Baltazar… Era muita fera. Corinthians tinha Sócrates, Casagrande, Zenon, Wladimir. São Paulo tinha Valdir Peres, Oscar, Daryo Pereira, Renato, Serginho, Zé Sérgio, Mário Sérgio.

 

Terra – Além da qualidade técnica, o que diferenciava aquele time do Flamengo?
Zico –
Era um time com qualidade técnica maravilhosa, de todos. Era um time altamente solidário, altamente profissional. Era um time que ambicionava vitória. A gente queria jogar, estar dentro do campo. A gente queria estar juntos, seja nos treinos, seja nos jogos. Então, a gente formou um grupo muito forte. Alguns jogadores que desvirtuavam daquela filosofia, não davam certo. E eram bons, podiam ser bons, mas tinham que entrar naquela filosofia. A gente se divertia, brincava no momento que tinha que fazer isso, mas na hora do sério, era sério. Acho que essa era a grande diferença, de ter jogadores que eram bons, se cuidando, dentro e fora do campo. E sabíamos que éramos o alvo também. Todo mundo queria bater na gente. Se não estivéssemos bem preparados…

No último sábado, Zico inaugurou uma estátua em tamanho real na Gávea Foto: Daniel Ramalho / Terra
No último sábado, Zico inaugurou uma estátua em tamanho real na Gávea
Foto: Daniel Ramalho / Terra

 

Terra – Qual foi o título mais marcante?
Zico –
O Estadual de 1978, com o gol do Rondinelli, foi marcante. Ali nossa geração estava com aquele ponto de interrogação. Ganhamos 74, alguns jogaram, mas depois, não conseguimos nem chegar em final. Aquele título deu a segurança para todos nós de que realmente tínhamos valor. Esse foi um título muito importante, de muita recordação, da forma como ele aconteceu. Um ano antes, tínhamos perdido da mesma forma para o Vasco, nos pênaltis.

 

O da Libertadores, da mesma forma, que foi a questão da violência que a gente sofreu, das dificuldades das viagens, contra tudo e contra todos, e a gente foi superando todo mundo. Acho que aquela foi a vitória da arte contra a violência. E o de 87, a Copa União, que a gente enfrentou uma série de dificuldades. Muitos criticavam, diziam que a base já estava envelhecida, que não ia dar mais caldo.

 

Terra – Aquele título teve um sabor de resposta, de volta por cima, após a Copa de 1986, na qual você foi muito criticado?
Zico –
Não tinha isso, acho que era questão de que, com os anos passando e os problemas acontecendo, eu vinha de uma cirurgia realmente grande, e aquela incógnita de voltar a jogar bem era normal que acontecesse. Nunca um jogador tinha feito a cirurgia que eu fiz. Então, aquele título teve um sabor especial por isso. Depois daquele jogo contra o Santa Cruz (última rodada da fase de classificação da Copa União), quando eu fiz os três gols, eu fui comemorar o terceiro gol e arrebentei os pontos do joelho. Aquilo ali fez com que meu joelho inchasse no segundo tempo nos quatro jogos seguintes. Depois da final, tive que operar de novo para tirar os pontos. O médico tinha me dito que se eu tirasse os meniscos, a possibilidade de parar seria grande. Então, ele ia dar ponto, suturar, mas eu tinha que tomar cuidado de não jogar o peso do corpo todo para a perna esquerda. Então, não comemorava mais saltando, não fazia exercício de salto. Procurei evitar uma série de coisas. E naquele gol, a empolgação foi tanta que caí em cima do joelho.

Zico opina sobre gestão da ex-presidente Patrícia AmorimClique no link para iniciar o vídeo
Zico opina sobre gestão da ex-presidente Patrícia Amorim

 

Terra – Quando você teve o joelho machucado, após a entrada do zagueiro Marcio Nunes, do Bangu, o que passou pela sua cabeça naquele momento? Sentia dor, decepção, você sentiu que era realmente muito grave?
Zico –
Eu senti que era grave, porque quando todo mundo veio falar comigo, preocupados porque tinham visto as marcas na minha canela, o médico veio querendo saber se eu tinha quebrado a perna. Eu disse que o problema era no joelho que tinha rompido porque quando ele me atingiu, a perna rodou e o joelho torceu. A dor foi mais no joelho, e eu fiquei com a perna dormente porque as travas da chuteira dele romperam minha caneleira, e ficaram as marcas nas minhas canelas. E eu jogava de caneleira. Foi muito forte.

 

Terra – Se não fosse esse problema, você teria jogado mais tempo no Brasil?
Zico –
 Eu poderia jogar até 40 anos tranquilamente, aqui no Brasil. Não teria, talvez, ido para o Japão. Talvez não tivesse sido secretário de esportes. Deus escreve certo por linhas tortas. Aqui, pelo que sempre pude fazer, pelo que me cuidei, teria condições de jogar. O que poderia acontecer eram problemas de contusão, que acabaram me fazendo parar de jogar. Depois da contusão no joelho foi que eu tive os piores problemas musculares. Minha musculatura ficou um pouco desequilibrada. Passei a ter problema de panturrilha, que não tinha. Também adutor, posterior de coxa. Isso tudo foi afetado. Foi quando resolvi parar. Sempre gostei muito de treinar, ir a campo, mas jogava três jogos e machucava. Já estava de saco cheio daquilo.

Cheguei a jogar uma partida na escolinha do América, lá no Andaraí. Tinha 12 para 13 anos

Zico Ao comentar o início no futebol

 

Terra – A ida para o Japão acabou se transformando em um marco na sua carreira. Você tinha noção do que iria encontrar lá?
Zico –
Eu pude jogar tranquilamente lá porque não tinha responsabilidade e nem pressão de jogar. Jogava por jogar. Minha ida para lá, pensei que fosse fazer mais as coisas fora do campo. Aí me disseram que iria jogar. Era segunda divisão, e só subiríamos se chegássemos em 1º ou 2º lugar. Aos poucos, fui moldando até mesmo os japoneses. Muitos que jogaram não queriam ficar no campo, queriam voltar para a fábrica. Metade do time continuou trabalhando, metade quis ser profissional. Deu para jogar, pude mostrar mais para os que viraram profissionais. Fui treinador, preparador de goleiros, roupeiro, massagista, fiz de tudo um pouco. Orientei tudo. Só tinha uniforme para o jogo. Cada um levava o seu, a gente que lavava a nossa roupa. Aí comecei a organizar tudo, a fazer com quê a gente começasse a pensar como era profissionalmente.

Zico em ação na sua tradicional pelada de fim de ano, o Jogo das Estrelas Foto: Bruno Santos / Terra
Zico em ação na sua tradicional pelada de fim de ano, o Jogo das Estrelas
Foto: Bruno Santos / Terra

 

Acabamos em 2º lugar, eu fui o artilheiro da competição, e tudo se transformou. Veio o profissionalismo, e o Kashima já ficou entre os quatro finalistas no primeiro campeonato. Daí, Kashima passou a ser referência. Vieram título e títulos, e as outras equipes copiavam o que a gente fazia. O Japão cresceu, e hoje é o que é na Ásia.

 

Terra – Como você avalia sua passagem pela política? Se arrepende de ter sido secretário de Esportes no Governo Collor?
Zico –
 De maneira nenhuma, não me arrependo. Assumi e assumiria novamente aquele cargo. Como presidente de sindicato, sempre participei dos movimentos dos atletas. Achava que poderia fazer alguma coisa, e acho que fiz. Deixei um projeto de lei pronto para o desenvolvimento do esporte brasileiro. A partir dali, quando foi aprovado, o esporte deu outra guinada. O futebol não precisava de tantas modificações, acho que precisava era de uma modificação na cúpula, nas eleições das entidades, na criação das ligas. Então, isso tudo foi rediscutido, colocado em prática, e o esporte deu uma guinada. O Collor me deu toda a liberdade. Quando criei o projeto, a gente discutiu duas horas. Todo o projeto ele conhecia a fundo, porque ele tinha sido presidente de clube. Não tive nenhum problema, ele me deixou à vontade, com carta branca para fazer.

Zico revela qual o seu maior orgulho em 60 anos de vidaClique no link para iniciar o vídeo
Zico revela qual o seu maior orgulho em 60 anos de vida

 

Só que quando o projeto ficou pronto, que encaminhamos para ele, para ser levado ao Congresso, batia um pouco de frente com o curral do Norte e Nordeste, com as federações, com aquela coisa, porque diminuía o poder das federações. E muita gente lá o apoiou. Então, aquele negócio ficou engavetado, um, dois meses. Então, pedi para falar com o presidente. E começaram a não deixar que eu falasse diretamente com o Collor. Engavetaram e não tinham falado com ele. Quando fui falar com ele, uns 20 dias para conseguir audiência, coisa que conseguia toda semana, Já fui com a demissão. Ele ficou assustado. Expliquei que estava tudo engavetado. Dei dez dias, e tudo foi agilizado. Mas não tinha mais volta, já tinha decidido sair. Ele me deu respaldo o tempo todo. Não tenho nenhum problema, nenhuma tristeza, de dizer que fui secretário dele. Ele foi um bom presidente na minha área, deixou fazer meu trabalho.

 

Terra – Do que você mais se orgulha de ter construído, no campo profissional?
Zico –
 O respeito da minha classe, os profissionais da minha área. Sou sempre citado pela maioria deles. É o maior legado que você pode deixar. Ter o respeito da geração que jogou contigo, das gerações que vieram depois, que te tem como exemplo, referência, estou sempre sendo citado. É uma coisa espontânea, que vem de dentro dos caras mesmo. Isso mostra que a forma que eu me dediquei, os dias que me entreguei à profissão, valeram a pena.

Zico ao lado da ex-presidente do Flamengo, Patrícia Amorim. Ele fez parte da recente vida política do time rubro-negro Foto: Luiz Roberto Lima / Futura Press
Zico ao lado da ex-presidente do Flamengo, Patrícia Amorim. Ele fez parte da recente vida política do time rubro-negro
Foto: Luiz Roberto Lima / Futura Press

 

Terra – O que você teria feito diferente?
Zico –
Depois que se sabe o resultado, é fácil. As atitudes que eu tomei em cada momento, sempre fiz achando que era o melhor. Não teve nada que aconteceu que eu pudesse me arrepender bastante. Houve desilusões com algumas pessoas, mas isso é normal, em qualquer área acontece.

 

Terra – Falando em desilusões, houve sua passagem recente como dirigente do Flamengo, que logo foi abortada. Você se arrepende de ter aceitado o cargo?
Zico –
Não, porque eu conheci a Patricia ainda atleta do Flamengo. Ajudei muito os atletas da natação, a gente passava rifas para eles, para ajudá-los. E quando se vê um atleta, não importa a modalidade, na presidência, você torce para que dê certo, porque eu sou um ex-atleta. Acho que é importante um atleta comandar alguma coisa, um clube, uma entidade, é legal. Por isso, achei que poderia dar uma ajuda.

 

Não fui feliz, mas por exemplo, fiquei conhecendo e tendo a certeza de que não devo ter cargo oficial nenhum no Flamengo. Não participo de mais nada no Flamengo. A não ser usando minha imagem.

 

Terra – Assumir a presidência, você não tem esse desejo?
Zico –
Não, não, nada de cargo.

 

Terra – Você ficou desiludido na época, você se afastou do clube…
Zico –
Pela forma como aconteceu. Foi permitido que eu fosse chamado de desonesto, que eu estava me beneficiando com o Flamengo, com a parceria com o CFZ, que meus filhos estavam ganhando dinheiro em transações de jogadores. Poxa, a gente tem uma história, tem um nome. Você não pode ser acusado assim pela imprensa. O que me deixou mais chateado foi a imprensa, porque o cara deu uma entrevista coletiva lá no Flamengo, e todo mundo colocou o que ele falou. E na hora que eu coloquei na justiça para ele dizer o que tinha falado lá, ele desmentiu tudo e disse que a imprensa deturpou. E não teve ninguém da imprensa que contestou isso dele. Isso que me deixou mais irritado. Tem gente que tem interesse ainda, porque enquanto ele tiver cargo, ele vai ter voz. Depois que ele não tiver cargo, ninguém vai atrás. Tem gente que usufrui do cargo que ele tem para pegar algumas notícias em primeira mão.

Zico conta seus projetos na política como diretor de futebolClique no link para iniciar o vídeo
Zico conta seus projetos na política como diretor de futebol

 

Terra – Na Seleção, faltou conquistar uma Copa do Mundo?
Zico –
Acho que não. Eu queria ter ganho, mas o que vou fazer? Muitos aí queriam ter ganho, mas se Deus não quis, o que vou fazer? Eu joguei para ganhar. Não é algo que me incomode. Ganhar ou perder faz parte da competição. Se eu não jogar, é outra coisa. Imagina eu, com minha história, não ter sido convocado para uma Copa do Mundo, tudo bem. Agora, eu tive todas as chances. Não deu, não foi possível, paciência. O que vai se fazer disso? Vou deixar de seguir meu caminho por causa disso? Não, especialmente porque não faltou dedicação e empenho para que eu vencesse.

 

Terra – Pelo favoritismo do time, a Copa de 1982 acabou sendo uma grande decepção. Foi a maior da sua carreira?
Zico –
 Era um time que todos gostavam de ver jogar. É lógico que a possibilidade de vir vitória era muito grande. Só que numa Copa do Mundo, os jogos mata-mata são diferentes. Muitas vezes se são jogados campeonatos seguidos, a possibilidade de um time não ser campeão era baixa. Mas jogar mata-mata num dia em que as coisas não dão certo, você pode ser eliminado. E foi o que aconteceu. Naquele dia, a gente não jogou bem, a Itália aproveitou melhor as chances e venceu o jogo.

O Estadual de 1978, com o gol do Rondinelli, foi marcante. Ali nossa geração estava com aquele ponto de interrogação

Zico Ao lembrar qual título foi mais marcante

 

Terra – E em 86, teve o sacrifício pela contusão, a ida em condições clínicas longe do ideal. Teria feito diferente?
Zico –
Eu deveria ter seguido a “luzinha” que batia na minha cabeça, que pediu duas vezes para não ir. Mas é o tal negócio, você está envolvido, e jogar uma Copa é o que todo jogador quer. Eu via que, com todo o esforço que estava fazendo, se eu jogasse, o meu rendimento não caía. Mas era um jogador de risco. Era aquele negócio de jogar com uma bomba-relógio no joelho, e ela poder explodir. Eu tinha uma lesão, não é que era uma coisa simples. Eu não tinha o ligamento cruzado. Então, tinha que ter uma musculatura forte para não desequilibrar. E aí, aconteceu ainda o que aconteceu.

 

Acordar seis horas da manhã, sair na ponta do pé para não acordar seu companheiro, fazer três horas de musculação no dia do jogo. Poxa, não era fácil…Ter que fazer aquilo todo dia, não era brincadeira.

 

Terra – E o pênalti perdido acabou ficando marcado. Foi a decisão correta ir lá e bater?
Zico –
O pênalti é uma jogada de gol. É como um frango, um escorregão, uma falha. E o Brasil não perdeu por causa do pênalti. O jogo foi empate. Depois teve a disputa. Essas coisas estão escritas, sei lá…

 

Terra – Como será o Zico após os 60 anos. Mais afastado do futebol profissional? Você não pensa em voltar a ser treinador?
Zico –
Sou comentarista, tenho meu programa, o projeto da escola Zico 10, que está no Brasil inteiro. Só aqui no Rio estamos com 12 mil crianças. São 40 mil crianças em 25 estados. Para a criança estar no núcleo, tem que estar estudando, com notas boas, com frequência. Pretendo me dedicar a isso, fazendo visitas a cidades que têm núcleos. Tenho sido requisitado para muitas palestras. Pretendo ficar por aqui. Se surgir alguma coisa, muito boa, em um grande centro, para poder me motivar a voltar a trabalhar, quem sabe… Não quero mais aquele tipo de situação que foi nos últimos anos.

 

Terra – Em algum momento de sua carreira, pensou em sair do Flamengo, fazer carreira em outro lugar?
Zico –
Nunca pensei em sair do Flamengo. Nem para a Udinese. O Milan veio antes, mas fez uma proposta para a imprensa, e outra para mim e para o Flamengo. E naquela época tinha o passe, você ficava preso. Você ia embora se o clube quisesse. Era diferente. Nunca tive nenhum problema de renovação de contrato com o Flamengo, se era muito, se era pouco. A gente chegava a um acordo, e ficava todo mundo feliz.

Frustração com a Seleção quase fez Zico parar de jogar; vejaClique no link para iniciar o vídeo
Frustração com a Seleção quase fez Zico parar de jogar; veja

 

Terra – O que o Flamengo significa para você?
Zico –
 O Flamengo sempre foi a minha segunda casa. Depois da minha casa, era o lugar que eu mais me sentia feliz. Meu time de coração, que aprendi a gostar graças ao amor do meu pai ao Flamengo. Ele era um torcedor apaixonado. Cada filho que nascia, ele dava um uniforme completo. Ter o prazer de poder participar das maiores conquistas do Flamengo num período foi a coisa mais importante da minha vida. Quando perguntam sobre o que queria que acontecesse na minha vida, eu só respondo que queria jogar com a camisa 10 do Dida. Meu ídolo e ídolo da minha família. E Deus foi generoso comigo porque me deu logo essa camisa quando comecei a carreira. Dignifiquei e honrei a camisa do Flamengo como jogador e como torcedor.

 

 

Terra

Jornal italiano: com ajuda de Zico, Fla tenta acerto de 2 anos com Del Piero

A capa do 'Tuttospot': 'Delpierinho' no Flamengoaté 2014 com ajuda de Zico (Foto: Reprodução)
A capa do ‘Tuttospot’: ‘Delpierinho’ no Flamengo
até 2014 com ajuda de Zico (Foto: Reprodução)

O Flamengo pode ter a ajuda de Zico para contar uma estrela internacional em seu elenco: de acordo com o jornal italiano “Tuttosport”, o Galinho está participando da negociação para contratar o atacante Alessandro Del Piero, de 38 anos e atualmente no futebol australiano.

A capa do diário neste sábado faz uma brincadeira do nome do ídolo do Juventus com apelidos de jogadores brasileiros: “Delpierinho”. De acordo com a reportagem, o irmão e representantes do atleta do Sydney FC, Stefano Del Piero, está no Rio de Janeiro e já iniciou conversas com Zico e o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, para um contrato de dois anos.

Procurado pelo GLOBOESPORTE.COM, o diretor de futebol do Rubro-Negro, Paulo Pelaipe, disse que “desconhece o interesse” no jogador italiano.

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O “Tuttosport” afirma ainda que o interesse do clube rubro-negro em Del Piero começou em junho do ano passado, pouco antes da ida do atacante para o Sydney FC, com a ideia de o veterano ser o substituto de Ronaldinho Gaúcho com a camisa 10. Na época, o atacante foi oferecido ao então diretor de futebol rubro-negro, Zinho. O ex-jogador do Juventus teria ficado animado com a possibilidade de atuar no Brasil, mas a negociação emperrou e não houve acerto.

Segundo o diário, Del Piero não está feliz na Austrália, pois sua contratação não teria tido o efeito esperado na mídia e a média de público tem dececpcionado. Além disso, o Sydney é apenas o oitavo colocado do campeonato nacional, que tem dez clubes.

Por outro lado, a chance de jogar no Maracanã lotado animaria o atacante, que seria também um garoto-propaganda para a Copa do Mundo de 2014. O “Tuttosport” vai mais além e afirma que até a torcida do Juventus gostaria de ver Del Piero no Flamengo, “um dos clubes com mais títulos do mundo, o mais bem-sucedido da América do Sul e, assim como o Juventus, o mais amado”.

Campeão do mundo com a Itália em 2006, Del Piero deixou a Velha Senhora em maio de 2012 após 19 anos no clube. O atacante tornou-se um dos maiores ídolos da história do time de Turim com o recorde de 290 gols em 705 partidas.

O melhor momento do camisa 10 até agora na Austrália foi no dia 19 de janeiro, quando marcou quatro vezes em um mesmo jogo pela primeira vez na carreira: goleada de 7 a 1 do Sydney FC sobre o Wellington Phoenix.

Del Piero comemorando gol pelo Sydney FC (Foto: Divulgação)Del Piero comemora um dos quatro gols que marcou contra o Wellington Phoenix (Foto: Divulgação)
Globoesporte.com

Milan mira “novo Zico” do Fla para junho, dizem italianos

Foto: Daniel Ramalho / Terra
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, o meio-campista Adryan, do Flamengo, é observado de perto por equipes italianas, principalmente o Milan. A publicação compara o jovem ao maior ídolo da história rubro-negra, Zico, destacando “sua grande habilidade nas bolas paradas”, e diz que sua contratação custaria cerca de 30 milhões de euros (R$ 82 milhões).

O jornal faz a ressalva de que Adryan “não impressionou” no Sul-Americano Sub-20, mas minimizou a situação ao afirmar que toda a Seleção Brasileira foi mal. A ida do meia flamenguista para a Itália pode acontecer em junho, após o fim da temporada europeia, segundo a Gazzetta.

Recentemente, o Flamengo já vendeu outra promessa da base para o futebol italiano: o meia-atacante Mattheus, filho do tetracampeão Bebeto, foi para a Juventus.

 

 

Terra

Com apoio de Zico, ex-diretor do BNDES será candidato à presidência do Flamengo

Wallim Vasconcellos tem apoio de grupo de empresários e concorre contra Patricia Amorim e Ronaldo Gomlevsky nas eleições de dezembro

O processo eleitoral do Flamengo começa a ganhar formas e candidatos na briga para assumir a presidência do clube no triênio 2013/15. O novo nome que entra na corrida presidencial para concorrer às eleições de dezembro é o do economista Wallim Vasconcellos. O candidato, ex-diretor e vice-presidente do BNDES, terá o apoio de Zico e de empresários como Alexandre Accioly, do presidente da Sky, Luis Eduardo Baptista, e do executivo Rodolfo Landim, que comandou a BR Distribuidora.

O lançamento oficial da chapa será no dia 28 de agosto, no Cine Leblon, a partir de 21h, mas nesta segunda-feira houve um almoço em um hotel em Copacabana para apresentá-lo aos grandes beneméritos rubro-negros.

Patricia Amorim deve tentar a reeleição, mas a atual presidente sinalizou que pode desistir do pleito se conseguir o quarto mandato como vereadora. Ronaldo Gomlevsky, da chapa Planeta Fla, é outro candidato da oposição.

Fonte: Eduardo Peixoto  /Globo Esporte