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Falar com voz de bebê ajuda no desenvolvimento da criança

maeUm estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, mostrou que falar imitando a voz de bebê com crianças ajuda no desenvolvimento do cérebro do pequeno.

De acordo com a descoberta, os bebês aprendem melhor quando suas ondas cerebrais estão em sincronia com as dos pais. E mais que isso: quando a comunicação é feita por uma conversa com voz de criança ou por músicas infantis.

O estudo, que foi feito com o escaneamento dos cérebros dos bebês, também sugere que eles precisam se sentir seguros e amados para que as conexões no cérebro se formem propriamente, levando ao aprendizado efetivo.

As primeiras descobertas mostram que as crianças não aprendem tão bem quando suas ondas cerebrais e as da mãe estão fora de sintonia. Mas, quando ambos estão plenamente sincronizados, a assimilação de informação ocorre de maneira muito eficiente.

A pesquisadora Victoria Leong, que está liderando a pesquisa, afirma que o estudo tem mostrado que os bebês tendem a aprender melhor quando as mães se comunicam com eles usando uma voz bem calma e tranquila, que até imita um pouco o jeito dos próprios bebês – ela costuma chamar essa “língua” de “motherese” (linguagem de mãe, em uma tradução livre).

Ela também aponta que rimas musicais infantis também são uma forma efetiva de sincronizar o cérebro das mães com o dos bebês.

Fonte: BBC Brasil

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Voz de Zezé falha e público deixa show antes do fim em Pernambuco

O cantor Zezé di Camargo passou por maus momentos na noite do último sábado durante um show ao lado do irmão, Luciano, em Olinda, Pernambuco. A voz de Zezé falhou em alguns momentos da apresentação e muitos fãs acabaram indo embora antes do final do show.

A dupla passou pela cidade pernambucana com o turnê ‘Romântico Demais’, que compila os 25 anos de carreira. Logo no início da apresentação, a voz do cantor já dava sinais de falha e ele não conseguia alcançar as notas mais agudas. Em 2008, Zezé passou por uma cirurgia nas cordas vocais e desde então a potência da sua voz não é mais a mesma.

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Foto: Reprodução

“Ele não tem mais voz. Não sei se foi algum problema hoje, mas nunca vi um show tão ruim. Se ele tiver assim mesmo é melhor se aposentar”, criticou o militar Luciano José Lopes, que preferiu ir embora, em entrevista ao Diário de Pernambuco.

Polêmicas Nos últimos dias, Zezé di Camargo teve o seu nome envolvido em polêmicas. Primeiro, o cantor usou seu perfil em uma rede social para xingar uma fã de lixo. Dias depois, a confusão envolveu sua filha, Wanessa Camargo. Wanessa agrediu a namorada do pai, Graciele. A briga foi confirmada pelo próprio Zezé.

“Gente, só esclarecendo essa história da surra, que as pessoas do mal fazem questão de propagar: Aconteceu, sim! Não uma surra, e sim, uma agressão covarde e inesperada. Estávamos na casa de um amigo juntamente com uns poucos amigos. Foi quando Wanessa chegou de repente. Chegou por trás, sem ninguém ver, totalmente fora de si, embriagada talvez, e agrediu por trás. Imediatamente a segurei e fui ajudado pelo Marcus que, com muita consciência, me ajudou a tirá-la. Teve um puxão de cabelo por trás e como ninguém esperava, ela caiu. Mas não passou disso”, explicou o cantor.

correio24horas

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WhatsApp: veja quais funções você pode usar durante a chamada de voz

O WhatsApp liberou as chamadas de voz para todos os usuários Android. Dessa forma, é possível conversar com seus amigos usando o plano de dados do celular ou conectado em uma rede Wi-Fi, de forma simples. Durante a chamada, o usuário pode usar algumas funções com atalhos na tela, como viva-voz, bate-papo e mais. Confira neste tutorial como acessar os recursos.

Passo 1. Inicie da chamada de voz no WhatsApp. Note que na base da tela estão três ícones. O primeiro permite que você coloque a ligação em viva-voz, para conversar sem ter que ficar segurando o smartphone. Quando ativado ele mostrará uma linha em azul;

O primeiro ícone coloca a ligação do WhatsApp no viva-voz (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)O primeiro ícone coloca a ligação do WhatsApp no viva-voz (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

Passo 2. O segundo direciona para a tela de mensagens tradicional, na qual é possível enviar recados em texto, emoticons, imagens e mais. Ideal para mostrar ou escrever algo importante durante a ligação com seu contato. Para voltar para a tela de ligação basta tocar na faixa em verde “Toque para retornar à chamada”;

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O segundo abre a janela de bate-papo e permite retornar para a ligação (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)O segundo abre a janela de bate-papo e permite retornar para a ligação (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

Passo 3. O último permite colocar a ligação no “mudo”. Ou seja, o contato não ouvirá o que você disser, e pode ser útil quando tiver que resolver algum assunto sem precisar expor sua privacidade na ligação;

O último item permite colocar a ligação no mudo (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)O último item permite colocar a ligação no mudo (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

Passo 4. Para desativar os recursos de viva-voz ou ” mudo” basta tocar novamente no item: a linha azul será apagada e a ação retornará ao normal.

Para desativar basta tocar novamente na função (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)Para desativar basta tocar novamente na função (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

Pronto. Agora você não precisa se limitar quando estiver conversando com seu amigo pela chamada de voz e acessar mais recursos no mensageiro.

 

techtudo

Skype anuncia versão beta para web com chamadas de voz e vídeo

Os usuários do Skype não vão mais precisar baixar o mensageiro para fazer chamadas. A novidade foi anunciada pela Microsoft nessa sexta-feira (14). A partir de agora, será possível usar uma versão web do programa diretamente no site oficial, que será capaz de fazer ligações usando um plugin para o navegador. Porém, a versão ainda está em fases de testes.

Aprenda a recuperar a senha da sua conta do Skype, mensageiro da Microsoft (Foto: Reprodução/Carol Danelli)Skype lança versão para navegadores (Foto: Reprodução/Carol Danelli)

 

A versão beta está sendo liberada aos poucos para os usuários e deve chegar no Brasil em breve. Porém, por ainda se tratar de uma versão de testes, pode apresentar alguns problemas e instabilidades. Os usuários podem acessá-la no site do Skype e ainda ver o histórico de conversas no mensageiro, mas ainda não se sabe o quão completa a versão para web é em relação aos aplicativos.

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Para fazer ligações, é necessário baixar um plugin, que no momento só é compatível com  o Internet Explorer 10 e as últimas versões do Google Chrome e  Firefox para Windows. No Mac, ele está disponível apenas para o Safari 6 ou superior.
Versão para web permite entrar em contato com amigos e fazer ligações (foto: Reprodução/Microsoft)Versão para web permite entrar em contato com amigos e fazer ligações (Foto: Reprodução/Microsoft)

 

 

 

 

Segundo a Microsoft, o objetivo a longo prazo é fazer com que o recurso funcione de forma nativa em todos os navegadores sem a necessidade de downloads, o que será possível assim que o protocolo WebRTC – usado para o recurso – seja mais difundido.

A desenvolvedora de softwares alerta que, no momento, o plugin possui um problema que aumenta o consumo de energia quando usado no Mac e que as chamadas feitas por ele, em qualquer sistema, demoram mais que o normal para conectar.

Tech Tudo

Cigarro agride as cordas vocais, deixando a voz mais grossa

cigarroApesar do aumento das políticas públicas que visam combater o tabagismo, o cigarro continua sendo a principal causa de mortes evitáveis em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o cigarro causa seis milhões de mortes no mundo por ano, a maioria em países de baixa e média renda. Além disso, a OMS alerta que, se essa tendência se mantiver, o número de mortes ligadas ao fumo deve aumentar para oito milhões ao ano em 2030 – e 80% desses óbitos deverão acontecer nos países mais pobres.

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Um fumante de 30 anos de idade tem sua expectativa de vida diminuída em 18 anos. Fumantes que morreram entre os 35 e os 69 anos perderam, em média 22 anos de vida por causa do tabaco.

A fumaça e o alcatrão dos cigarros, charutos e cachimbos ressecam o trato vocal, causando irritação do revestimento mucoso das vias aéreas, indispensável para qualidade vocal.

As pregas ou cordas vocais, quando agredidas pelo calor e os mais de cinco mil tipos de substancias tóxicas advindas do cigarro apresentam depósito de secreção ao longo de toda a extensão, levando ao aparecimento do pigarro.

Isso se deve tanto pela própria fumaça e componentes, como pelo fato das células ciliadas, presentes nas bordas das cordas vocais e importantíssimas para renovação do muco que a recobre, pararem de se movimentar por uma hora a cada cigarro utilizado. Diante desse quadro, a tosse e pigarro frequentes ocorrem em resposta à irritação da mucosa, sendo causados pelos agentes nocivos e pelo calor das substâncias inaladas pelo tabagista.

As cordas vocais funcionam como aparadores de impurezas ao longo da laringe, favorecendo assim a instalação de alterações laríngeas diversas como edemas, pólipos, hiperplasias, displasias e câncer. Se o sistema respiratório estiver comprometido, haverá uma modificação na produção da voz. Alguns fumantes apresentam pregas vocais polipóideas flácidas que resultam em disfonia (voz comprometida) significativa.

Mesmo na ausência da patologia laríngea, os efeitos do fumo sobre a função pulmonar são suficientes para produzir uma ampla alteração na voz.

Há evidências de que fumar cigarros relaciona-se intimamente ao câncer de laringe. A maioria dos indivíduos com carcinoma laríngeo tem história de fumo durante longo tempo de sua vida. Condições pré-cancerosas como leucoplasia e hiperceratose também estão intimamente ligadas ao fumo.

Conhecida pela sigla ETS (Environmental Tobacco Smoke), a fumaça ambiental do tabaco é formada principalmente (até 85%) pela fumaça desprendida da ponta acesa de um cigarro e é também exalada pelo fumante.

180 Graus

 

Homem altera ritmo da voz em conversas com mulher atraente

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Um estudo da universidade britânica Stirling concluiu que as pessoas alteram sutilmente o tom da voz quando conversam com futuros pares. Os homens tendem a falar com mais ritmo e aumentando e diminuindo a entonação quando se aproximam de alguém que consideram atraente. Já quando interagem com uma mulher que não acham tão bonita, eles tendem a engrossar a voz para parecerem mais másculos. As informações são do site inglês Daily Mail.

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“Pesquisas anteriores já mostraram que as pessoas emitem vários sinais quando têm interesse romântico por algúem, incluindo comunicação não-verbal, linguagem corporal, contato visual, toques eventuais. E agora descobrimos que a voz também muda de acordo com o interesse em alguém, e faz isso na tentativa do locutor parecer mais atraente aos olhos do suposto par”, afirma Juan David Leongomez, autor do estudo.

Ele explica ainda que essa alteração tem uma razão, já que a voz mais grave é uma maneira de os homens mostrarem masculinidade, mas que exagerar a dose pode dar a impressão de que são “agressivos e promíscuos” diante da opinião feminina. Justamente por isso, eles tendem a aumentar a entonação e equilibrar entre a voz mais grossa e outra mais suave, especialmente quando conversam com uma mulher que consideram atraente, para então passarem a imagem de que são “confiáveis e bons pares”.

A pesquisa, que ouviu 110 pessoas heterossexuais, concluiu ainda que as parceiras respondem às alterações da voz masculina também mudando o tom para parecerem mais atraentes. “Estas variações são muito sutis e provavelmente não produzidas conscientemente pelo locutor”, explica o especialista.

 

Terra

Especialistas em voz farão atendimento gratuito na quarta

vozNa próxima quarta-feira, 16 de abril (Dia Mundial da Voz), médicos e fonoaudiólogos estarão realizando atendimentos gratuitos em pessoas com queixa de rouquidão persistente. A ação será realizada no Hospital Edson Ramalho, na Universidade Federal da Paraíba (Setor de Fonoaudiologia), no Centro Universitário de Ensino (Unipê – Setor de Fonoaudiologia), das 8h30 às 17h.

O objetivo da campanha é oferecer ao público uma oportunidade de atendimento com especialistas da voz, com foco direcionado a distúrbios da voz e à antecipação do câncer de laringe.

Após, o atendimento, quando necessário, as pessoas serão encaminhadas para as unidades públicas responsáveis. Os casos suspeitos de câncer serão encaminhados para o Hospital Napoleão Laureano.

A ação da Campanha da Voz 2014 é promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, a Associação Paraibana de Otorrinolaringologia e a Sociedade Paraibana de Fonoaudiologia.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é o segundo país no mundo em número de casos de câncer de laringe. São mais de 15 mil por ano, sendo mais de 8 mil fatais, apesar das chances de cura superarem os 90% se detectado precocemente.

“Mais de 70% da população ativa tem na voz o instrumento de trabalho mais exigido. Os principais agentes agressores da laringe são o fumo e o álcool, alterando a permeabilidade das pregas vocais e, assim, vibratórias”, informou o otorrinolaringologista Josemar Soares, médico cooperado da Unimed JP.

O tabaco é o principal fator de risco para câncer de laringe, que é potencializado ao ser associado ao álcool. De acordo com o Instituto N acional do Câncer (Inca), fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver o câncer de laringe. Quando o fumo é associado ao consumo de bebidas alcoólicas, as chances são 43 vezes maiores. Outros fatores são: histórico familiar, má alimentação, inflamação crônica da laringe causada pelo refluxo gastroesofágico, papiloma vírus (HPV).

RECOMENDAÇÕES NO CUIDADO COM A VOZ Diversos cuidados podem ser tomados para evitar problemas com a voz. Especialistas recomendam uma alimentação regular, evitando jejum prolongado ou abusos alimentares que provoquem azia e má digestão, principalmente antes de dormir.

Outro cuidado importante é manter a hidratação, com a ingestão de, pelo menos, 2 litros de água por dia, em temperatura fresca ou ambiente. Para ter uma voz saudável também é fundamental evitar o abuso de bebidas alcoólicas, tranquilizantes e estimulantes. Estas recomendações devem ser seguidas, principalmente, pelos profissionais que têm a voz como instrumento de trabalho. É o caso, por exemplo, de professores, cantores, atores, locutores, repórteres, telefonistas, operadores de telemarketing, vendedores, leiloeiros e camelôs.

De todos, os professores são os que precisam estar mais alertas. Entre eles, o principal risco é o de desenvolvimento da disfonia, a popular rouquidão. Por conta disso, eles apresentam três vezes mais queixas com a voz do que outros profissionais. Devem, portanto, fazer um trabalho preventivo e curativo com a ajuda de profissionais como o otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo.

MaisPB com Assessoria

Rádios comunitárias ameaçadas: silenciando a voz do povo

Marco Araújo e Wladimir Aguiar na porta da Rádio Maré
Marco Araújo e Wladimir Aguiar na porta da Rádio Maré

“A imagem do Brasil da felicidade, do samba e do futebol é uma construção da elite”, disse Marco Araújo, locutor da Rádio Comunitária Maré, uma das muitas rádios populares no Brasil que levam anos esperando que o governo lhes outorgue permissão para operar.

O estúdio fica no complexo de favelas da Maré, a três minutos em moto-taxi da Avenida Brasil, na zona norte do Rio de Janeiro, na altura do aeroporto internacional do Galeão.

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Alí, todos os dias, desde as 8 da manhã, Divan Carlos, um locutor voluntário, também técnico em eletrônica, apresenta seu programa “Bom Dia Maré”.
No dia em que conheceu a rádio, estava promovendo Edson Wânder, um artista local  oriundo do Recife, que acaba de lançar seu novo disco e reside em Maré. Assm, um dos papéis das rádios comunitárias é difundir os artistas locais que têm poucas oportunidades de aparecer na grande mídia.
Em um país marcado pelas desigualdades sociais e onde a imprensa está concentrada nas mãos de uns poucos, muitos brasileiros não se sentem representados pelos meios da comunicação de massa.
Maré é uma das poucas comunidades do Rio que não está em um morro. Desenvolveu-se sobre um pântano nos anos 40 e hoje compreende umas 16 favelas. É também uma das comunidades que ainda não foram “pacificadas” pela  Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), como parte do programa do governo do Rio para combater o narcotráfico. O tema desperta polêmica e existem defensores e detratores: enquanto alguns se queixam do narcotráfico, outros o fazem em relação à violência policial.
Wladimir Aguiar, diretor da rádio comunitária, conta que a criação e sobrevivência da Maré FM não tem sido fácil. Nos anos 80, formava parte de um movimento para a democratização das rádios, buscando a regulamentação das rádios comunitárias. “Mas o que conseguimos foi criar uma lei que criminaliza as rádios comunitárias”, explica. “Desde que a lei foi aprovada, muitas rádios foram fechadas”, lamenta.
A lei é restritiva em sua definição de comunidade, porque equipara comunidade a uma localidade física. “Dessa maneira, ficam excluídas comunidades como gays, grupos étnicos, mulheres e outros”, explica Pedro Martins, representante no Brasil da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC). A repressão fechou no Brasil em 2010 cerca de 940 rádios comunitárias e livres. Em 2011 foram 698 rádios fechadas pela Polícia Federal. “Trata-se de um número bastante alto e é resultado de uma política de comunicação que não garante o acesso a este direito fundamental”, denuncia Pedro.
Wladimir relata que no ano passado, quando a UPP entrou no Morro dos Prazeres, uma favela no bairro de Santa Teresa, no centro do Rio, os policiais prenderam o representante da rádio comunitária local. “Todavia  existe o risco de sermos multados”, disse.

 

“Brasil é um dos poucos países do mundo que criminaliza a radiodifusão de baixa potência […] Em geral, em outros países, as sanções são administrativas. Aqui é um crime e tem gerado processos judiciais contra os dirigentes das rádios que são até presos, sem que tenham causado dano a ninguém”, explica Pedro. “Por que o Ministério das Comunicações regula as rádios comerciais e só castiga as rádios comunitárias?”, pergunta. Será que neste ano eleitoral haverá alguém que tenha vontade política de encarar este problema histórico, de democratizar a comunicação e deixar que os cidadãos das comunidades tradicionalmente marginalizadas possam construir sua própria identidade?”.
radiozumbijp

Anatel lança edital de licitação de quatro direitos para satélites; transmissão de voz e dados

anatelA Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou nesta segunda-feira, em sua página na internet, edital de licitação de até quatro direitos de exploração de satélites para reforçar a transmissão de voz e dados no país.

O preço mínimo de referência pelo direito de exploração é de cerca de 12,2 milhões de reais.

O leilão está marcado para o dia 6 de maio. Os interessados precisam entregar a documentação necessária à Anatel no dia 29 de abril.

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Reuters

O Sonho de Wadjda e a voz das mulheres na Arábia Saudita

wadjda“A voz da mulher não deve ser ouvida pelos homens lá fora. A voz da mulher é a nudez dela”. A ríspida e enérgica advertência feita por uma professora saudita a duas alunas que falavam e riam alto no pátio da escola é um exemplo do tipo de dificuldade que Wadjda, uma menina de 10 anos de idade, vai encontrar para realizar seu sonho: ter uma bicicleta. É um sonho proibido para as meninas sauditas. Uma entre tantas outras proibições que fazem parte da vida das mulheres na Arábia Saudita. Elas não devem ser ouvidas e muito menos vistas.

“Se a gente vê os homens, eles veem a gente. Meninas de respeito não são vistas”, ouve Wadjda na escola. Mas Wadjda, assim como sua criadora, a cineasta saudita Haifaa al-Mansour, ignora todas essas proibições e persegue seu sonho com obstinada coragem até o fim.

 

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O Sonho de Wadjda é o primeiro longa-metragem rodado inteiramente dentro da Arábia Saudita, um país onde os cinemas ainda são proibidos. O simples fato de o cinema ganhar uma realizadora saudita talentosa e corajosa como Haifaa al-Mansour é um indicador que parecem existir muitas Wadjdas querendo comprar as suas bicicletas naquele reino. A Wadjda do filme, vivida pela ótima Waad Mohammed, é uma colecionadora de sonhos e objetos proibidos: fitas cassetes com gravações de músicas românticas e rock’n roll (“músicas malignas), pulseiras de times de futebol, um par de tênis com cadarços de cor lilás. Querer andar de bicicleta também entra nesta coleção maldita. “Você não vai poder ter filhos se andar de bicicleta”, escuta ela da própria mãe, sob permanente ameaça de perder o marido para outra esposa.

As restrições que pesam sobre a vida das mulheres na Arábia Saudita são variadas. A história contada por Haifaa al-Mansour, porém, não mostra mulheres submissas e resignadas. A cineasta recusa a linha do “coitadismo”. Em entrevista à revista TPM, Haifaa diz que o foco de seu trabalho não são os preconceitos e obstáculos enfrentados em seu país: “para as mulheres sauditas é muito fácil dizer que tudo é difícil, que a Arábia Saudita é um país muito conservador e não fazer nada para mudar esse quadro. Precisamos seguir em frente, lutar e torcer para que consigamos transformar a sociedade saudita em um povo mais tolerante. O reino está se abrindo, há oportunidades para as mulheres agora, as coisas estão mudando. Sempre haverá pessoas que irão pressionar as mulheres para que elas fiquem em casa, quietas, mas nós temos que lutar”.

O Sonho de Wadjda é um filme de combate. O objetivo perseguido pela pequena lutadora protagonista da história é, conforme nos diz a diretora, uma metáfora para uma luta maior: “A bicicleta é uma metáfora para liberdade de movimento, que não existe para mulheres e garotas na Arábia Saudita. Se eu quero ir a qualquer lugar, preciso de permissão de algum homem da família. Eu não posso dirigir um carro nem mesmo andar na rua ou tomar um trem sem permissão. Eu queria que a aceleração, o movimento da bicicleta desse vida ao debate intelectual e fizesse as pessoas entenderem que isso é apenas movimento”. De fato, durante todo o filme, Wadjda está se movimentando por espaços proibidos. Ela afronta limites e convenções com a naturalidade e a suavidade que uma criança de 11 anos pode apresentar.

A busca obstinada pela bicicleta é acompanhada por um olhar atento à situação da mãe ameaçada pela sombra de uma nova esposa articulada pela sogra. O pai ausente aparece esporadicamente no filme até se consumar o medo maior da mãe, uma situação que vai gerar um laço de solidariedade muito forte entre as duas mulheres. “Agora só restamos nós duas”, diz a mãe de Wadjda, sob os fogos de artifício do novo casamento do pai da menina. Essa nova realidade provocará uma mudança de comportamento da mãe em relação ao sonho da filha. Aliás, considerando o caráter determinado da personagem talvez “sonho” não seja a palavra mais adequada. Wadjda estabeleceu a compra da bicicleta como uma meta com um propósito bem definido: quer disputar uma corrida com seu melhor amigo Abdallah, e chegar na frente dele.

Para atingir sua meta, ela fará o que for necessário, inclusive disputar um concurso de leitura do Alcorão na escola, surpreendendo suas professoras que já a davam como um caso perdido para a categoria das “meninas de respeito”. De fato era, mas elas só ficarão sabendo disso tarde demais. Wadjda parece o tempo todo à frente das mulheres adultas que tentam enquadrá-la como uma “menina de respeito”. Ela está de fato. O olhar que ela dirige para o mundo de proibições que lhe é apresentado é o olhar de quem não reconhece aquele mundo como seu. Por isso ela precisa poder correr para chegar mais perto de outro mundo que vislumbra no horizonte. Um mundo onde as mulheres não precisam esperar o marido e seus amigos comerem para depois ficarem com os restos. Um mundo onde a filha possa colocar seu nome feminino na árvore genealógica do pai que só traz nomes masculinos. Um mundo onde o amor substitua o casamento de encomenda.

O olhar de Wadjda na cena final do filme persegue essas possibilidades de outros mundos possíveis. A coragem que a impulsiona parece alimentada pela percepção de que ela está deixando para trás um mundo carcomido e decadente. Ela não reconhece aquilo como seu. Mas, para além do retrato que oferece sobre a dura realidade das mulheres na Arábia Saudita, O Sonho de Wadjda é ótimo cinema. Com um ponto de partida simples, Haifaa Al Mansour conta uma história repleta de coragem, generosidade e esperança. Nestes tempos deslumbrados com as novidades tecnológicas que não param de aparecer, um bom roteiro, uma direção segura, comprometida com um tema, e a sintonia do elenco com o roteiro ainda são elementos indispensáveis para um ótimo filme. No meio de tanta porcaria e irrelevância que inunda as telas hoje, conhecer o trabalho de Haifaa é quase uma obrigação.

Créditos da foto: Divulgação
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