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Materiais ilícitos: Walber Virgulino defende que revista íntima não pode acabar e garante tornozeleiras para 700 apenados da Paraíba

walber virgolinoO secretário de Administração Penitenciária, Walber Virgulino, garantiu nesta terça-feira (26) que a revista íntima nos presídios não pode acabar, porque é “onde o chefe penitenciário intimida a passagem de materiais ilícitos. O tema virou polêmica na Assembleia Legislativa (ALPB) pela forma invasiva como é feita, onde homens e mulheres podem sofrer até toque retal e vaginal.

 

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Os presídios do estado receberão, segundo o secretário, aparelhos de Raios X de bagagem e Body Scan, aparelhos que funcionam como portais para tirar o Raio X. Apesar dessa previsão, o secretário explicou que a revista íntima não poderá acabar porque nem todos os presídios do estado vão receber os equipamentos. Segundo o secretário, o sistema será repassado para o PB1, para o presídio Sílvio Porto, Roger, Serrotão, os presídios de Guarabira e Patos.

 

Tornozeleiras – Em relação as tornozeleiras eletrônicas, Virgulino garantiu que falta pouco para elas chegarem. “Já foi assinado o contrato”, explicou, informando que a empresa deu 90 dias para entregar.

 

“Inicialmente são 700, mas temos estimativa de 3 mil ao todo. O valor de investimento é de R$ 800 mil”. Apesar de estar dentro do prazo o secretário explicou que irá noticiar a empresa para agilizar a entrega. As tornozeleiras serão utilizadas para 700 apenados do regime aberto e semi-aberto.

Paulo Dantas

Conselho de Direitos Humanos apoia Luís Couto e pede afastamento do secretário Walber Virgulino

direitos humanosO Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba (CEDH), considerando o recente episódio em que a vida do Deputado Luís Couto e da ex-Ouvidora de Polícia Valdênia Lanfranchi, correram graves riscos, em razão da atuação dos dois contra o crime organizado, vem a público informar o que se segue:

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1. A ameaça à vida de Luís Couto e Valdênia Lanfranchi foi real, somente não se concretizando graças a descoberta de indícios quanto à execução do atentado, por pistoleiros contratados fora do estado e à proteção dispensada a ambos pelo Secretário de Segurança Cláudio Lima e pela Polícia Federal;

2. São igualmente reais os indícios de participação de agentes públicos ligados à Secretaria de Administração Penitenciária do Estado da Paraíba, e do envolvimento do Grupo Penitenciário de Operações Especiais da Paraíba (GPOE), ligado a esta pasta. Aguarda o CEDH, serenamente, pelo desenrolar das investigações policiais que irão desvendar a realidade dos fatos;

3. O CEDH deplora as destemperadas declarações do Secretário de Administração Penitenciária do Estado da Paraíba, Walber Virgulino, as quais não só contradizem informações recolhidas por outros órgãos e agentes públicos, de reconhecida seriedade, da própria administração estadual, como também exacerbam o risco sofrido pelos ameaçados. A reação incomum do Secretário, ao ver do Conselho, somente serve para ampliar as suspeitas de envolvimento de pessoas a ele próximas na emboscada preparada no final de semana passado;

4. O CEDH vem igualmente apelar ao Governador do Estado para que seja imediatamente afastado de suas funções o Secretário de Administração Penitenciária do Estado da Paraíba, Walber Virgulino, bem como o servidor comissionado Dinamérico Cardim, tendo em vista a grande possibilidade de que venham a influenciar no curso das investigações;

5. Outrossim, o CEDH vem apelar ao Governador do Estado para que este nomeie o quanto antes o novo Ouvidor de Segurança do Estado, dentro da lista tríplice já oferecida pelo Conselho, a fim de que possa ter continuidade o trabalho desenvolvido pela ex-Ouvidora Valdênia, escolhida conforme lista tríplice apresentada pelo CEDH há dois anos.

6. Por derradeiro, o CEDH informa que irá comunicar os fatos ocorridos no último fim de semana ao Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CNDDPH) e Secretaria Nacional de Direitos Humanos para providências e também para que a Polícia Federal tenha participação ativa nas investigações sobre o atentado frustrado.

Paraiba Já, com CEDH